Governança Corporativa

Quantidade de membros

Conselho de Administração

Conselheiros independentes

6

Outros Conselheiros não executivos

8

Representantes de empregados

-

Diretoria estatutária

Diretores Estatutários

7

Tamanho total 

21

 

Independência do Conselho 

O Conselho de Administração da Klabin é composto por 14 membros efetivos e 14 suplentes, eleitos em Assembleia Geral, sendo seis deles independentes. O órgão é responsável pela definição e orientação da estratégia de longo prazo da Companhia e pela tomada de decisões. Os conselheiros independentes são definidos nos termos do Regulamento de listagem do Nível 2 da B3.

*Informações utilizadas de acordo com Formulário de Referência de 30/05/2025, Estatuto Social e Regimento Interno do Conselho de Administração. 

 

Membros titulares do conselho: 14 Membros 

Independente e/ou não executivo 

Gênero 

Anos acumulados de mandato* 

Participação em Comitês de Assessoramento da Klabin 

Amanda Klabin Tkacz – Presidente 

Feminino 

25 

-

Alberto Klabin

Masculino 

26 

Amaury Guilherme Bier

Sim 

Masculino 

Comitê de Auditoria e Partes Relacionadas 

Celso Lafer 

Sim 

Masculino 

21 

Francisco Lafer Pati

Masculino 

25 

Horacio Lafer Piva  

Masculino  

26 

Isabella Saboya de Albuquerque 

Sim 

Feminino 

Lilia Klabin Levine

Feminino 

26 

Marcelo Mesquita de Siqueira Filho 

Sim 

Masculino 

Mauro Gentile Rodrigues da Cunha

Sim 

Masculino 

Paulo Sergio Coutinho Galvão Filho

Masculino 

26 

Roberto Luiz Leme Klabin 

Sim 

Masculino 

26 

Comitê de Sustentabilidade 

Vera Lafer

Feminino 

26 

Wolff Klabin

Masculino 

20 

Comitê de Pessoas e Cultura

 

Membros substitutos do conselho 

Independente e/ou não executivo 

Gênero 

Anos acumulados de mandato* 

Participação em Comitês de Assessoramento da Klabin 

Daniel Miguel Klabin 

Masculino 

26 

Maria Silvia Bastos Marques 

Feminino 

Victor Borges Leal Saragiotto 

Sim 

Masculino 

Paulo Roberto Petterle  

Sim 

Masculino 

Comitê de Sustentabilidade 

Luis Eduardo Pereira de Carvalho 

Masculino 

 

Henrique Guaragna Marcondes 

Masculino 

Comitê de Pessoas e Cultura 

Adriano Cives Seabra 

Sim 

Masculino

João Adamo Junior 

Masculino 

 Comitê de Auditoria e Partes Relacionadas 

Marcelo de Aguiar Oliveira 

Sim 

Masculino 

Tiago Curi Isaac 

Sim 

Masculino 

Maria Eugênia Lafer Galvão 

Feminino 

Comitê de Sustentabilidade 

Marcelo Bertini de Rezende Barbosa 

Sim 

Masculino 

12 

Comitê de Pessoas e Cultura 

Antonio Sergio Alfano 

Masculino 

Pedro Silva de Queiroz  

Masculino 

Comitê de Auditoria e Partes Relacionadas  

* A média de mandatos do atual Conselho de Administração é de 12,21 anos considerando membros titulares e suplentes. 

Média de participação em reuniões do Conselho de Administração: 

Em 2024, os membros titulares do Conselho de Administração registraram participação média de 85% nas reuniões.

Mínimo exigido de participação em reuniões do Conselho de Administração

De acordo com o artigo 16 do Regimento Interno do órgão, os membros devem comparecer, no mínimo, a 75% das reuniões de Conselho e/ou dos Comitês que integram, a fim de participar ativa e diligentemente das suas funções, como o exame dos documentos postos à disposição. 

Presidente Não Executivo/Diretor Principal 

De acordo com o Estatuto Social da Klabin (Art. 17, § 1º), o Presidente do Conselho de Administração será eleito pelo próprio Conselho de Administração entre os conselheiros eleitos pela Acionista Controladora. A escolha do Presidente respeitará o princípio da rotatividade, ressalvada a reeleição no caso do voto favorável de todos os conselheiros eleitos por proposta da Acionista Controladora. A atual Presidente do Conselho de Administração é a conselheira Amanda Klabin Tkacz, que não exerce função executiva na Companhia.  

 

Nomeação e seleção dos conselheiros

A eleição dos membros do Conselho de Administração da Companhia ocorre pelo sistema de chapas ou por voto múltiplo, conforme o caso. Na eleição pelo sistema de chapas, cada acionista pode votar apenas em uma chapa, sendo declarados eleitos os candidatos da chapa que receber o maior número de votos. Alternativamente, a eleição poderá ocorrer pelo procedimento de voto múltiplo, caso acionistas representando em conjunto 5% (cinco por cento) do capital votante da Companhia, no mínimo, solicitem a sua adoção, nos termos do artigo 141 da Lei 6.404/76 e da Resolução CVM nº 70/22. Nesse caso, a eleição será realizada por candidato e serão atribuídos a cada ação tantos votos quantos forem os assentos a serem preenchidos no Conselho de Administração pelo procedimento de voto múltiplo, podendo cada acionista alocar livremente seus votos entre os candidatos, sendo eleitos os candidatos que receberem o maior número de votos.   

 

Avaliação de desempenho do Conselho 

O Conselho de Administração realiza anualmente a autoavaliação de suas atividades, identificando possibilidades de melhorias na sua forma de atuação. Nesse sentido, realizou processos de autoavaliação referentes aos exercícios de 2024, 2023 e 2022, e, em relação ao exercício de 2021 e 2024, foi realizada avaliação externa, conduzida por empresa de consultoria independente especializada no assunto. O processo de autoavaliação e avaliação externa incluiu verificações sobre a estrutura em que o Conselho de Administração está inserido, a dinâmica de reuniões e interação entre os conselheiros, estratégia, dever de diligência, capital humano, monitoramento das Demonstrações Financeiras e riscos e compliance.

Os resultados das avaliações são examinados à luz das normas estatutárias, regimentares e regulatórias, boas práticas e benchmarks, além dos objetivos estratégicos e dos negócios da Companhia. Com base nas oportunidades de melhoria identificadas ao longo do processo de avaliação e, quando aplicável, nas recomendações da consultoria externa, os órgãos avaliados desenvolvem e implementam, na medida de suas respectivas competências, os planos de ação, contando com o apoio dos diversos órgãos e gestores da Companhia.

*Informações utilizadas de acordo com Formulário de Referência de 30/05/2025

Política de Remuneração e processo para determinar remuneração
 

As práticas de remuneração têm como objetivo:  

  • Alinhar os interesses dos colaboradores com a estratégia da Companhia e dos acionistas;  
  • Permitir que a compensação de nossos colaboradores seja competitiva e atraente quando comparada ao mercado;  
  • Reconhecer profissionais de alta performance da Klabin, estimulando uma cultura meritocrática, além de atrair e manter talentos na Companhia;  
  • Fazer com que a remuneração dos executivos reflita nossos resultados curto e longo prazos, além do seu desempenho individual.  

As políticas de remuneração fixa e variável da Companhia não fazem distinção entre gênero, raça, religião e quaisquer outros aspectos que não estejam relacionados à performance individual ou corporativa. Além disso, os executivos possuem metas relacionadas aos KODS (Objetivos Klabin de Desenvolvimento Sustentável), ou seja, estão relacionadas a um dos quatro eixos temáticos propostos (futuro renovável, economia sustentável, prosperidade para as pessoas e tecnologia & inovação). 

Sobre a remuneração do CEO são definidas métricas financeiras relativas e de retorno financeiro, conforme o apresentado na sequência: 

Retorno financeiro: comparação entre o ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido) e WACC (Custo Médio Ponderado de Capital) anuais médios da Companhia. 

Métrica financeira relativa: alinha a remuneração com o desempenho das ações no mercado, sendo até o plano de 2022 por meio dos indicadores de TSR (Retorno Total do Acionista) e Ke (custo do capital próprio), e a partir do plano de 2023 por meio (i) da posição relativa entre o TSR (Retorno Total do Acionista) da Companhia e o TSR do grupo de empresas selecionadas (Peer Group). 

Diferimento do Bônus para Remuneração de CEO de Curto Prazo

Sobre a composição da remuneração variável do CEO, temos a seguinte disposição: 

  • O CEO tem a opção de diferir em compra de ações até 50% da sua remuneração de curto prazo. 
  • O período de desempenho mais longo coberto pelo plano de remuneração executiva é de 5 anos, sendo que o vesting para remuneração variável também é de 5 anos.  

 

Requisitos de propriedade acionária

A partir de 2022, foi estabelecida, para os Diretores Executivos Estatutários e Executivos Não Estatutários, uma obrigação de Propriedade Mínima de Ações (Stock Ownership). Para cumprir o programa, o Diretor Presidente deve destinar 30 honorários mensais (referente aos seus recebimentos vigente ao final de cada exercício) para a aquisição de ações de emissão da Companhia e mantê-las em sua posse (proporção de 2,50 com relação ao salário anual). Para os Diretores Executivos Estatutários e Não Estatutários o montante a ser destinado e mantido sob sua posse é de 18 honorários/salários mensais (proporção de 1,50 com relação ao salário anual), conforme o caso. 

 

 

Relação entre a remuneração do CEO e a dos funcionários

Ano Mediana da Remuneração dos Empregados Razão entre Remuneração Total Anual do CEO e Mediana da Remuneração dos Empregados
2023 R$ 77.640,67 214,2
2024 R$ 56.004,31 471,7

 

Plano de sucessão CEO

A Klabin possui um processo estruturado de jornada sucessória, com governança para todas as suas etapas e envolvimento direto do CEO. O processo contempla o mapeamento dos caminhos de sucessão para as posições de liderança da Companhia, inclusive a de CEO. São discutidas as necessidades atuais e futuras dos negócios da Companhia, base para o mapeamento do perfil desejado. Todos os diretores são avaliados anualmente para identificação de possíveis sucessores, processo que conta com o apoio de consultoria e assessments externos periódicos para visão do grupo e comparação com o mercado. Os executivos contam com um plano de desenvolvimento customizado e acompanhado.

Informações utilizadas de acordo com Formulário de Referência de 30/05/25.

Estrutura da Governança da Sustentabilidade

 


 

A Klabin mantém uma estrutura de governança consolidada para gerenciar a execução estratégica e operacional dos temas relacionados à sustentabilidade. Esta estrutura é composta por 1. comitês de assessoramento do Conselho de Administração, 2. comissões fixas formadas por executivos, de assessoramento à Diretoria Executiva, 3. diretoria estatutária de Tecnologia industrial, Inovação e Sustentabilidade e políticas corporativas e controles internos voltados à gestão integrada de riscos para sustentabilidade. 

O Conselho de Administração é responsável pela supervisão final das questões ambientais, sociais e de governança (ESG), com apoio de comitês dedicados, como o Comitê de Sustentabilidade e o Comitê de Auditoria e Partes Relacionadas (ambos formados por conselheiros). Estes comitês asseguram que os riscos, impactos e oportunidades em sustentabilidade sejam adequadamente considerados na formulação da estratégia empresarial e nas decisões corporativas. Em complemento, a gestão executiva em sustentabilidade possui uma Comissão Fixa de Sustentabilidade formada por executivos da companhia e que tem por responsabilidade acompanhar a execução das ações previstas para a área. Além disso, no âmbito da Diretoria Executiva, a empresa possui uma Diretoria Estatutária de Sustentabilidade (C-Level) que é responsável pela execução da agenda de sustentabilidade de toda a companhia e fazer o reporte direto ao CEO. 

O detalhamento dos órgãos de governança e os seus regimentos internos, bem como das políticas corporativas estão disponíveis no site de RI (https://ri.klabin.com.br/)  da companhia e na Política de Sustentabilidade da Klabin. 

 

Certificações

Em 2022, a Política de Sustentabilidade da Klabin foi atualizada e, por isso, foram realizados treinamentos nas unidades e também por meio da Klabin Business School. O treinamento da Política de Sustentabilidade abrange todos os novos funcionários (durante o processo de integração) e treinamentos diretos e indiretos por meio da sede de cada unidade industrial.

 

CERTIFICAÇÃO ISO 14001
  Funcionários Próprios   Funcionários Terceiros  Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) Percentual de Unidades
Número de Funcionários nas Unidades  14.242 5.665 19.907 100%
Total de Funcionários 14.242 5.665 19.907
Percentual de Funcionários cobertos pela certificação 100% 100% 100%

Todas as unidades da Klabin em operação durante o período de avaliação são certificadas pela norma ISO 14001 de gestão ambiental. Além das informações referentes às auditorias e certificações, destaca-se que as operações florestais da Klabin são certificadas pelos selos FSC® e PEFC, que atestam o manejo florestal responsável, com base em dez princípios, incluindo: uso eficiente de múltiplos produtos e serviços florestais, bem-estar dos colaboradores e das comunidades, conservação da biodiversidade, plano de manejo detalhado, além do monitoramento e avaliação dos impactos ambientais e sociais. Adicionalmente, a Klabin possui outras certificações de qualidade, como American Institute of Baking (AIB), ISEGA, FSSC 22000, ISO 9001 e ISO 45001.

 

CERTIFICAÇÃO ISO 9001
  Funcionários Próprios   Funcionários Terceiros  Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) Percentual de Unidades
Número de Funcionários nas Unidades  14.105  5.603 19.708 91%
Total de Funcionários 14.242 5.665 19.907
Percentual de Funcionários cobertos pela certificação 99% 99% 99%

 

CERTIFICAÇÃO ISO 45001
  Funcionários Próprios   Funcionários Terceiros  Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) Percentual de Unidades
Número de Funcionários nas Unidades  6.175 3.603 9.778 36%
Total de Funcionários 14.242 5.665 19.907
Percentual de Funcionários cobertos pela certificação 43% 64% 49%

 

CERTIFICAÇÃO ISO 50001
  Funcionários Próprios   Funcionários Terceiros  Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) Percentual de Unidades
Número de Funcionários nas Unidades  2.045 1.428 3.473 5%
Total de Funcionários 14.242 5.665 19.907
Percentual de Funcionários cobertos pela certificação 14% 25% 17%

Desde 2019, a Klabin mantém um processo estruturado de análise de materialidade que fundamentou o desenvolvimento de sua Agenda 2030. Esta iniciativa envolveu consultas abrangentes a diferentes grupos de stakeholders, com o objetivo de identificar os principais impactos a serem mitigados e as oportunidades a serem potencializadas, tendo como referência a agenda global de desenvolvimento sustentável. O resultado desse processo foi a criação dos Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS), compostos por 23 temas relevantes, sendo 11 deles com compromissos de longo prazo e 12 deles com endereçamento de demandas internas da companhia (ver quadro 1). Os KODS orientam a estratégia de sustentabilidade da Companhia incluindo a composição da remuneração variável dos colaboradores em todos os níveis. 

Temas KODS (Materialidade desde 2019)

Temas com metas públicas Demais temas relevantes
Desempenho socioambiental de fornecedores Aumento do rendimento florestal
Desenvolvimento local e impacto nas comunidades Certificação florestal
Diversidade Conduta ética e integridade
Ecossistemas e Biodiversidade Cultura Klabin
Mudanças do clima Desempenho econômico
Produtos e parcerias com a cadeia de valor e circularidade Desenvolvimento do capital humano
Resíduos Disponibilidade de madeira
Saúde e segurança ocupacional Gestão da inovação
Segurança cibernética Gestão de riscos
Uso de água Gestão e engajamento de profissionais
Uso de energia Produção e logística
  Usos múltiplos da madeira

 

A Agenda 2030 da Klabin é revalidada anualmente pelos órgãos internos de governança. A pauta das reuniões do Comitê e Comissão Fixa de Sustentabilidade é definida de acordo com o risco e a urgência do tema e o progresso dos compromissos. As reuniões ocorrem pelo menos bimestralmente.

Desde a criação da Agenda KODS, a análise da adequação de todos os novos projetos da empresa é realizada sistematicamente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Klabin, dos processos de controles internos de auditoria, da atualização periódica da Matriz de Riscos, e das contribuições dos sponsors técnicos e área corporativa de Sustentabilidade. Em conjunto, a companhia incluiu a performance de algumas metas como KPIs-gatilho de algumas dívidas da Companhia (acesse Finanças Sustentáveis) e o processo de verificação do cumprimento da agenda é auditado por terceira parte. Além dos temas da Agenda 2030, todos os riscos e devidas recomendações provenientes da Devida Diligência em Direitos Humanos conduzida pela Klabin também são internalizadas pelo monitoramento oficial de Riscos da Klabin

 

Abordagem financeira e de riscos para temas KODS

Desde 2020, a Klabin é TCFD Supporter, em compromisso de seguir as recomendações do TCFD (Taskforce on Climate-related Financial Disclosures) que avalia não apenas o impacto climático na performance financeira de longo prazo da empresa, mas também os efeitos das atividades Klabin sobre a sociedade e o meio ambiente. 

Nos anos seguintes, o processo foi estendido a outros temas relevantes, como Água e Biodiversidade. Em 2023, a Klabin avançou ao incorporar, além do Plano de Transição Climática, elementos de gestão integrada do solo, da água e da biodiversidade, acelerando a transição rumo a um futuro sustentável. Considerando esse avanço e o fato de que, no Brasil, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa decorre de mudanças no uso da terra associadas ao desmatamento, a Klabin publicou seu primeiro Plano de Transição para a Natureza, conforme seu compromisso como Adopter do TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures), desde 2025. 

Principais avanços de governança associados à Agenda 2030 da Klabin

  • A obrigatoriedade de vínculo das metas individuais de todos os gestores e executivos à agenda KODS, compondo 20% de sua remuneração variável; 
  • A recorrência de reuniões da Comissão Fixa de Sustentabilidade, que regularmente, apoiada por dashboard interno de progresso das metas, acompanha e delibera sobre recalibrações e desafios ligados à agenda; 
  • A revisão de um Índice de Sustentabilidade, antes ligado apenas à remuneração variável dos executivos, para o incentivo financeiro de curto e longo prazo ligados à Agenda KODS para todos os colaboradores da Klabin
  • Revisões pontuais em termos das metas e timelines (e.g. Clima e meta net-zero aprovada pela SBTi); 
  • A publicação de guias específicos temáticos para estratégias de resiliência a partir da identificação de riscos e oportunidades, como o Plano de Transição Climática e o Plano de Transição para a Natureza.

 

Ampliação da abordagem: dupla materialidade 
 

A regulação de normas internacionais como os European Sustainability Reporting Standards (ESRS), associados à CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), estabelecida pela União Europeia e o IFRS S1, publicado pelo ISSB (International Sustainability Standards Board), representa um marco importante na consolidação e padronização das práticas globais de reporte.

No Brasil, a Resolução CVM nº 193, de 2023, incorpora as normas internacionais de divulgação de informações de sustentabilidade emitidas pelo ISSB (IFRS S1 e S2). Ela estabelece diretrizes para divulgações de sustentabilidade de companhias abertas, com adoção voluntária a partir de 2024 e obrigatória a partir de 2026 (ano base). 

Considerando o cenário regulatório e as boas práticas de mercado, a Klabin iniciou, ainda em 2024, a revisão dos seus temas KODS adotando como referencial metodológico as orientações de dupla materialidade apresentadas pela EFRAG (European Financial Reporting Advisory Group).
Realizado entre fevereiro de 2024 e junho de 2025, o processo da nova materialidade foi estruturado pelas seguintes etapas:

  1. Análise de convergência dos temas KODS com os tópicos obrigatórios setoriais (ESRS);
  2. Análise de materialidade financeira (riscos e impactos) para Klabin; 
  3. Consulta e análise de impacto a stakeholders e meio ambiente;
  4. Definição dos temas duplamente materiais, materiais e não materiais;
  5. Validação da nova materialidade Klabin;
  6. Monitoramento de indicadores e controles internos para asseguração limitada;
  7. Revisão periódica da materialidade.

 

Análise de convergência dos temas KODS com tópicos obrigatórios

Com base nos requisitos de divulgação (“disclosures”) de cada tópico e subtópico dos ESRS, realizou-se análise de convergência com a materialidade vigente da Klabin, com o objetivo de consolidar sobreposições e simplificar a apresentação dos temas materiais da companhia.

Como resultado, foram redefinidos 12 temas materiais que seguiram para análise de : 1. Risco efeitos financeiros na Klabin e 2. Impacto para stakeholders e meio ambiente.

Além destes, também foram definidos outros 4 temas transversais e viabilizadores para os negócios e operações da Companhia.


Análise de riscos e oportunidades para Klabin

Na sequência, os 12 temas materiais foram revistos para checar a integração de sua gestão e controles internos à Matriz de Riscos oficial da Companhia. 

Cálculo:

  • Pontuação de probabilidade, considerando a criticidade vulnerabilidade da Companhia, ou seja: ocorrência, maturidade dos controles internos e perspectiva de ocorrência do risco;
  • Pontuação de severidade, considerando a perspectiva de impacto financeiro e a perspectiva de ocorrência do risco

Premissas:

  • Metodologia de análise de riscos considerada na Política de Gestão de Riscos da Klabin;
  • Foi considerado o score do risco de maior criticidade de cada tema;
  • Indicadores mínimos obtidos a partir da correlação dos riscos de cada um dos 12 temas KODS e com os mais de 200 indicadores obrigatórios;
  • As oportunidades ainda não constam nesta versão de materialidade.

Abordagem e análise:

  • Reuniões e workshops com as áreas responsáveis para atualizar a classificação e criticidade de cada risco relacionado aos temas KODS, bem como propor novos riscos, quando necessário.

 

Análise de impacto nos stakeholders e meio ambiente


Abordagem de cálculo

  • Consulta a stakeholders para definição da probabilidade dos impactos versus a severidade (escala, dimensão e irremediabilidade ), se e quando materializados. 
  • Conversão de dados primários existentes em um grade de 1 a 4; 

Abordagem e análise
Foi realizada uma análise aprofundada dos impactos gerados pelos 12 temas sobre os stakeholders e o meio ambiente. Este processo foi conduzido utilizando dados primários de fontes confiáveis e ferramentas reconhecidas, além de uma consulta específica com o fim de checar a materialidade de alguns temas não considerados definitivos.

A análise considerou para determinados temas, por exemplo, diagnósticos externos, dados de clima organizacional através de consulta aos colaboradores, matrizes de aspectos e impactos socioambientais, Devida Diligência de Direitos Humanos, e relatórios técnicos alinhados às recomendações do TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) e TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures).
Complementarmente, foram realizadas 28 entrevistas com representantes de stakeholders externos, sendo: fornecedores críticos, clientes significativos de todos os negócios, associações setoriais, especialistas do setor, organizações não governamentais, entre outros stakeholders considerados relevantes para a atuação da Klabin. Desta consulta, resultaram as pontuações de probabilidade e severidade associados a 4 dos 12 temas priorizados: Uso de Recursos e Circularidade, Segurança Cibernética, Certificação Florestal e Desempenho Socioambiental de Fornecedores. Os demais temas dispunham de dados primários de consultas anteriores. 

Em complemento, as políticas corporativas e o Código de Conduta da Klabin orientam o seu público interno sobre a forma de relacionamento com os seus stakeholders, estabelecendo formas de interação e periodicidade listados abaixo: 

 

GRI-2-29

Stakeholder Tipo de engajamento Frequência
Colaboradores Reuniões ou contato direto; intranet; Diálogos Diários de Segurança (DDS) Diária
Clientes Contato por telefone ou e-mail; auditorias; visitas técnicas; presença da equipe da Klabin no cliente (eventual); Portal para clientes Cotidiana e por demanda
Fornecedores Contato por telefone ou e-mail; reuniões de negociação Periódica e por demanda
Órgãos Reguladores Visitas técnicas de acompanhamento; contato por telefone ou e-mail; envio de formulários eletrônicos; Relatório de Investidores; Demonstrações financeiras; portal para investidores. Periódica e por demanda
Investidores Reuniões ou contato direto; site de RI; informações periódicas divulgadas na CV; eventos do mercado de capitais; visitas às operações. Diária
Comunidades Canais de comunicação (e-mail, 0800, cartas, interação com colaboradores de campo); reuniões presenciais; pesquisa anual com as comunidades Diária


 

Todos os resultados das consultas foram consolidados e integrados à análise de impactos dos temas potencialmente materiais. 

 

Definição da dupla materialidade e demais temas relevantes


 



Sendo que a avaliação de impacto dos temas é obtida pela perspectiva de severidade x probabilidade (stakeholders); e a materialidade financeira para a Klabin é obtida pela análise de impacto financeiro x vulnerabilidade no ambiente interno (visão da Klabin). Os temas posicionados na área da dupla materialidade são considerados prioritários tanto para a Klabin quanto para seus stakeholders. Estes são os temas de relato razoável completo, para ambas normas reguladoras mencionadas. 

As áreas de materialidade, ainda assim, são classificados como de alta importância e requerem metas públicas. A área de não materialidade, até o momento, não apresenta nenhum KODS posicionado. A Klabin ainda está no processo de levantamento e cálculo de oportunidades e impactos positivos para compor a matriz final.  Os temas foram reorganizados em 3 pilares estratégicos para a Klabin, distribuídos da seguinte forma:


 

 

Validação da nova materialidade Klabin

A dupla materialidade foi avaliada, informada e deliberada pelas seguintes instâncias:

  • Comissão Fixa de Sustentabilidade;
  • Comissão Fixa de Riscos;
  • Diretoria Executiva da Klabin.
  • Comitê de Sustentabilidade;
  • Comitê de Riscos;
  • Conselho de Administração.


Monitoramento de indicadores para asseguração 

O processo de materialidade passou por verificação externa de terceira parte, sendo apresentado na carta de asseguração disponível no link.

 

Revisão periódica da materialidade


A nova composição da materialidade da Klabin seguirá com revisões anuais, incluindo a calibragem com os riscos da empresa que integraram os temas materiais, fatos relevantes, atingimento de metas associadas aos temas e encaminhamentos das reuniões da Comissão Fixa e Comitê de Sustentabilidade. 

 

Adaptação Regulatória - IFRS/ISSB

A Klabin está revisando seus processos internos e aprimorando seus sistemas de coleta e análise de dados para atender aos requisitos de divulgação estabelecidos pelas normas IFRS S1 (Divulgação de Informações de Sustentabilidade) e IFRS S2 (Divulgação de Riscos Climáticos). Até a publicação do primeiro relatório com asseguração limitada, os cadernos temáticos para cada tema duplo material, em linha com as novas normas, podem ser encontrados abaixo:

  • Mudanças do Clima: Plano de Transição Climática Klabin (baseado no TCFD - Taskforce on Climate-related Financial Disclosures)
  • Ecossistemas e Biodiversidade: Plano de Transição para a Natureza (baseado no TNFD - Taskforce on Nature-related Financial Disclosures)
  • Uso de Água: ambos documentos acima endereçam o tema. No entanto, até o início de 2026, o tema terá seu caderno temático próprio (Plano de Gestão de Recursos Hídricos), baseado nos mesmos frameworks. 

Adaptação Regulatória - ESRS

A Klabin tem acompanhado a implementação das normas ESRS (European Sustainability Reporting Standards) pela União Europeia e a necessidade de reporte por empresas não europeias. A partir disto, reestruturou seu roadmap de Sustentabilidade a partir do conceito de dupla materialidade. Esta abordagem proativa permite à Klabin não apenas cumprir com futuras demandas regulatórias, mas também identificar oportunidades para aprimorar processos internos e práticas de gestão sobre os temas considerados relevantes para a companhia. 

 

Temas materiais e métricas para criação de valor do negócio

Tema Material Mudanças Climática Saúde e Segurança Ocupacional Biodiversidade
Case de negócio A Klabin é uma empresa do setor florestal, e os riscos das mudanças climáticas influenciam diretamente parâmetros operacionais cruciais, como o rendimento florestal, além de riscos operacionais e financeiros desde o plantio, a colheita e o preparo do solo. Do ponto de vista das partes interessadas, o tema foi identificado como prioritário devido aos impactos potenciais que as operações da empresa podem gerar. Portanto, o tema é considerado duplamente relevante, e a empresa priorizou, nos últimos anos, investimentos em ações de mitigação e adaptação para lidar com riscos e impactos negativos, conforme descrito em nosso Plano de Transição Climática.
Além do pipeline de projetos e investimentos planejados para a descarbonização, a Klabin também tem metas públicas (KODS 2030) para reduções de emissões baseadas na ciência e faz parte de várias iniciativas climáticas globais, como a Business Ambition for 1.5°C da ONU. A empresa está engajando sua cadeia de valor para melhorar seus relatórios de inventário de emissões e divulgar metas alinhadas com a ciência.
A Política de Proteção à Vida foi lançada em 2022 e revisada em 2024 e tem como objetivo promover uma cultura justa que cuida do bem-estar dos colaboradores e da estratégia de negócios, transformando falhas em experiências de aprendizado que impulsionam processos e atividades mais seguros em toda a Klabin. Esse tema é de extrema relevância para a empresa, pois representa um risco diretamente associado à continuidade das operações, à produtividade e à qualidade de vida de nossos colaboradores e terceiros. Está diretamente ligado à estratégia de negócios e está presente nas metas de longo prazo e na remuneração variável dos executivos da empresa.
Em 2025, a Klabin concluiu sua avaliação de dupla materialidade. Embora o tema saúde e segurança não tenha sido classificado como dupla materialidade, continua sendo uma questão relevante em termos de impacto para a empresa. Isso reflete o compromisso contínuo da Klabin com a melhoria constante das práticas internas de segurança.
Devido ao seu negócio com base na atividade florestal, a Klabin é pioneira na implementação do plantio em mosaico: um sistema que combina áreas de florestas nativas preservadas, que correspondem a quase metade de nossa área florestal, com florestas plantadas de pinus e eucalipto de diferentes idades. Como a qualidade das florestas plantadas também depende da qualidade das florestas nativas e de seus recursos naturais, a Biodiversidade é um tema relevante para a empresa e possui o maior conjunto de metas para 2030 dentro da Agenda de Desenvolvimento Sustentável da Klabin. A perda da biodiversidade ameaça a capacidade dos ecossistemas de fornecer recursos e serviços (por exemplo, dispersão de pólen e sementes, controle natural de pragas, regulação da água e do clima, conservação do solo e dos nutrientes, etc.) essenciais para sustentar os altos rendimentos das plantações da Klabin. 
Em 2025, a Klabin concluiu sua avaliação de materialidade dupla, e o tema foi classificado como uma questão de dupla materialidade — o que significa que é considerado uma prioridade tanto para a empresa quanto para seus stakeholders.
Impacto no negócio Riscos Riscos Riscos
Estratégia do negócio

A empresa tem um histórico de investimentos e adoção de tecnologias de baixo carbono, o que permitiu uma redução de mais de 70% na intensidade de GEE (Escopos 1 e 2) entre 2003 e 2024. Além disso, por ser de base florestal, a Companhia mantém um balanço de carbono positivo, o que, apesar das diferenças metodológicas no cálculo (notadamente entre o GHG Protocol e o SBTi), resulta em uma remoção de carbono sempre superior ao total de emissões, implicando oportunidades financeiras para um possível mercado regulado. 

Em 2024, a Klabin teve novas metas aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi), relacionadas às emissões de Escopo 3 e ao cenário mais ambicioso alinhado com a limitação do aumento da temperatura global em 1,5 °C. Também foi estabelecida uma meta de Net Zero de longo prazo, abrangendo as emissões de Escopo 1, 2 e 3 até 2050.
Em 2025, a empresa atualizou seu Plano de Transição Climática, alinhando-o aos padrões da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD).

A gestão deste tema está descrita no Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional e está estruturada em três pilares: 1. Instalação: Garantir a segurança e a confiabilidade dos equipamentos. Melhorar e manter o ambiente de trabalho proporcionado aos nossos profissionais; 2. Método: Melhorar continuamente a forma como lidamos com a segurança em nossa rotina. Manter uma visão crítica dos nossos procedimentos de prevenção e mitigação de acidentes, criando e revisando políticas, diretrizes e requisitos; e 3. Pessoas: Valorizar as boas práticas e incentivar os funcionários a cuidarem uns dos outros. Treiná-los em normas e procedimentos e aproximar a liderança da rotina. O Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional é orientado pela ISO 45001 em todas as unidades fabris e florestais, com diretrizes e procedimentos focados na prevenção de perdas e na melhoria contínua dos processos para preservar a vida, a saúde e a integridade física das pessoas. A Klabin vem avaliando os impactos desse risco por meio do Programa de Monitoramento Contínuo da Fauna e da Flora. Isso permite compreender o comportamento das espécies e adotar medidas de prevenção e mitigação, como redução de acidentes rodoviários, ações de reflorestamento e pesquisas científicas. A Klabin possui um centro de pesquisa em biodiversidade em seu Parque Ecológico, com o objetivo de monitorar e restaurar a qualidade da floresta por meio da restauração da vida selvagem. Também é responsável por trazer soluções tecnológicas para acelerar e ampliar o programa de Monitoramento da Biodiversidade, que inclui o rastreamento de espécies. Além disso, uma das metas de longo prazo desse tema está vinculada a um Título Vinculado à Sustentabilidade, aumentando o compromisso da empresa com sua Agenda 2030 e seu roteiro financeiro e estratégico.    Em 2025, a Klabin revisou seu Plano de Transição para a Natureza, alinhado com as diretrizes da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), dividido em 6 programas com o objetivo de apoiar a empresa na obtenção de um Impacto Líquido Positivo sobre a Biodiversidade de forma integrada.
Meta de longo-prazo

Em 2024, a Klabin teve novas metas aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi), relacionadas às emissões de Escopo 3 e ao cenário mais ambicioso alinhado com a limitação do aumento da temperatura global em 1,5 °C. Também foi estabelecida uma meta de Net Zero de longo prazo, abrangendo as emissões de Escopo 1, 2 e 3 até 2050 (em comparação com o ano base (2022). As metas incluem emissões industriais e energéticas:

Meta de curto prazo (até 2030) - Reduzir as emissões absolutas de Escopo 1, 2 e 3 em 42%;
Meta de longo prazo (até 2050) - Reduzir as emissões absolutas de Escopo 1, 2 e 3 em 90%.”

A Klabin aguarda a publicação pela Science Based Targets initiative (SBTi) de uma metodologia específica para o setor de papel e celulose, que está em desenvolvimento, para definir e submeter uma meta FLAG consistente com as diretrizes técnicas e alinhada com suas operações. A Companhia reconhece a importância dessa meta para o uso da terra, florestas e agricultura, e mantém o compromisso de definir uma meta alinhada com sua ambição climática.
O cumprimento dessas metas representa 10% da remuneração variável de diretores, gerentes, coordenadores e especialistas, a fim de impulsionar o progresso interno nessa frente.

Na Klabin, a segurança é um valor fundamental da Companhia. Por isso, sua relevância e a busca contínua por melhorias são inegociáveis. Dada a materialidade do tema, a Klabin estabeleceu as seguintes metas de longo prazo:
i. Zero vidas alteradas de funcionários próprios e contratados;
ii. Manter a taxa de frequência de acidentes (funcionários próprios e contratados) abaixo de 1;
iii. Manter a taxa de gravidade de acidentes com funcionários próprios e contratados abaixo de 50;
iv. Alcançar um nível mais avançado (Generativo/Sustentável) na metodologia Hearts and Minds ou equivalente.
O cumprimento dessas metas representa 10% da remuneração variável de diretores, gerentes, coordenadores e especialistas, a fim de impulsionar o progresso interno nessa frente.

Nossos objetivos/metas até 2030 são: (i) reintroduzir duas espécies extintas e reforçar outras quatro espécies ameaçadas nas florestas até 2030; (ii) doar 1 milhão de mudas nativas; (iii) ter pelo menos 6 parcerias de pesquisa por ano; (iv) manter ou aumentar o número de espécies nativas dependentes das florestas; (v) mapear 100% dos hotspots onde a fauna é atropelada e realizar ações para reduzir as ocorrências.

Prazo da meta 2030 2030 2030
Progresso Redução de 13,2% nas emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em comparação com o ano base (2022);
Redução de 17,4% nas emissões absolutas de Escopo 3 em comparação com o ano base (2022);
i.    4 vidas transformadas;
ii.    Taxa de frequência de acidentes: 1,82
iii.    Taxa de gravidade: 220
iv.    Porcentagem de unidades: 3%


i. 2 espécies: Jacutinga (Aburria jacutinga) - Reitrodução a fauna; Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) - Reforço populacional.
ii. 32% de hotspots de atropelamento de fauna mapeados.
iii. 76% de espécies de fauna dependentes de florestas de alta qualidade ambiental.
iv. 10  parcerias/pesquisas por ano baseadas em estudos de conservação da natureza e biodiversidade.
v. 610 mil de mudas de árvores nativas para recuperação de áreas degradadas em áreas de parceiros
 

Remuneração de executivos No programa anual de incentivos de curto prazo, com início em 2024, as metas corporativas e individuais são utilizadas para medir o desempenho de cada executivo, sendo que as metas corporativas compreendem: indicadores financeiros (70% do peso total), segurança (10% do peso total), indicadores ESG (10% do peso total) e metas individuais (10% do peso total). As metas relacionadas às mudanças climáticas estão vinculadas aos 10% relacionados aos indicadores ESG. No programa anual de incentivos de curto prazo, com início em 2024, as metas corporativas e individuais são utilizadas para medir o desempenho de cada executivo, sendo que as metas corporativas compreendem: indicadores financeiros (70% do peso total), segurança (10% do peso total), indicadores ESG (10% do peso total) e metas individuais (10% do peso total). As metas relacionadas às mudanças climáticas estão vinculadas aos 10% relacionados aos indicadores ESG. No programa anual de incentivo de curto prazo, com início em 2024, as metas corporativas e individuais são utilizadas para medir o desempenho de cada executivo, sendo que as metas corporativas compreendem: indicadores financeiros (70% do peso total), segurança (10% do peso total), indicadores ESG (10% do peso total) e metas individuais (10% do peso total). Como as metas de biodiversidade da empresa fazem parte da agenda 2030, os gerentes responsáveis pelo tema estabeleceram metas vinculadas a 10% da meta individual para esse tema.

 

 

Temas materiais e Métricas para Partes interessadas externas

Tema material para partes interessadas externas Biodiversidade
Certificação Florestal, Água, Mudanças Climáticas
Desenvolvimento local
Categoria: Biodiversidade Categoria: Impacto e desenvolvimento da comunidade
 
Causa do Impacto

Operações
Cadeia de Suprimentos (> 50% das atividades do negócio)

Operações (> 50% das atividades do negócio)

 
Partes interessadas afetadas Meio Ambiente,
Funcionários externos (por exemplo, cadeia de abastecimento, prestadores de serviços)
Sociedade
Tópico de relevância para partes interessadas externas Ambos positivos e negativos: 
Em 2025, a Klabin revisou seu Plano de Transição para a Natureza, que visa alcançar um ganho líquido em biodiversidade até 2050, juntamente com metas intermediárias em 2030 e 2040.  
O trabalho de estruturação do plano envolveu uma equipe multidisciplinar e especial atenção às tendências de mercado e práticas reconhecidas internacionalmente. Utilizando a abordagem LEAP (Localizar, Avaliar, Analisar e Preparar para relatar), a Companhia identificou riscos, dependências de ativos ambientais e impactos nos serviços ecossistêmicos e nas atividades de negócios.
O documento apresenta locais de alta prioridade para a implementação do plano com base em metodologias globais e opiniões de especialistas internos e externos. A análise das dependências e impactos em relação aos serviços ecossistêmicos foi baseada em entrevistas com membros das equipes técnicas e operacionais da Klabin, bem como com outros especialistas do setor e do tema. Também foram identificados impactos negativos e positivos potenciais para cada serviço ecossistêmico de alta prioridade.
Com base na análise dos riscos, impactos financeiros e processos de gestão da Companhia relacionados ao tema – combinada com a consulta às partes interessadas –, a Klabin identificou a questão como duplamente relevante, ou seja, considerada prioritária tanto em termos de risco financeiro quanto de impacto para as partes interessadas.
A presença da Klabin, especialmente em territórios florestais com indústria papeleira, afeta a dinâmica local, enquanto a empresa e seus fornecedores locais dependem de um bom relacionamento e de uma sociedade politicamente robusta para obter aceitação social e licença social para operar. A Klabin mantém uma agenda econômica, social e ambiental com as comunidades onde atua. Com o Programa de Apoio à Gestão Pública, a Klabin trabalha para garantir que os municípios prioritários (ver critérios abaixo) para as operações da empresa alcancem progressos significativos por meio de treinamento e consultoria para melhorar o planejamento e a aplicação dos recursos públicos provenientes dos impostos gerados pela atividade da empresa. O objetivo da iniciativa é promover a gestão pública participativa em municípios que apresentam índices de desenvolvimento abaixo da média em comparação com municípios semelhantes. 
Métrica Aumento de áreas de restauração de produtores participantes de programas de conservação florestal como Matas Legais e Matas Sociais.  Porcentagem de territórios com gestão participativa incentivada;
Aumento da pontuação no Índice de Progresso Social (IPS) 
Valoração de Impacto A Companhia conduziu uma avaliação de dupla materialidade em linha com outros aspectos materiais. Alguns exemplos de indicadores relevantes são: aumento de qualidade do solo, disponibilidade de água e aumento na riqueza/abundância de biodiversidade.
 
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma metodologia de análise de dados sociais e ambientais desenvolvida para mensurar a qualidade de vida de comunidades, cidades, países e regiões. É uma ferramenta utilizada em todo o mundo, sendo adaptada para a realidade de cada território. 
A metodologia de construção do IPS prevê a utilização de três dimensões compostas por quatro componentes cada uma, totalizando 12 componentes: 
1. Necessidades Humanas Básicas: nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pública. 
2. Fundamentos do Bem-Estar:  acesso ao ensino básica, acesso à informação e comunicação, saúde e bem-estar, e qualidade ambiental.  
3. Oportunidades: direitos pessoais, liberdade pessoal e de escolha, inclusão social e acesso ao ensino superior.  
Métrica do impacto Impactos positivos compartilhados:  
  • Redução de 13,2% nas emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em comparação com o ano base (2022);
  •  Reintrodução de duas espécies extintas localmente até 2024;
  • 22.000 hectares em restauração/demarcação pelos Programas Floresta Legal e Floresta Social desde 2005;
  • Compromisso com a remoção de espécies exóticas invasoras.
Melhoria da qualidade de vida nos municípios prioritários. Por exemplo, município de Telêmaco Borba apresentou aumento de 58.2 para 64.5 de 2021 para 2022 no IPS. Mais informações disponíveis em main.d3l595nivztlei.amplifyapp.com
 

 

Atualizado e verificado em: -

02/09/25