Mudanças do Clima e Energia
Mudanças do Clima e Energia
KODS 2030
| Metas** |
| Reduzir 42% das emissões absolutas dos escopos 1 e 2 até 2030; |
| Reduzir 42% das emissões absolutas do escopo 3 até 2030; |
| Reduzir 90% das emissões absolutas dos escopos 1 e 2 até 2050; |
| Reduzir 90% das emissões absolutas do escopo 3 até 2050. |
**As metas incluem emissões industriais e de energia (E&I). As emissões FLAG serão consideradas em uma nova meta assim que a metodologia para o setor florestal estiver disponível.
Percentual de redução de emissões absolutas escopo 1+2 e escopo 3
| 2023 | 2024 | 2025 | Meta 2030 | Meta 2050 | |
| Escopo 1 + Escopo 2 | 14,7% | 13,2% | 10,70% | 42% | 90% |
| Escopo 3 | 15,5% | 17,4% | 19,20% | 42% | 90% |
Nota 1: Essa meta utiliza o ano de 2022 como ano base
Nota 2: As metas incluem emissões industriais e de energia (E&I). As emissões FLAG (florestas, terra e agricultura) serão consideradas em uma nova meta, assim que a metodologia para o setor florestal estiver disponível.
Nota 3: Os resultados apresentados refletem a redução acumulada de emissões em relação ao ano-base de 2022.
Quantidade de toneladas de CO2eq capturadas da atmosfera (Em milhões de toneladas de CO2eq)
Originalmente composta pela meta de capturar 45 milhões de toneladas de CO2 equivalente da atmosfera, este compromisso está temporariamente suspenso pois a Klabin aguarda a definição da metodologia específica para o setor de papel e celulose pela SBTi (Science Based Targets initiative), ainda em desenvolvimento. Somente após esta publicação será possível definir e submeter uma meta FLAG consistente com as diretrizes técnicas e alinhada às nossas operações. A empresa reconhece a importância desta meta para o setor de uso da terra, florestas e agricultura e mantém seu compromisso com a transparência e a ambição climática alinhada à ciência global.
Contribuir com uma economia de baixo carbono através da redução da participação de combustíveis fósseis para garantir uma matriz energética, no mínimo, 92% renovável.
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Meta |
| 90,9% | 92,6% | 93% | 93,4% | 92% |
Em 2025, a matriz energética da Klabin manteve-se em patamar elevado de fontes renováveis, atingindo mais de 93%, resultado semelhante ao observado em 2024. Este avanço era esperado e está diretamente associado ao período de estabilização dos processos operacionais, especialmente após um ciclo relevante de expansão industrial.
O desempenho do período reflete a maturidade operacional da Companhia, com destaque para a consolidação do processo produtivo da Unidade Ortigueira, após a conclusão do Projeto Puma II, incluindo a operação estável da Planta de Gaseificação. Essa fase de estabilização é fundamental para assegurar a confiabilidade dos sistemas, a eficiência energética e a manutenção de uma matriz majoritariamente renovável de forma consistente ao longo do tempo.
O atingimento e a manutenção da meta de longo prazo estabelecida pela Companhia evidenciam o aprimoramento contínuo dos controles operacionais, contribuindo para a redução de indisponibilidades, a diminuição de paradas não programadas e a menor necessidade de consumo adicional de combustíveis. Esse desempenho também está associado à implementação de novos projetos de expansão, que já incorporam tecnologias mais eficientes e de menor intensidade de carbono desde sua concepção. Nas unidades mais recentes, como Puma II e Piracicaba II, foram adotadas soluções de engenharia mais modernas e processos produtivos integrados, resultando em maior eficiência energética e operacional. Em Piracicaba II, por exemplo, a utilização de empilhadeiras 100% elétricas em substituição às movidas a GLP contribui para a redução das emissões diretas. Outro destaque é a substituição do consumo de óleo BPF por syngas no forno de cal 2 da Unidade Puma, iniciativa com potencial de reduzir aproximadamente 56 mil tCO₂e por ano, reforçando os benefícios ambientais das melhorias implementadas.
Com foco no fortalecimento da melhoria contínua e na redução das emissões específicas, os resultados e os indicadores de consumo de combustíveis são monitorados mensalmente por meio de agendas estruturadas de Análises Críticas, que abrangem 100% das operações industriais da Klabin. Esse acompanhamento sistemático garante maior previsibilidade, suporte à tomada de decisão e identificação de oportunidades de otimização energética.
Percentual de energia comprada certificada (fonte renovável)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Meta |
| 99,91% | 100% | 100% | 100% | 100% |
Em 2025, 100% da energia elétrica consumida nas operações da Klabin foi certificada como proveniente de fontes renováveis, por meio da aquisição de IRECs (International Renewable Energy Certificate ou Certificado Internacional de Energia Renovável), mantendo o padrão histórico de consumo padrão de fontes renováveis.
Remoções de GEE (tCO2eq)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Floresta Plantada | -11.381.463,53 | -12.362.501,14 | -14.099.666,11 | -15.945.910,02 |
| Floresta Nativa | -1.308.526,33 | -1.351.275,05 | -1.355.707,50 | -1.103.050,97 |
| Total remoções | -12.689.989,86 | -13.713.776,19 | -15.455.373,61 | -17.048.960,99 |
Emissões de GEE (tCO2eq)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | ||||||
| Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | ||
| Industrial | Escopo 1 | 568.224,69 | 6.250.749,82 | 484.712,91 | 6.465.738,53 | 493.340,36 | 7.195.399,79 | 508.890,90 | 8.903.652,26 |
| Escopo 2* | 5.025,43 | 260.667,71 | 4.456,97 | 234.813,84 | 4.406,97 | 232.173,54 | 3.237,98 | 170.584,30 | |
| Escopo 3 | 3.910.743,48 | 14.203,90 | 3.304.449,39 | 23.089,76 | 3.229.819,43 | 20.166,84 | 3.161.357,11 | 23.713,35 | |
| Total | 4.483.993,60 | 6.528.621,43 | 3.793.619,27 | 6.723.642,13 | 3.727.566,76 | 7.447.740,17 | 3.673.485,99 | 9.097.949,91 | |
| Florestal | Escopo 1 | 205.709,26 | 20.666,88 | 236.111,15 | 27.413,70 | 250.702,09 | 35.554,64 | 268.153,14 | 39.237,70 |
| Escopo 2 | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Escopo 3 | 181.701,47 | 0,00 | 186.321,86 | 1.418,21 | 25.959,28 | 6.299,50 | 14.948,17 | 0 | |
| Total | 387.410,73 | 20.666,88 | 422.433,01 | 28.831,91 | 276.661,37 | 41.854,14 | 283.101,31 | 39.237,70 | |
| Industrial + Florestal | Total | 4.871.404,33 | 6.549.288,31 | 4.216.052,28 | 6.752.474,04 | 4.004.228,13 | 7.489.594,31 | 3.956.587,30 | 9.137.187,60 |
*Método de escolha de compra
Confira os resultados de Inventário de GEE, considerando as emissões totais (industriais e florestais) da Klabin no Registro Público de Emissões.
GRI-305-1 SASB-RR-PP-110a.1 SASB-RT-PP-110a.1
Emissões diretas (Escopo 1) brutas e biogênicas de GEE (tonCO2e)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | ||||||
| Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | ||
| Industrial | Estacionária | 545.812,98 | 6.249.510,71 | 465.441,12 | 6.464.632,72 | 472.934,40 | 7.194.365,38 | 489.339,26 | 8.903.398,66 |
| Móvel | 11.979,31 | 1.239,11 | 12.303,21 | 1.105,81 | 12.438,80 | 1.034,41 | 13.007,28 | 253,60 | |
| Processos industriais | 2,44 | - | 5,83 | - | - | - | - | - | |
| Fugitivas | 10.429,96 | - | 6.962,75 | - | 7.967,16 | - | 6.544,37 | - | |
| Resíduos | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Total | 568.224,69 | 6.250.749,82 | 484.712,91 | 6.465.738,53 | 493.340,36 | 7.195.399,79 | 508.890,91 | 8.903.652,26 | |
| Florestal | Estacionária | - | - | 18,48 | - | 19,68 | - | 34,24 | - |
| Móvel | 202.391,46 | 20.666,88 | 229.282,17 | 27.413,70 | 243.863,96 | 35.554,64 | 259.285,20 | 39.237,70 | |
| Agrícolas | 3.317,80 | - | 6.810,50 | - | 6.818,45 | - | 7.189,45 | - | |
| Fugitivas | - | - | - | - | - | - | 1.644,24 | - | |
| Mudança de uso da terra | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Total | 205.709,26 | 20.666,88 | 236.111,15 | 27.413,70 | 250.702,09 | 35.554,64 | 268.153,14 | 39.237,70 | |
| Industrial + Florestal | Total | 773.933,95 | 6.271.416,70 | 720.824,03 | 6.493.152,23 | 744.042,45 | 7.230.954,43 | 777.044,04 | 8.942.889,95 |
| Meta do ano | 731.739,90 | - | 723.308,10 | - | 720.824,03 | - | 759.264,71 | - | |
A Companhia mantém como prioridade a busca contínua por soluções que contribuam para a descarbonização de suas operações. Os resultados de 2025 refletem esse compromisso, evidenciado pela redução de 10,7% nas emissões absolutas dos Escopos 1 e 2 em relação ao ano-base da meta aprovada pelo Science Based Targets initiative (SBTi).
No último exercício, não foram registradas alterações significativas no processo produtivo da Companhia. A variação observada nas emissões de Escopo 1 em relação ao ano anterior está associada, principalmente, ao processo de estabilização das operações após a conclusão do ciclo de expansão. Para fins de acompanhamento da meta de Escopo 1 em 2025, o resultado de emissões de 2024 foi utilizada como referência, em alinhamento às metas validadas pelo SBTi.
A gestão dos indicadores de emissões, bem como o monitoramento do consumo de combustíveis, é realizada de forma sistemática, com acompanhamentos mensais por meio de agendas de análises críticas envolvendo 100% das operações industriais. Esse processo tem como objetivo fortalecer a melhoria contínua e promover a redução das emissões específicas de gases de efeito estufa da Companhia (CO₂e).
A Companhia segue avaliando oportunidades que contribuam para a ampliação do uso de combustíveis provenientes de fontes renováveis em suas operações, em consonância com sua estratégia de descarbonização de longo prazo.
Percentual de emissões coberta por regulamentos
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| 82,2% | 82,2% | 82,2% | 83,7%* |
As unidades paulistas de Angatuba, Piracicaba, Jundiaí, Suzano, Paulínia e todas do estado do Paraná estão cobertas pelo sistema de regulação dos órgãos ambientais estaduais, considerando a necessidade de publicação do registro de emissões de gases de efeito estufa anual.
*A metodologia de cálculo foi alterada e, a partir de 2025, passou a considerar as emissões das unidades acima.
Emissões indiretas (Escopo 2) de GEE proveniente da aquisição de energia (ton CO2e)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |||||||||
| Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Meta do ano | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Meta do ano | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Meta do ano | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Meta do ano | |
| Compra de energia elétrica do GRID - Location based | 137.080,66 | 260.667,71 | - | 50.153,91 | 234.813,84 | - | 84.810,98 | 232.173,54 | - | 70.192,23 | 170.584,30 | - |
| Compra de energia dedicada - Market based | 5.025,43 | 260.667,71 | 19.603,6 | 4.456,97 | 234.813,84 | 13.069,1 | 4.406,97 | 232.173,54 | 6.534,55 | 3.237,98 | 170.584,30 | 4.685,4 |
A partir de 2020, a Companhia passou a adotar prioritariamente a metodologia por escolha de compra (market-based) para a mensuração das emissões indiretas de gases de efeito estufa associadas à energia elétrica adquirida (Escopo 2). Essa abordagem reflete de forma mais fiel as decisões estratégicas da Companhia relacionadas à contratação e à origem da energia consumida.
Em 2025, a Klabin comprovou a aquisição de energia elétrica proveniente de fontes renováveis por meio de certificados internacionais de energia renovável (I-RECs), assegurando que 100% da energia elétrica adquirida no período fosse de origem renovável. Como resultado, foi alcançada a redução das emissões de Escopo 2, em comparação ao fator médio de emissão do Sistema Interligado Nacional, conforme previsto na metodologia adotada.
Outras emissões indiretas (Escopo 3) de GEE (ton CO2e)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |||||
| Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | Emissões fósseis | Emissões biogênicas | |
| Bens e serviços comprados | 710.355,20 | - | 627.412,66 | 442,86 | 391.122,73 | - | 359.394,19 | - |
| Bens de capital | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Atividades relacionadas com combustível e energia não inclusas nos Escopos 1 e 2 | 88.607,43 | - | 81.821,00 | - | 237.985,48 | - | 282.574,92 | - |
| Transporte e distribuição upstream | 74.194,67 | 6.926,64 | 85.848,61 | 9.477,55 | 455.671,04 | 25.422,68 | 465.280,82 | 22.001,69 |
| Resíduos gerados na operação | 587,47 | 83,67 | 239,01 | 2,41 | 253,58 | 2,55 | 228,31 | 2,30 |
| Viagens a negócios | 1.897,06 | - | 1.897,27 | - | 1.851,06 | - | 1.197,2 | |
| Emissões casa-trabalho | 15.694,43 | - | 17.436,16 | 3.593,60 | 53.542,12 | - | 48.374,92 | |
| Bens arrendados (empresa como arrendatária) | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Transporte e distribuição downstream | 383.603,83 | 10.194,81 | 365.897,63 | 10.991,55 | 78.968,98 | 1.041,11 | 56.604,30 | 1.709,35 |
| Processamento de produtos vendidos | 2.276.239,53 | - | 1.899.436,87 | - | 1.696.951,59 | - | 1.661.751,90 | - |
| Uso de bens e serviços vendidos | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Tratamento de fim de vida dos produtos vendidos | 286.955,33 | - | 279.816,19 | - | 339.432,19 | - | 300.898,74 | - |
| Total | 3.838.134,95 | 17.205,11 | 3.359.805,4 | 24.507,97 | 3.255.778,76 | 26.466,35 | 3.176.305,30 | 23.713,35 |
| Meta do ano | - | - | 3.636.632,95 | 3.500.115,40 | 3.461.483,10 | |||
Em 2025, as emissões de Escopo 3 apresentaram uma redução de 2% em relação aos resultados realizados em 2024. Esse resultado decorreu, principalmente, da diminuição das emissões de gases de efeito estufa associadas à categoria de Bens e serviços comprados (Categoria 1), influenciada pelo avanço da produtividade florestal e pela melhoria da qualidade dos dados, promovida pelo Programa Klabin Transforma - Cadeia de Valor.
A Klabin avançou na implementação do Programa Klabin Transforma - Cadeia de Valor, iniciativa estratégica que mobiliza fornecedores e clientes relevantes na agenda climática. O Programa promove a avaliação e a classificação dos parceiros conforme seu nível de maturidade na gestão de emissões de GEE e gestão hídrica, com foco no fortalecimento das práticas de mitigação das mudanças climáticas ao longo da cadeia de valor.
No âmbito dos fornecedores, o Programa prioriza parceiros considerados relevantes com base na intensidade de suas emissões e na representatividade em cada categoria de Escopo 3. A iniciativa incentiva esses fornecedores a aprimorarem suas práticas de gestão climática, promovendo maior transparência e robustez na mensuração e no gerenciamento de suas emissões. Em 2025, o Programa priorizou 110 fornecedores das Categorias 1 (Bens e serviços comprados), 3 (Atividades relacionadas a combustíveis), 4 e 9 (Transporte e distribuição upstream e downstream).
Adicionalmente, o Programa contempla ações estruturadas de capacitação e engajamento direcionadas aos fornecedores com menor nível de maturidade, com o objetivo de apoiar sua evolução na gestão de emissões e no alinhamento às diretrizes e práticas climáticas adotadas pela Companhia. Em 2025, foram realizados 3 Workshops de capacitação de fornecedores, que tinham como tema principal a introdução de temas de mudanças climáticas, emissões de gases de efeito estufa (GEE) e metodologias de estudos de Pegada de Carbono (PCF), contando com a participação geral de 53% de nossos fornecedores.
Em relação aos clientes, são avaliados parceiros relevantes a partir da representatividade das emissões associadas aos produtos comercializados, sendo considerados 116 clientes relevantes para a Categoria 10 (Processamento de produtos vendidos). A Klabin mantém uma agenda contínua de diálogo e colaboração com esses clientes, com foco no levantamento de dados primários, na troca de informações técnicas e no desenvolvimento conjunto de projetos voltados à redução das emissões ao longo do ciclo de vida dos produtos, identificando oportunidades de colaboração e o desenvolvimento de iniciativas comerciais.
Por meio dessas iniciativas, a Klabin reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor e com a transição para uma economia de baixo carbono, contribuindo para o avanço de sua estratégia climática e para o alcance das metas de redução de emissões aprovadas pelo SBTi.
GRI-305-1 GRI-305-2 GRI-305-3 GRI-305-5 SASB-RR-PP-110a.1 SASB-RT-PP-110a.1
Metodologia utilizada para o cálculo dos indicadores
A Klabin utiliza a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol para o cálculo dos seus indicadores, incluindo fatores de emissão e potencial de aquecimento global (GWP), incluindo os seguintes GEEs: CO2, N2O, CH4 e HFCs. A abordagem de consolidação das informações é de controle operacional.
O ano-base considerado para os indicadores de emissão é 2022, o mesmo das metas aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi).
Resultado na redução de GEE
| Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Meta de redução (2030) | Meta de redução (2050) | |
| Resultado de redução de emissão absoluta (escopo 1+ escopo 2) | % | Ano base | -14,7 | -13,2 | -10,7 | -42 | -90 |
| Resultado de redução de emissão absoluta (escopo 3) | % | Ano base | -15,5 | -17,4 | -19,2 | -42 | -90 |
Comentários sobre desempenho geral
Em 2025, as emissões de Escopo 1 não apresentaram variações significativas. O período foi marcado pela estabilização das operações após o ciclo de expansão, sem a realização de investimentos estruturantes relevantes, o que resultou na manutenção do consumo energético em níveis semelhantes aos observados nos anos anteriores.
No mesmo período, foi registrada uma redução de aproximadamente 3% nas emissões de escopo 2, associadas à energia elétrica adquirida, considerando a abordagem por escolha de compra (market-based). Esse resultado reflete o compromisso contínuo da Companhia com a aquisição de 100% de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, por meio de certificados de energia renovável.
As emissões de Escopo 3 da Klabin também registraram uma redução, de em torno de 2%. Esse desempenho decorreu, principalmente, da diminuição das emissões de gases de efeito estufa associadas à categoria de Bens e Serviços Comprados (Categoria 1), relacionada ao avanço da produtividade florestal e à melhoria da qualidade dos dados obtida a partir do Programa de Engajamento da Cadeia de Valor.
Esse Programa tem como foco o engajamento e o desenvolvimento de fornecedores e clientes relevantes em emissões de GEE, contribuindo para o aprimoramento da mensuração, da gestão e da redução das emissões ao longo da cadeia de valor.
Redução de emissões de GEE como resultado direto de iniciativas (tCO2e)
Em 2025, a Klabin registrou redução das emissões associadas à energia comprada, considerando a abordagem por escolha de compra (market-based), refletindo o compromisso contínuo da Companhia com a aquisição de 100% de certificados de energia renovável.
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Total de redução de emissões (t CO2e) | -24.735,76 | -532.008,06 | -104.107,57 | -80.642,46 |
| Redução de emissões (escopo 1) | -9.857,63 | -53.110,04 | - | - |
| Redução de emissões (escopo 2) | -14.878,13 | -568,47 | -50 | -1.168,99 |
| Redução de emissões (escopo 3) | - | -478.329,55 | -104.057,57 | -79.473,47 |
No Escopo 3, a redução observada decorreu, principalmente, da diminuição das emissões de GEE da categoria de bens e serviços comprados (Categoria 1). Esse resultado está associado à expansão da produtividade florestal e ao aprimoramento da qualidade dos dados, promovido pelo Programa de Engajamento da Cadeia de Valor, iniciativa voltada ao engajamento e desenvolvimento de fornecedores e clientes com maior relevância em emissões de GEE.
GRI-305-5 SASB-RR-PP-110a.1 SASB-RT-PP-110a.1
Reduções das atividades combinadas
| Título | Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025* |
| Saving estimado no ano | t CO2e | 50.590,50 | 16.863,50 | 8.094,23 | 15.175,74 |
| Investimento anual necessário | R$ | 141.486.000,00 | - | - | - |
| Economia total de custo anual prevista | R$ | 2.2023.620,00 | 674.540,00 | 323.769,10 | 1.236.064,21 |
| Período de payback | N° anos | 6,3 | - | - | - |
*O racional está atrelado aos savings com a otimização estratégica das operações de reciclados. As reduções reportadas estão relacionadas ao escopo 1.
GRI-305-5 SASB-RR-PP-110a.1 SASB-RT-PP-110a.1
Emissões de produtos classificados como baixo carbono (low carbon) ou que permitam que terceiros evitem emissões de GEE
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |||||||||
| Tipo | Nível de agregação | % da receita total do produto | Emissão evitada total (ton CO2e) | Nível de agregação | % da receita total do produto | Emissão evitada total (ton CO2e) | Nível de agregação | % da receita total do produto | Emissão evitada total (ton CO2e) | Nível de agregação | % da receita total do produto | Emissão evitada total (ton CO2e) |
| Produtos baixo carbono | Em toda a empresa | 100% | 9.798.708,00 | Em toda a empresa | 100% | 12.464.460,00 | Em toda a empresa | 100% | 14.099.670,00 | Em toda a empresa | 100% | 15.945.910,02 |
| Emissões evitadas para terceiros | Produto | 1% | 203.651,31 | Produto | 1% | 137.225,66 | Produto | 1% | 108.088,87 | Produto | 1% | 107.990,62 |
Preço interno de carbono da organização
| 2023 | 2024 | 2025 | |
| Escopo das emissões | Escopo 1, Escopo 2 e Escopo3 | Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3 (categoria 4 e 9) | Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3 (categoria 4 e 9) |
| Tipo de preço interno de carbono | - Preço sombra; - Preço implícito |
- Preço sombra | -Preço sombra |
| Aplicação | Todos os projetos com potencial de redução de GEE são considerados. | Todos os projetos com potencial de redução de GEE são considerados. | Todos os projetos com potencial de redução de GEE são considerados. |
| Preço (por tCO2e) | R$40,0 | R$80,00 | R$83,85 |
| Preço USD (por t CO2e) | US$8.00 | US$15.00 | US$15.00 |
| Abordagem de fixação de preços | Recursos externos | Recursos externos, diretrizes científicas, benchmark setorial e avaliações de cenários regulatórios | Recursos externos e benchmark diretrizes científicas, benchmark setorial e avaliações de cenários regulatórios |
Evolução do desempenho
| Substância | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| NOx | -69% | -68% | -69% | -65% |
| SOx | -79% | -89% | -88% | -87% |
| Material Particulado (MP) | -59% | -71% | -63% | -59% |
Os resultados de desempenho da Companhia em qualidade do ar, percentualmente, são avaliados considerando as cargas de emissões atmosféricas totais (em toneladas por hora de operação) em relação aos resultados de referência, que consideram os limites estabelecidos por legislações ambientais para cada fonte de emissão.
Obs.: As cargas de referência de emissões dos parâmetros avaliados consideram a vazão de operação dos equipamentos da Companhia (considerando os três últimos anos) e os limites legais estabelecidos para cada parâmetro das fontes de emissão atmosférica.
*A referência de desempenho apresentada resulta do somatório das cargas de todos os equipamentos em operação considerados relevantes em emissões (papel e celulose).
GRI-305-7 SASB-RR-PP-120a.1 SASB-RT-CP-120a.1
Emissões atmosféricas de NOx, SOx e outras emissões significativas (t/h)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| NOx | 0,786 | 0,825 | 0,791 | 0,888 |
| SOx | 0,098 | 0,051 | 0,056 | 0,061 |
| Compostos Orgânicos Voláteis (COV) | 0,004 | 0 | 4 × 10−4 | 3,5 × 10−3 |
| Material particulado (MP) | 0,291 | 0,200 | 0,206 | 0,247 |
GRI-305-7 SASB-RR-PP-120a.1 SASB-RT-CP-120a.1
Fatores de emissão, normas, metodologias e premissas
Em 2025, a Klabin seguiu seu padrão de atendimento a 100% dos limites legais de emissões atmosféricas legislados e obteve desempenho geral abaixo das referências normativas aplicáveis às suas operações. Os resultados de cargas de emissões atmosféricas apresentaram, em sua maioria, pequenas variações em relação aos anos anteriores. Essas oscilações estão ligadas aos processos de comissionamento e startup dos projetos de expansão, como a conclusão do Projeto Puma II, na Unidade Ortigueira (PR).
A Klabin aplica os requisitos legais federais a todas as suas fontes de emissões, exceto nas unidades em que há legislação estadual específica e/ou limites de emissões condicionados nas licenças ambientais, que são mais rigorosos. A referência dos limites de emissões obedece à legislação do estado em que a unidade está localizada.
Como parte de seu planejamento estratégico, a Companhia realiza ações que contribuem para a redução das suas emissões atmosféricas. Exemplo disso são as atualizações tecnológicas de equipamentos de controle de emissões atmosféricas em andamento: o projeto de modernização da caldeira de recuperação da Unidade Monte Alegre (PR) e a atualização do sistema de controle de emissões atmosféricas para o forno de cal da Unidade Otacílio Costa (SC).
SASB-RR-PP-130a.1 SASB-RT-CP-130a.1
Quadro resumo (energia (MWh)
Em 2025, a matriz energética da Klabin manteve-se em patamar elevado de fontes renováveis, atingindo aproximadamente 93%, resultado semelhante ao observado em 2024.
| Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Consumo total de energia pela organização | MWh | 21.285.034,49 | 21.450.860,79 | 23.743.806,74 | 24.842.823,72 |
| Consumo de energia renovável em relação ao total | % | 88 | 90 | 95 | 95 |
| Produção total de energia pela organização | MWh | 20.651.309,52 | 20.763.941,38 | 22.688.174,60 | 23.777.299,83 |
| Produção de energia em relação ao total consumido | % | 97 | 97 | 96 | 96 |
| Produção de energia renovável em relação ao total | % | 91 | 92,6 | 93 | 93,4 |
| Venda total de energia | MWh | 729.783,64 | 491.747,60 | 388.100,46 | 386.505,00 |
| Venda total de energia em relação ao total produzido | % | 4 | 2 | 2 | 2 |
| Consumo de energia elétrica da rede | MWh | 1.363.508,61 | 1.178.667,00 | 1.443.732,60 | 1.452.028,79 |
| Consumo de energia elétrica da rede em relação ao total consumido | % | 6 | 5 | 6 | 6 |
Nota: O indicador abrange o consumo de combustíveis renováveis, não renováveis e compra de energia, excluindo-se o valor de venda de energia.
GRI-302-1 SASB-RR-PP-130a.1 SASB-RT-PP-130a.1
Consumo de energia dos combustíveis não-renováveis dentro da organização (GJ)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Gás natural (GJ) | 1.982.129,85 | 1.486.895,29 | 1.504.571,15 | 1.531.643,79 |
| Óleo combustível (GJ) | 4.145.842,05 | 3.502.659,17 | 3.637.815,26 | 3.610.629,25 |
| GLP (GJ) | 649.453,92 | 516.784,64 | 488.413,12 | 471.136,25 |
| Óleo diesel estacionário (GJ) | 8.159,94 | 25.393,62 | 22.012,06 | 15.159,29 |
| Total de combustível não renovável (GJ) | 6.785.585,76 | 5.531.732,72 | 5.652.811,59 | 5.628.568,58 |
| EE não renovável comprada (GJ) | - | - | - | - |
| Meta – consumo de total de energia não renovável (GJ) | 6.792.656,03 | 6.383.585,75 | 6.229.242,85 | 6.387.790,65 |
Consumo de energia não-renovável e renovável dentro da organização
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Consumo total de energia não renovável (MWh) | 1.884.884,93 | 1.536.592,42 | 1.570.225,44 | 1.563.491,27 |
| Consumo total de energia renovável (MWh) | 18.766.424,59 | 19.227.348,96 | 21.117.949,16 | 22.213.808,56 |
| Custo total com consumo de energia (R$) | 458.380.671,62 | 359.188.033,03 | 469.559.938,00 | 551.230.053,00 |
| Meta - consumo total de energia não renovável (MWh) | 1.886.848,90 | 1.773.218,26 | 1.730.345,24 | 1.774.386,29 |
| Meta - consumo total de energia renovável (MWh) | 18.907.283,29 | 18.926.254,70 | 21.651.773,89 | 23.863.706,79 |
SASB-RR-PP-130a.1 SASB-RT-PP-130a.1
Consumo de energia por tipo (MWh)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Total de energia consumida (MWh) | 21.285.034,49 | 21.450.860,79 | 23.743.806,74 | 24.842.823,72 |
| Consumo de energia elétrica da rede (MWh) | 1.363.508,61 | 1.178.667,00 | 1.443.732,60 | 1.452.028,79 |
| Percentual de energia elétrica da rede (%) | 6,41 | 5,49 | 6,08 | 5,84 |
| Consumo de energia de biomassa (MWh) | 17.933.408,60 | 18.620.403,80 | 20.642.038,46 | 21.716.965,51 |
| Percentual de energia de biomassa (%) | 84 | 87 | 87 | 87 |
| Consumo de outras renováveis (excluindo biomassa) (MWh) | 58.424,68 | 70.511,23 | 46.390,66 | 60.153,53 |
| Percentual de outras renováveis (excluindo biomassa) (%) | 0,27 | 0,33 | 0,20 | 0,24 |
Intensidade energética (GJ)
| Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Quantidade produzida | t | 5.265.456,42 | 5.119.896,36 | 5.441.767,76 | 5.640.871,51 |
| Consumo de energia dentro da organização | GJ | 76.626.124,16 | 77.223.098,84 | 85.477.704,26 | 89.434.165,32 |
| Intensidade energética dentro da organização | GJ/t | 14,54 | 15,08 | 15,71 | 15,84 |
| Consumo de energia fora da organização | GJ | 2.144.833,42 | 2.325.572,64 | 1.811.220,84 | 1.746.923,00 |
| Intensidade energética fora da organização | GJ/t | 0,40 | 0,47 | 0,33 | 0,32 |
| Consumo de energia total | GJ | 78.770.957,58 | 79.548.671,48 | 87.288.925,10 | 91.181.088,32 |
| Intensidade energética total | GJ/t | 14,98 | 15,55 | 16,06 | 16,16 |
Nota: A memória de cálculo para esse indicador é a soma de combustíveis não renováveis, combustíveis renováveis, energia comprada menos a energia vendida.
Intensidade energética (MWh)
| Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Quantidade produzida | t | 5.265.456,42 | 5.119.896,36 | 5.441.767,76 | 5.640.871,51 |
| Consumo de energia dentro da organização | MWh | 21.285.034,49 | 21.450.860,79 | 23.743.806,74 | 24.842.823,7 |
| Intensidade energética dentro da organização | MWh/t | 4,04 | 4,19 | 4,36 | 4,40 |
| Consumo de energia fora da organização | MWh | 595.787,06 | 645.992,40 | 503.116,90 | 485.256,39 |
| Intensidade energética fora da organização | MWh/t | 0,11 | 0,13 | 0,092 | 0,09 |
| Consumo de energia total | MWh | 21.880.821,55 | 22.096.853,19 | 24.246.923,64 | 25.328.080,09 |
| Intensidade energética total | MWh/t | 4,16 | 4,32 | 4,46 | 4,49 |
Nota: A memória de cálculo para esse indicador é a soma de combustíveis não renováveis, combustíveis renováveis, energia comprada menos a energia vendida.
Intensidade energética por unidade de negócio (MWh/t)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Unidade de negócio Papel | 5,40 | 4,61 | 6,00 | 6,10 |
| Unidade de negócio Celulose | 5,61 | 8,64 | 5,60 | 5,70 |
| Unidade de negócio embalagens | 0,44 | 0,44 | 0,50 | 0,48 |
| Unidade de negócio Reciclados | 2,00 | 2,13 | 1,90 | 1,75 |
| Unidade de negócio Sacos | 0,22 | 0,12 | 0,13 | 0,135 |
Nota: As taxas de intensidade energética definem o consumo de energia em relação a tonelada produzida e são impactadas diretamente por eventos operacionais nas unidades.
Intensidade energética por unidade de negócio (GJ/t)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Unidade de negócio Papel | 19,44 | 16,59 | 21,6 | 21,96 |
| Unidade de negócio Celulose | 20,20 | 31,10 | 20,16 | 20,52 |
| Unidade de negócio embalagens | 1,58 | 1,58 | 1,8 | 1,73 |
| Unidade de negócio Reciclados | 7,20 | 7,67 | 6,84 | 6,30 |
| Unidade de negócio Sacos | 0,79 | 0,43 | 0,468 | 0,49 |
As taxas de intensidade energética definem o consumo de energia em relação a tonelada produzida e são impactadas diretamente por eventos operacionais nas unidades.
Proporção da intensidade energética dentro e fora da organização
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| 35,73 | 33,21 | 47,19 | 51,2 |
Redução no consumo de energia (MWh/t)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Unidade de negócio Papel | 1.427.540,63 | 509.842,17 | - | - |
| Unidade de negócio Celulose | - | 35.360,05 | - | - |
| Unidade de negócio embalagens | 108.910,21 | - | - | 30.304,66 |
| Unidade de negócio Reciclados | - | 536.949,49 | 43.392,54 | 19.686,57 |
| Unidade de negócio Sacos | 4.745,42 | - | - | - |
Em 2025, a redução do consumo de energia nas operações da Klabin foi resultado de uma combinação de decisões estratégicas de negócio, ganhos de eficiência operacional e aprimoramentos na gestão energética, considerando as particularidades de cada segmento de atuação da Companhia.
Nas operações de reciclados, a redução do consumo esteve diretamente relacionada à diminuição do uso de Gás Natural, decorrente de uma alteração no planejamento estratégico do negócio de Reciclados. Esse ajuste contribuiu para uma operação mais eficiente do ponto de vista energético, alinhada às diretrizes corporativas de otimização de recursos e competitividade.
No segmento de embalagens, a redução do consumo de energia foi impulsionada por ganhos de eficiência operacional, obtidos a partir da otimização de processos produtivos, maior estabilidade das operações e da melhoria contínua na gestão do uso de energia nas unidades industriais.
Redução no consumo de energia (GJ/t)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Unidade de negócio Papel | 5.139.146,27 | 1.835.431,81 | - | - |
| Unidade de negócio Celulose | - | 127.296,18 | - | - |
| Unidade de negócio embalagens | 392.076,76 | - | - | 109.096,78 |
| Unidade de negócio Reciclados | - | 1.933.018,16 | 156.213,144 | 70.871,65 |
| Unidade de negócio Sacos | 17.083,51 | - | - | - |
Riscos e oportunidades associados ao uso de biomassa como fonte de energia
A maior parte da biomassa florestal utilizada pela Companhia tem origem na própria operação florestal, cascas e biomassa residual do processo, o que reduz os riscos de falta do insumo. Além disso, a companhia realiza seu planejamento considerando (i) demanda e oferta do insumo e (ii) volatilidade do preço, de forma a controlar e mitigar possíveis riscos de falta do insumo.
Outro ponto importante a ser considerado é que a Companhia vem investindo em tecnologia, como o processo de gaseificação de biomassa, que entrou em operação em 2022, para otimização e melhor aproveitamento desse insumo
Ver Plano de Transição Climática, em Estratégias de mitigação, resiliência e adaptação do clima.
Para acesso à versão do Plano de Transição Climática em espanhol, clique aqui.
A gestão das mudanças climáticas está integrada à estratégia corporativa da Klabin, fazendo parte da agenda de riscos e oportunidades para o negócio, com impactos considerados para a Companhia e seus stakeholders. Esse direcionamento é orientado pelas Diretrizes para Gestão de Mudanças Climáticas – Mitigação e Adaptação, que estão alinhadas a iniciativas globais reconhecidas, como o Business Ambition for 1,5°C, campanha liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), e ao compromisso de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) com base científica e neutralização até 2050. A promoção e o incentivo à eficiência energética também são parte essencial dessa agenda, sendo orientados por essas mesmas diretrizes.
A Klabin se empenha na produção de energia e no aumento progressivo da matriz energética renovável, produzida principalmente a partir de biomassa e licor negro. 68% do total da energia elétrica consumida é oriunda de energia eólica (no modelo de autoprodução), térmica e hidráulica autogeradas pela própria Companhia, e o restante é comprado do sistema, sendo 100% oriundo de fontes renováveis. A energia gerada pela Klabin possui uma matriz energética predominantemente renovável, correspondendo a 93,4% do total gerado, estando alinhada à sua Política de Sustentabilidade, na qual a companhia reforça seu compromisso com a transição para uma economia de baixo carbono (item 7.1) e a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE (7.13). Em 2025, a Unidade Puma vendeu 386.504,90 MWh para o Sistema Elétrico Nacional, representando 11% do total de energia elétrica produzido pela Klabin.
A eficiência energética é uma constante buscada na gestão ambiental da Klabin, que se preocupa continuamente com a otimização do consumo de energia nas plantas industriais. A Companhia possui metas internas de redução do consumo de energia elétrica em suas operações, visando a melhoria da eficiência energética em seus processos produtivos, com uma meta de redução de, pelo menos, 1% ao ano para os resultados corporativos. Em 2025, a Companhia atingiu o resultado de 0,26 MWh/t. Na Unidade de Ortigueira, o engajamento dos colaboradores ocorre por meio do Comitê Interno de Conservação de Energia (CICE), por meio do qual os profissionais buscam oportunidades de redução de consumo de energia, vapor e ar comprimido, além da eliminação de desperdícios.
A Klabin possui um histórico consistente de investimentos e adoção de tecnologias de baixo carbono, que resultou, entre 2003 e 2025, em uma redução superior a 70% na intensidade de emissões de GEE dos Escopos 1 e 2 (kgCO2e por tonelada de produto produzido). Esse desempenho reflete a evolução contínua de seus processos produtivos, a ampliação do uso de fontes renováveis e o fortalecimento de sua gestão climática ao longo dos anos. Em 2024, a Companhia atualizou suas metas de redução de emissões junto ao Science Based Targets initiative (SBTi), alinhadas ao cenário de limitação do aquecimento global a 1,5°C, e aprovou sua meta corporativa de Net Zero até 2050. As metas consideram reduções absolutas de emissões e incluem o Escopo 3, reforçando o compromisso da Klabin com a transição para uma economia de baixo carbono e com as melhores práticas e diretrizes científicas internacionais de combate às mudanças climáticas.
No processo de atualização das metas científicas, as emissões foram segmentadas conforme a abordagem da SBTi nas categorias de Energia e Indústria (Energy & Industry – E&I) e Florestas, Uso da Terra e Agricultura (Forest, Land and Agriculture – FLAG). As emissões E&I abrangem as operações industriais nas unidades de produção de papéis, celulose e embalagens, enquanto as emissões FLAG estão associadas às atividades florestais, como cultivo e colheita. As metas alinhadas ao cenário de 1,5°C foram aprovadas, até o momento, exclusivamente para as emissões industriais, uma vez que a metodologia da SBTi para definição de metas FLAG encontra-se em processo de revisão. A Companhia segue trabalhando na definição de suas metas FLAG e realizará a submissão oficial assim que a metodologia atualizada for publicada e considerada adequada.
No contexto de adaptação climática e gestão de riscos e oportunidades, a Companhia segue as recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD). Em 2020, a Klabin tornou-se TCFD Supporter e, desde então, vem implementando e aprimorando práticas alinhadas aos quatro pilares da iniciativa: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas e metas.
A Política de Sustentabilidade integra esses princípios ambientais em suas operações e estratégias, contribuindo para a agenda climática global. A política reforça o compromisso de manter uma matriz energética majoritariamente renovável, reduzindo progressivamente a dependência de combustíveis fósseis e visando a não utilização de combustíveis fósseis nas operações (item 7.1), bem como a não participação em financiamentos ou atividades que contrariem a ciência climática ou se oponham a regulações ambientais (item 7.5). Os itens 7.13 e 7.16 associam o compromisso com a queima zero e a redução contínua das emissões e otimização dos processos produtivos. Adicionalmente, a Companhia promove o engajamento das partes interessadas e a capacitação em temas ambientais, fortalecendo a transparência, a governança sustentável e a melhoria contínua de seus processos produtivos.
*Desde 2019, a Klabin passou a reportar as emissões de Escopo 2 com base na metodologia market-based, considerando a escolha de compra de energia.
Investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento
A área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Klabin é um dos pilares da estratégia de crescimento sustentável da companhia, com foco em projetos de curto e médio prazos que promovem a eficiência no uso de recursos naturais e o fortalecimento de soluções sustentáveis. Como parte desse compromisso, a companhia destina anualmente recursos específicos para pesquisa e desenvolvimento e conta com um Grupo de Trabalho (GT) de energia formado por profissionais das áreas de P&D, inovação, sustentabilidade e engenharia de processos que atua na busca por soluções voltadas à redução do consumo energético e à descarbonização das operações. Exemplos desses investimentos estão disponíveis no relatório de Green Bonds, publicado na página de GRI da Klabin.
Medidas de sensibilização dos colaboradores
As unidades da Klabin participam continuamente do Programa Superar que adota uma metodologia de gestão baseada no modelo TPM (Total Productive Management). Entre os aspectos tratados no programa, estão o consumo de energia, água e geração e disposição de resíduos. De acordo com o perfil de cada unidade, são realizadas ações de sensibilização/treinamento para avançar nas oportunidades de melhoria identificadas (foco em eficiência operacional)"
SASB-RR-PP-110a.2 SASB-RT-CP-110a.2
Mecanismos e ações adotados
A Curva de Custo Marginal de Abatimento (MACC) da Klabin permite a avaliação, no médio e longo prazo, de tecnologias e iniciativas para redução das emissões de carbono, apoiando a priorização de medidas de mitigação e de resiliência climática. A partir de uma métrica única e comparável – o custo econômico da redução de emissões, a MACC possibilita a análise entre:
o custo potencial de mecanismos regulatórios de carbono e
o custo de investimentos em tecnologias de baixo carbono.
Em 2019, como parte dessa estratégia, a Companhia adotou a precificação interna de carbono, por meio do estabelecimento de um preço sombra, com o objetivo de se preparar para potenciais impactos de uma futura regulação do carbono no Brasil. Além de avaliar os efeitos financeiros de cenários como sistemas de cap-and-trade ou taxação de carbono, a Klabin utiliza essa ferramenta para embasar decisões de investimento e avaliar, de forma estruturada, alternativas de tecnologias de baixo carbono no médio e longo prazo.
No campo da governança climática, em 2020 a Klabin tornou-se TCFD Supporter, reafirmando seu compromisso com a transparência, a responsabilidade socioambiental e a integração dos riscos e oportunidades climáticos à estratégia de negócios. As recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), desenvolvidas pelo Financial Stability Board (FSB), orientam a incorporação dos temas climáticos nos pilares de governança, estratégia, gestão de riscos e métricas e metas. Para a Companhia, o alinhamento à TCFD fortalece a qualidade das informações divulgadas e a comunicação com seus públicos estratégicos, especialmente investidores.
A Klabin adota medidas para identificar, mitigar e monitorar riscos climáticos, além de capturar oportunidades associadas à transição para uma economia de baixo carbono. No campo da adaptação, a área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Florestal investe em biotecnologia para o desenvolvimento e teste de clones de pinus e eucalipto mais resistentes às mudanças climáticas. Sob a ótica das oportunidades, a valorização da energia renovável reconhece os investimentos históricos da Companhia: a Unidade Puma contribui com um relevante superávit de energia renovável ao sistema elétrico brasileiro.
Em relação às metas climáticas, em 2021 a Klabin teve suas metas de redução de emissões de GEE aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). Posteriormente, em dezembro de 2024, a Companhia teve novas metas aprovadas, alinhadas ao cenário mais ambicioso de 1,5°C, incorporando as emissões do Escopo 3 e estabelecendo uma meta de longo prazo de Net Zero até 2050, abrangendo os Escopos 1, 2 e 3. As metas aprovadas são:
Reduzir 42% das emissões absolutas dos Escopos 1 e 2 até 2030;
Reduzir 42% das emissões absolutas do Escopo 3 até 2030;
Reduzir 90% das emissões absolutas dos Escopos 1 e 2 até 2050;
Reduzir 90% das emissões absolutas do Escopo 3 até 2050.
Esses compromissos reforçam a integração da agenda climática à estratégia de longo prazo da Klabin e o alinhamento da Companhia às melhores práticas e diretrizes científicas internacionais para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Riscos relacionados às metas
O risco de resultados inconsistentes na agenda climática pode impactar a imagem e os negócios da empresa, tais como a perda de investimentos. Este é um dos tipos de riscos que está integrado na avaliação do gerenciamento de risco e é constantemente atualizado através de reuniões com membros do Comitê de Sustentabilidade, do Comitê de Riscos e Controles Internos e do Conselho de Administração, que discutem mudanças e contribuem sobre este assunto.
Além disso, a reputação é um dos elementos da avaliação do gerenciamento de risco da empresa. A Klabin monitora constantemente sua imagem nos diversos meios de comunicação. Assim, a empresa tem uma excelente percepção de imagem socioambiental e climática no mercado e isto está diretamente associado à manutenção de suas certificações como FSC e ISO 14.001.
A companhia ainda tem compromissos públicos relevantes relacionados ao clima, como o atendimento às diretrizes da TCFD, o compromisso com a Campanha global Business Ambition for 1.5°C e o compromisso com o Pacto Global; além das metas climáticas aprovadas: (i) atingir as metas acordadas com a Science-Based Targets Initiative; (ii) 100% de compra de energia certificada de uma fonte renovável; (iii) reduzir o uso de combustíveis fósseis para ter uma matriz energética que seja 92% renovável.
Riscos e oportunidades para o manejo florestal e produção de madeira relacionados ao clima
Os riscos e oportunidades associados às mudanças climáticas estão integrados aos processos de gestão e tomada de decisão da Klabin, com especial atenção às atividades de manejo florestal, dada sua relevância estratégica para o negócio.
Nesse contexto, a área de Pesquisa Florestal da Klabin, realiza o monitoramento de cenários climáticos futuros, desenvolvendo modelagens baseadas em parâmetros climáticos e avaliando seus potenciais impactos sobre as florestas plantadas. A partir dessas análises, são recomendadas e implementadas medidas preventivas e adaptativas para mitigar eventuais efeitos adversos.
A Klabin investe continuamente em ações de mitigação e adaptação, com o objetivo de reduzir tanto a probabilidade de ocorrência quanto a severidade dos seus riscos mapeados.
Mais informações sobre os riscos e oportunidades climáticos identificados, bem como as estratégias adotadas pela Companhia, estão disponíveis no Plano de Transição Climática.
Atualizado e verificado em: 17/08/2026