Desenvolvimento Local e Impacto nas Comunidades - Sumário GRI

Desenvolvimento Local e Impacto nas Comunidades

ImpactosDescrição dos impactos econômicos indiretos positivosDescrição dos impactos econômicos indiretos negativos
Mudanças na produtividade de organizações, setores ou da economia como um todo (como por meio da adoção ou distribuição mais intensas de tecnologias da informação)A Klabin desenvolve estudos voltados à adoção de alternativas ao plástico de uso único, o que aumenta os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis.O tempo de pesquisa e desenvolvimento não acompanha o ritmo acelerado da evolução do mercado, causando excesso de demanda e encarecimento da oferta.
Desenvolvimento econômico em áreas com alto índice de pobreza (como o número total de dependentes sustentados pela renda de um único emprego)Geração de renda em comunidades com poucas oportunidades de trabalho e baixo índice de qualidade de vida.Dependência econômica da comunidade pela Companhia, repassando solicitações à empresa que deveriam ser endereçadas ao poder público.
Impacto econômico da melhoria ou deterioração das condições sociais ou ambientais (como mudanças no mercado de trabalho em uma área de pequenas propriedades rurais familiares convertidas em grandes plantações ou o impacto econômico da poluição)Geração de renda em comunidades por meio do incentivo à permanência no campo e produção de orgânicos, impulsionado por projetos como o Matas Sociais, Matas Legais e Programa de Apicultura e Meliponicultura.Não identificados impactos nessa frente.
Fortalecimento das habilidades e conhecimentos de uma comunidade profissional ou em uma região geográfica (como a necessidade de uma base de fornecedores atrai empresas com empregados qualificados, o que, por sua vez, estimula a criação de novas instituições de ensino)Com a implantação da Escola Técnica Florestal e Agrícola de Ortigueira, houve acesso à e educação formal e possibilidade de incremento de renda. Atualmente a Escola conta com 340 alunos matriculados nos cursos de Operação Florestal, Manutenção de máquinas pesadas e Agronegócio.Não identificados impactos nessa frente.
Número de postos de trabalho oferecidos na cadeia de fornecedores ou distribuição (como o impacto no emprego em fornecedores como resultado do crescimento ou contração de uma organização)Mais de 30% do quadro de pessoal da Klabin é composto por colaboradores indiretos (ver GRI 102-8), sendo uma prática interna priorizar recrutamento local. Isso possibilita movimentação na microeconomia regional e atração de investimentos em infraestruturas. No Projeto Puma II, fase I cerda de 59% dos trabalhadores eram do Paraná. Com a fase II, o objetivo de contratação de mão-de-obra local continua, sendo 74% trabalhadores do Paraná, destes 44% da região de Telêmaco Borba, Ortigueira e Imbaú. Destaca-se, ainda, a formação da mão de obra local com a oferta de cursos de qualificação profissional para estudantes e trabalhadores que moram nas cidades próximas à operação.Possibilidade de aumento da desigualdade de renda, pela impossibilidade estrutural de fornecer vagas a uma parcela considerável da população, cujas oportunidades de trabalho não têm benefícios equiparáveis às da Klabin; e pelo caráter temporário das vagas da obra do Projeto Puma II.
Impacto econômico de mudanças no local de operações ou atividades (como a terceirização de empregos para um local no exterior)Não identificados impactos nessa frente.Dependendo do tamanho da operação e dependência econômica do município, os impactos são grandes. Entretanto, há possibilidades de mudança após estudo detalhado que contempla impacto econômico e medidas cabíveis de mitigação.
Impacto econômico do uso de produtos e serviços (como a relação entre padrões de crescimento econômico e uso de determinados produtos e serviços)Não se aplicaNão se aplica

Porcentagem de operações com iniciativas de engajamento das comunidades locais, avaliações de impacto e/ou programas de desenvolvimento local

Tipo de iniciativa20212020Observações
Nº operações% operaçõesNº operações% operações
i. Avaliações de impactos sociais, inclusive avaliações de impactos de gênero, com base em processos participativos*625.00%626%Unidades Monte Alegre, Puma, Otacílio Costa, Correia Pinto, Goiana e Angatuba*
ii. Avaliações de impactos ambientais e monitoramento contínuo24100.00%23100.00%-
iii. Divulgação pública dos resultados de avaliações de impactos ambientais e sociais2395.83%2295.65%Todas as unidades, exceto Pilar (Argentina)
iv. Programas de desenvolvimento local baseados nas necessidades de comunidades locais*937.50%626%Unidades Monte Alegre, Puma, Otacílio Costa, Correia Pinto, Lages, Paranaguá, Rio Negro, Goiana e Angatuba
v. Planos de engajamento de stakeholders baseados em mapeamentos dessas partes*1145.83%1148%Unidades Monte Alegre, Puma, Otacílio Costa, Correia Pinto, Goiana, Angatuba*, Piracicaba, Rio Negro, Manaus, Jundiaí Tijuco Preto e Jundiaí Distrito Industrial
vi. Comitês e processos de consulta ampla à comunidade local incluindo grupos vulneráveis*625.00%626%Unidades Monte Alegre, Puma, Otacílio Costa, Correia Pinto, Goiana e Angatuba
vii. Conselhos de trabalho, comissões de saúde e segurança no trabalho e outras entidades representativas de empregados para
discutir impactos
24100.00%23100.00%-
viii. Processos formais de queixas e reclamações por parte de comunidades locais24100.00%23100.00%-

Operações com impactos significativos reais e potenciais associados as comunidades locais

A avaliação da situação socioeconômica das regiões de atuação da Klabin, em função das suas operações industriais e/ou florestais, além das áreas de implantação de projetos de expansão, é um instrumento importante para que a companhia possa conhecer, avaliar e medir impactos positivos e negativos de suas atividades nas áreas de influência. Além disso, com um conhecimento mais amplo dos desafios e oportunidades de cada território, a empresa pode avaliar a forma mais estratégica de direcionar recursos e investimentos em programas e projetos sociais, econômicos e ambientais.

No projeto Território em Desenvolvimento, desde 2019 o Índice de Progresso Social é aplicado nas regiões dos Campos Gerais (PR) e Serrana (SC), fruto de uma parceria entre Klabin, Fundación Avina e o instituto Diferencial. O objetivo do trabalho é analisar e acompanhar o progresso social de 12 cidades do estado do Paraná (Cândido de Abreu, Congonhinhas, Curiúva, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania), e mais 12 em Santa Catarina (Bocaina do Sul, Bom Retiro, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Ponte Alta do Norte, Rio Rufino, São Cristóvão do Sul, Urupema), que possuem influência nas atividades produtivas da Klabin na região.

O IPS é uma ferramenta utilizada em todo o mundo, sendo adaptada para a realidade de cada território, mas levando em conta sempre três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. No caso do Território em Desenvolvimento, no Paraná foram selecionados 58 indicadores (informação quantitativa ou qualitativa que expressa o desempenho de um processo), sendo 37 deles coletados em bancos digitais de estatísticas de órgãos públicos estaduais e federais, e os demais 21 indicadores obtidos por meio de pesquisa com moradores das 12 cidades. Já em Santa Catarina foram selecionados 55 indicadores, sendo que 30 deles são públicos, e 25 foram obtidos por meio de pesquisa com moradores da região.

A diferença entre o IPS e outras métricas que observam o desenvolvimento social, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), por exemplo, é que ele prioriza a observação de indicadores socioambientais em detrimento das variáveis econômicas. O IPS aponta que o Progresso social não está necessariamente ligado ao crescimento econômico, mas sim que uma boa gestão dos recursos e a participação das comunidades podem ser determinantes para o progresso social.

A partir de todas estas informações, o projeto quer ir além e convidar gestores e servidores públicos, sociedade civil organizada, educadores, empresários e comunidades para construírem juntos territórios cada vez melhores e socialmente mais justos. A construção deste importante índice está em linha com a Política de Sustentabilidade da Klabin e ajuda a proporcionar diagnósticos e ferramentas para que as regiões de atuação da empresa se desenvolvam de forma planejada e estruturada, e estejam preparadas para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Os indicadores também servem para avaliação dos programas sociais que a própria Klabin desenvolve nos territórios. A companhia tem programas sociais de apoio aos municípios de sua área de influência nas áreas de planejamento, educação e agricultura familiar. Assim, o IPS ajuda a medir o valor que cada uma dessas iniciativas entrega para as comunidades.

Atualizado e verificado em: 20/06/2022