Uso de Recursos e Circularidade
Uso de Recursos e Circularidade
KODS 2030: Zerar destinação de resíduos industriais para aterros
Percentual de reaproveitamento de resíduos industriais
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Meta 2030 |
| 98,50% | 99,30% | 99,35% | 99,49% | 100,00% |
A Klabin segue avançando, ano a ano, de forma consistente e estruturada, na ampliação de sua taxa de reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos. Em 2025, a Companhia alcançou o expressivo índice de 99,49% de reaproveitamento, resultado que reflete um conjunto de ações estratégicas, integradas e de alcance corporativo, voltadas ao fortalecimento da gestão de resíduos em todas as suas operações industriais.
Esse desempenho foi fortemente impulsionado pela reestruturação da gestão do tema em nível corporativo, com a criação e implementação do Plano Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos, que passou a abranger 100% das operações da Companhia. A partir deste plano, os times operacionais, em conjunto com as áreas corporativas de Sustentabilidade, Responsabilidade Ambiental e Pesquisa e Desenvolvimento, estruturaram um modelo integrado de gestão, com acompanhamento periódico de cada unidade industrial. Este processo permitiu aprofundar a análise dos fluxos de resíduos, identificar rotas alternativas de destinação, aprimorar a segregação na origem, fortalecer a conscientização das equipes operacionais e desenvolver planos de ação específicos, alinhados às características de cada operação.
Como resultado dessa abordagem estruturada e colaborativa, a Companhia avançou significativamente na realização de estudos de viabilidade técnica e ambiental, viabilizando a expansão das modalidades de coprocessamento, compostagem e outras formas de recuperação de resíduos.
No ano de 2025, destacam-se os resultados alcançados por unidades que atingiram 100% de desvio de resíduos industriais de aterros, reforçando o avanço da Companhia rumo ao conceito de Aterro Zero.
Unidade de Rio Verde (GO): mantém, desde fevereiro de 2023, o reaproveitamento e/ou coprocessamento de 100% dos resíduos industriais gerados, sem envio para aterros.
Unidade de Itajaí (SC): alcançou o coprocessamento de 100% dos seus resíduos industriais em setembro de 2025, com a viabilização do coprocessamento de resíduos não recicláveis, consolidando-se como mais uma operação com desvio total de resíduos de aterros.
Além disto, diversas outras unidades apresentaram índices superiores a 99% de reaproveitamento e reciclagem, evidenciando a consolidação do Plano Integrado de Gestão de Resíduos e a disseminação das boas práticas em diferentes realidades operacionais da Companhia.
O indicador de reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos, assim como os demais indicadores relacionados à geração, destinação e recuperação de resíduos, é acompanhado periodicamente junto a 100% das operações da Companhia, por meio de agendas estruturadas de análise crítica e avaliação de desempenho dos indicadores ambientais. Esse acompanhamento permite a identificação de tendências, oportunidades de melhoria, análise de estudos em andamento e novas soluções a serem incorporadas, além da definição de ações corretivas e preventivas.
A meta corporativa estabelecida para resíduos sólidos é desdobrada para cada uma das operações da Klabin, considerando as especificidades de cada unidade e aplicando um desafio anual de esforço progressivo, com foco na melhoria contínua dos resultados. Essa abordagem fortalece o engajamento das equipes operacionais e corporativas e sustenta a trajetória da Companhia rumo ao atingimento da meta de eliminação do envio de resíduos para aterros até 2030.
A Klabin segue ampliando sua atuação onde ainda existem oportunidades, com o objetivo de eliminar progressivamente o envio de resíduos para aterros e avançar de forma consistente rumo à meta de Aterro Zero até 2030, consolidando-se como referência na gestão sustentável de resíduos sólidos no setor industrial.
Adicionalmente, o desempenho apresentado também reflete o cumprimento da meta-gatilho de resíduos do Sustainability Linked Bond (SLB) contratada para 2025. A Klabin atingiu 99,35% de reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos, superando o indicador mínimo estabelecido de 97,5% e, portanto, não representando qualquer penalidade financeira sobre a dívida associado ao SLB. Ainda assim, a Companhia mantém esforços para atingir 100% de reaproveitamento de resíduos industriais, sua meta própria.
KODS 2030: 10 cases de benchmarking de economia circular em parceria com partes interessadas
Número cumulativo de cases de economia circular em parceria com partes interessadas
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Meta 2030 |
| 2 | 3 | 4 | 10 | 10 |
Ao longo de 2024 e 2025, a Klabin aprofundou de forma significativa sua atuação no tema de economia circular, consolidando uma abordagem mais estruturada, sistêmica e orientada à geração de valor ao longo de toda a cadeia de valor. Nesse período, a Companhia avançou tanto na visão operacional quanto na visão estratégica da circularidade, criando as bases necessárias para ampliar o impacto, a mensuração de benefícios e a maturidade de seus projetos.
Como parte desse movimento, foi desenvolvido o Procedimento Corporativo de Economia Circular, que estabelece critérios técnicos e estratégicos para a avaliação, priorização e classificação dos projetos de circularidade, orientando a submissão, o desenvolvimento e a tomada de decisão sobre as iniciativas. Esse procedimento garante maior consistência, rastreabilidade e comparabilidade entre os projetos, permitindo mensurar o valor circular, o impacto socioambiental e a aderência às metas corporativas.
De forma complementar, a Companhia estruturou uma visão estratégica integrada por meio do Plano de Uso de Recursos e Circularidade, que amplia o olhar para além dos projetos individuais e promove uma abordagem mais sistêmica sobre o uso de materiais, energia e recursos ao longo do ciclo de vida dos produtos. A combinação entre o procedimento corporativo, o plano estratégico e a atuação do Grupo de Trabalho (GT) de Economia Circular tem sido fundamental para avançar no detalhamento técnico, na mensuração de benefícios e na consolidação de uma visão mais integrada da circularidade dentro da Klabin.
O GT de Economia Circular é um fórum multidisciplinar que reúne áreas de negócios, operações, inovação, sustentabilidade, suprimentos, gestão de riscos, comercial e desenvolvimento de produtos, tendo um papel central nesse avanço. O grupo atua no acompanhamento de indicadores, no mapeamento e na classificação dos cases, na avaliação da maturidade dos projetos e na orientação das frentes prioritárias. A evolução dos indicadores observada entre 2024 e 2025 está diretamente relacionada a esse trabalho estruturado de mensuração de impactos, identificação de oportunidades, consolidação de cases existentes e execução de novas iniciativas, fortalecendo a agenda de economia circular da Companhia.
O principal desafio da Klabin é continuar ampliando a geração de valor agregado por meio da economia circular, aprofundando a mensuração de benefícios ambientais, sociais e econômicos dos cases existentes e mapeando continuamente novas oportunidades ao longo da cadeia de valor. Esse movimento é fundamental para fortalecer a competitividade dos negócios e avançar de forma consistente na consolidação da circularidade como um pilar estratégico da Companhia.
Em 2025, a área de Pesquisa & Desenvolvimento Industrial da Klabin reforçou seu papel estratégico na competitividade de negócios e na diversificação em novos materiais de base florestal, gerando avanços em iniciativas das áreas Florestal, Celulose, Papéis e Embalagens, Biomateriais, Sustentabilidade e Circularidade e Energia Renovável, além de parcerias estratégicas em consórcios e programas globais de P&D. O conjunto dessas iniciativas somado a elevada maturidade tecnológica da Companhia gerou um portfólio com ganhos financeiros diretos, redução de custos industriais e ampliação na oferta de produtos sustentáveis de alto valor agregado, ampliando a geração de valor da Klabin.
Quantidade de florestas plantadas (em mil hectares)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| 310 | 332 | 416 | 462 |
Total de madeira em pé comprada
| Unidade de medida | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Toneladas | 3.138.969,00 | 4.180.813,00 | 4.417.825,74 | 5.243.634,53 |
| m³ | 4.484.242,00 | 5.574.417,00 | 5.522.282,18 | 6.554.543,16 |
Total de madeira colhida
| Unidade* | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Tonelada | 11.398.141 | 11.752.353 | 13.948.511 | 16.169.910 |
| m³ | 16.283.059 | 15.669.804 | 17.435.639 | 20.212.387,5 |
Notas:
Foram utilizados os seguintes fatores de conversão (ton para m³) para cada ano:
2023: 0,75
2024: 0,80
2025: 0,80
Total de madeira transferida (ton)
| Unidade* | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Tonelada | 14.137.750 | 13.857.771 | 14.314.817 | 16.895.000 |
| m³ | 20.196.786 | 18.477.028 | 17.893.521,25 | 21.118.750 |
Notas:
Foram utilizados os seguintes fatores de conversão (ton para m³) para cada ano:
2023: 0,75
2024: 0,80
2025: 0,80
Percentual de matérias-primas consumidas de origem renovável
| Ano | Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Peso de matérias-primas totais | mil ton | 12.915,12 | 15.403,99 | 14.824,37 | 16.072,34 |
| Peso de fibra de madeira reciclada | mil ton | 12.637,93 | 15.150,60 | 14.591,28 | 15.814,19 |
| % de matéria-prima reciclada utilizada | % | 98 | 98 | 98 | 98 |
Materiais utilizados, discriminados por peso e volume (mil toneladas)
| Materiais | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Materiais renováveis | ||||
| Madeira para processo | 12.321,28 | 14.996,45 | 14.462,95 | 15.665,01 |
| Aparas compradas de mercado (reciclado) | 277,75 | 129,64 | 110,74 | 131,38 |
| Polpa comparada (celulose e CTMP) | 38,90 | 24,5 | 17,59 | 17,79 |
| Total | 12.637,93 | 13.788,71 | 14.591,28 | 15.814,18 |
| Materiais não renováveis | ||||
| Ácido sulfúrico | 38,46 | 39,98 | 38,70 | 45,07 |
| Soda cáustica | 63,44 | 56,96 | 56,94 | 61,37 |
| Sulfato de sódio | 25,89 | 23,43 | 25,26 | 25,94 |
| Sulfato de alumínio | 66,74 | 54,81 | 36,73 | 31,00 |
| Cal virgem | 60,81 | 55,67 | 50,10 | 73,79 |
| Caulim | 21,86 | 22,53 | 25,41 | 20,97 |
| Total | 277,20 | 253,38 | 233,14 | 258,14 |
Evolução dos resultados de uso de materiais reciclados e produtos recuperados
| Materiais | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Materiais de fonte não renovável (%) | Aumento de 7% | Redução de 14% | Redução de 3% | Aumento de 11% |
| Cal virgem | Aumento de 29% | Redução de 8% | Redução de 10% | Aumento de 47% |
| Sulfato de sódio | Redução de 1% | Redução de 9% | Aumento de 8% | Aumento de 3% |
| Soda cáustica | Redução de 3% | Redução de 10% | 0 | Aumento de 8% |
| Polpa de celulose | Redução de 11% | Redução de 41% | Redução de 24% | Aumento de 1% |
Em 2025, observou-se um aumento de 8% na utilização de materiais renováveis, considerando os volumes totais consumidos pela Companhia. Entre esses materiais, a madeira apresentou papel central nesse crescimento, refletindo principalmente a maior produção da Unidade de Ortigueira, aliada à manutenção dos níveis de consumo observados em 2024. Esse resultado está alinhado à estratégia da Klabin de priorizar insumos renováveis em seus processos produtivos.
Em relação aos materiais não renováveis, em 2025 a Klabin registrou um aumento no consumo em comparação ao ano anterior. Os insumos que mais contribuíram para esse movimento foram o ácido sulfúrico e a cal virgem, em função das demandas operacionais. As aparas adquiridas de terceiros também apresentaram volumes superiores aos registrados em 2023 e 2024, em decorrência da operação da Unidade de Paulínia, que esteve em funcionamento durante parte do ano, ampliando a necessidade desse insumo.
Por outro lado, destaca-se a redução no consumo de caulim em 2025, resultado de uma alteração estratégica na sua utilização nos processos de fabricação dos produtos da Unidade de Monte Alegre. Essa mudança reflete o esforço contínuo da Companhia em avaliar alternativas técnicas, otimizar formulações e promover o uso mais eficiente de insumos, em linha com os princípios de eficiência de recursos e economia circular.
Percentual de fibra reciclada utilizada
| Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Peso de fibra de madeira total | Ton | 3.542.158,26 | 3.652.479,34 | 4.262.283,62 | 4.176.750,72 |
| Peso de fibra de madeira reciclada | Ton | 423.527,51 | 211.239,35 | 205.462,05 | 222.143,40 |
| Fibra reciclada | % | 11,96 | 5,78 | 4,82 | 5,32 |
Receita proveniente de produtos que são reutilizáveis, recicláveis ou biodegradáveis
| Unidade | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Mil R$ | 20.033.000 | 18.024.000 | 19.645.264 | 20.697.507 |
SASB-RT-CP-410a.1 SASB-RR-PP-430a.1
Percentual de materiais reciclados ou de fontes sustentáveis
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| Participação nos produtos vendidos (%) | 95 | 97 | 98 | 97 |
| FSC Certification | ||||
| Peso total (ton) | 12.321.277 | 14.996.454 | 14.462.953 | 15.814.189,62 |
| Material reciclado ou certificado (%) | 80 | 84 | 86 | 85 |
| Meta do ano (%) | 100 | 100 | 75 | 100 |
| FSC Controlled Wood | ||||
| Peso total (ton) | - | - | - | - |
| Material reciclado ou certificado (%) | 20 | 16 | 14 | 15 |
| Meta do ano (%) | - | - | 25 | - |
Das principais matérias-primas utilizadas no processo produtivo da empresa, a madeira representa 97%. 100% dos nossos produtos finais (papel e celulose) possuem as certificações FSC® (FSC-C022516), do Forest Stewardship Council®, e Cerflor (reconhecida pelo PEFC). Isso significa que a matéria-prima utilizada em nossos processos passa por uma verificação rigorosa do cumprimento dos padrões de certificação de manejo florestal e da cadeia de custódia, a fim de garantir a confiabilidade de nossa cadeia de suprimentos.
A empresa possui unidades de produção de papel reciclado, localizadas no sudeste e uma localizada no nordeste do Brasil. Nos últimos anos as fibras recicladas vêm sendo utilizadas em menor quantidade das chapas de papelão ondulado em virtude da maior disponibilidade de fibra virgem e questões de mercado. Contudo, ainda são essenciais na linha de negócios de embalagens. Além de aparas de outras fábricas próprias da Klabin, a empresa mantém comércios atacadistas de materiais recicláveis que fornecem aparas pós-consumo.
A Klabin é certificada pela Cadeia de Custódia FSC® nas unidades de papel reciclado mencionadas. As certificações públicas podem ser consultadas como comprovação. 100% dos nossos produtos utilizam madeira ou fibra de papel como matéria-prima.
Coleta dos dados de produtos e embalagens recuperados
Em 2025, a Klabin registrou um aumento quantitativo no uso de materiais certificados destinados ao abastecimento das fábricas de papel e celulose, reforçando o compromisso da Companhia com o uso responsável de matérias-primas de origem controlada e sustentável.
Em relação ao percentual de participação de materiais renováveis nos produtos vendidos, observou-se uma redução em comparação ao período anterior, decorrente do aumento da participação de produtos que incorporam materiais não renováveis em seu portfólio. Essa variação reflete ajustes na composição dos produtos e nas demandas de mercado, sem comprometer a diretriz estratégica da Companhia de priorizar o uso de insumos renováveis e certificados sempre que tecnicamente viável.
Percentual de produtos e embalagens recuperados para cada categoria de produto
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| 29% | 13% | 10% | 12% |
Total de alumínio comprado
A Companhia não compra alumínio para seus processos.
Recall
Não houve nenhuma operação de recall, isto é, nenhum produto Klabin apresentou riscos de segurança ou não conformidade com regulações vigentes.
A gestão de resíduos na Klabin prioriza a eficiência no uso de recursos e o reaproveitamento de subprodutos em suas operações, direcionando para reciclagem externa os resíduos que não podem ser recuperados internamente. Essa gestão é estruturada pelo Plano Integrado de Gestão de Resíduos, que promove o acompanhamento periódico das unidades industriais e apoia a identificação de rotas alternativas, o aprimoramento contínuo da segregação na origem, a conscientização das equipes operacionais e o desenvolvimento de soluções. A Companhia também investe continuamente em tecnologias de valorização de resíduos e opera unidades de papel reciclado nas regiões Sudeste e Nordeste, reforçando práticas de reaproveitamento ao longo de toda a cadeia de valor, em alinhamento com os princípios da economia circular.
Quantidades de resíduos gerados e composição (ton.)
| Composição de resíduos | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | ||||||||
| Resíduos gerados | Resíduos reaproveitados, reciclados ou reutilizados | Resíduos não aproveitados | Resíduos gerados | Resíduos reaproveitados, reciclados ou reutilizados | Resíduos não aproveitados | Resíduos gerados | Resíduos reaproveitados, reciclados ou reutilizados | Resíduos não aproveitados | Resíduos gerados | Resíduos reaproveitados, reciclados ou reutilizados | Resíduos não aproveitados | |
| Casca e biomassa | 2.198.406,83 | 2.198.406,83 | 0,00 | 2.114.640,88 | 2.114.640,88 | 0,00 | 2.303.915,29 | 2.303.915,29 | 0,00 | 2.418.552,14 | 2.418.552,14 | 0,00 |
| Cinzas de biomassa | 67.334,71 | 66.656,05 | 678,66 | 77.115,14 | 77.070,14 | 45,00 | 72.183,22 | 72.133,09 | 50,11 | 72.443,40 | 72.388,24 | 55,16 |
| Lodos de tratamento de águas e efluentes | 284.703,74 | 272.938,40 | 11.765,34 | 257.511,81 | 253.745,16 | 3.766,65 | 243.112,20 | 240.662,41 | 2.449,79 | 222.108,51 | 220.537,07 | 1.571,44 |
| Materiais não recicláveis e resíduos da depuração de aparas | 26.378,36 | 5.511,06 | 20.867,30 | 11.092,18 | 3.390,00 | 7.702,18 | 10.319,71 | 860,30 | 9.459,41 | 11.039,67 | 5.244,64 | 5.795,03 |
| Materiais recicláveis | 648,23 | 648,23 | 0,00 | 1.314,10 | 1.308,58 | 5,52 | 15.899,34 | 15.832,85 | 66,49 | 13.699,23 | 13.554,96 | 144,28 |
| Metal | 4.495,57 | 4.495,57 | 0,00 | 4.755,11 | 4.755,11 | 0,00 | 3.900,31 | 3.900,31 | 0,00 | 3.847,56 | 3.847,56 | 0,00 |
| Papel | 119.511,92 | 119.511,92 | 0,00 | 120.854,72 | 120.854,72 | 0,00 | 166.392,59 | 166.392,59 | 0,00 | 176.358,61 | 176.358,61 | 0,00 |
| Plástico | 1.345,61 | 1.326,44 | 19,17 | 823,75 | 807,69 | 16,06 | 955,09 | 931,54 | 23,55 | 712,73 | 701,59 | 11,14 |
| Rejeitos e resíduos de celulose | 5.951,90 | 3.017,00 | 2.934,90 | 5.590,18 | 3.152,18 | 2.438,00 | 7.372,84 | 4.110,98 | 3.261,86 | 10.798,55 | 4.952,25 | 5.846,30 |
| Resíduos da caustificação e recuperação química | 156.201,20 | 152.365,93 | 3.835,27 | 137.159,10 | 134.823,43 | 2.335,67 | 106.537,13 | 103.971,54 | 2.565,59 | 167.431,52 | 165.418,45 | 2.013,07 |
| Resíduos de areia | 15.343,64 | 14.971,21 | 372,43 | 16.966,93 | 16.830,38 | 136,55 | 12.512,49 | 12.323,32 | 189,17 | 12.015,58 | 11.789,70 | 225,88 |
| Resíduos de borracha | 349,21 | 349,21 | 0,00 | 276,43 | 276,43 | 0,00 | 272,72 | 272,72 | 0,00 | 336,52 | 336,52 | 0,00 |
| Resíduos de construção civil | 6.684,14 | 3.565,76 | 3.118,39 | 2.983,05 | 2.611,26 | 371,79 | 2.314,37 | 1.960,39 | 353,98 | 4.687,28 | 4.066,89 | 620,393 |
| Resíduos de madeira | 6.873,91 | 6.810,37 | 63,54 | 6.341,34 | 6.267,02 | 74,32 | 6.782,523 | 6.712,67 | 69,85 | 7.215,34 | 7.215,34 | 0,00 |
| Resíduos de óleos | 178,52 | 178,37 | 0,15 | 202,5 | 201,15 | 1,35 | 196,93 | 196,71 | 0,22 | 169,19 | 169,19 | 0,00 |
| Resíduos do pátio de madeira | 38.215,44 | 38.183,72 | 31,72 | 18.109,55 | 18.109,55 | 0,00 | 9.973,54 | 9.973,54 | 0,00 | 8.634,25 | 8.634,25 | 0,00 |
| Resíduos orgânicos | 1.829,52 | 1.381,40 | 448,12 | 1.875,26 | 1.236,82 | 638,44 | 1.638,73 | 973,33 | 665,40 | 1.626,66 | 620,99 | 1.005,67 |
| Resíduos perigosos | 1.177,30 | 506,33 | 670,97 | 1.172,91 | 733,20 | 439,71 | 4.254,80 | 4.096,42 | 158,38 | 1.311,31 | 1.136,95 | 174,36 |
| Total de resíduos | 2.935.629,74 | 2.890.823,78 | 44.805,96 | 2.778.784,95 | 2.760.813,70 | 17.971,24 | 2.968.533,80 | 2.949.220,01 | 19.313,80 | 3.132.988,06 | 3.115.525,34 | 17.462,72 |
| Meta do ano | - | - | - | 2.602.889,45 | - | - | 2.779.363,38 |
- | - | 2.286.995,22 | - | - |
Resíduos reaproveitados, por operação de recuperação (ton.)
| Resíduos | Operação de recuperação | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | ||||||||
| Dentro da organização | Fora da organização | Total | Dentro da organização | Fora da organização | Total | Dentro da organização | Fora da organização | Total | Dentro da organização | Fora da organização | Total | ||
| Resíduos perigosos | Total | - | 506,33 | 506,33 | - | 934,35 | 934,35 | - | 4.285,213 | 4.285,213 | - | 1.321,05 | 1.321,05 |
| Preparação para reutilização | - | - | - | - | 94,80 | 94,80 | - | 76,57 | 76,57 | - | 58,26 | 58,26 | |
| Reciclagem | - | 21,80 | 21,80 | - | 236,96 | 236,96 | - | 309,125 | 309,125 | - | 364,14 | 364,14 | |
| Outras operações de recuperação | - | 484,53 | 484,53 | - | 602,59 | 602,59 | - | 3.899,52 | 3.899,52 | - | 898,65 | 898,65 | |
| Resíduos não perigosos | Total | - | 2.890.317,45 | 2.890.317,45 | - | 2.759.927,37 | 2.759.927,37 | - | 2.944.934,80 | 2.944.934,80 | - | 3.144.204,30 | 3.144.204,30 |
| Preparação para reutilização | - | 154.284,41 | 154.284,41 | - | 187.718,79 | 187.718,79 | - | 267.554,73 | 267.554,73 | - | 230.104,22 | 230.104,22 | |
| Reciclagem | - | 410.861,84 | 410.861,84 | - | 561.245,38 | 561.245,38 | - | 581.881,23 | 581.881,23 | - | 644.516,77 | 644.516,77 | |
| Outras operações de recuperação | - | 2.325.171,20 | 2.325.171,20 | - | 2.010.963,20 | 2.010.963,20 | - | 2.095.498,84 | 2.095.498,84 | - | 2.239.583,30 | 2.239.583,30 | |
Percentual de resíduos perigosos reciclados
| 2023 | 2024 | 2025 | |
| Total de resíduos perigosos gerados (t) | 1.172,91 | 4.254,80 | 1330,014 |
| Total de resíduos perigosos reciclados (t) | 236,96 | 309,125 | 361,55 |
| Percentual de resíduos perigosos reciclados (%) | 20 | 7 | 27 |
Resíduos não aproveitados, por método de disposição (ton.)
| Resíduos | Método de disposição | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | ||||||||
| Dentro da organização | Fora da organização | Total | Dentro da organização | Fora da organização | Total | Dentro da organização | Fora da organização | Total | Dentro da organização | Fora da organização | Total | ||
| Resíduos perigosos | Total | - | 670,97 | 670,97 | - | 557,04 | 557,04 | - | 181,60 | 181,60 | - | 525,20 | 525,20 |
| Incineração (sem recuperação de energia) | - | 26,52 | 26,52 | - | 1,35 | 1,35 | - | 69,89 | 69,89 | - | - | - | |
| Incineração (com recuperação de energia) | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Aterro industrial | - | 644,45 | 644,45 | - | 438,36 | 438,36 | - | 111,71 | 111,71 | - | 525,20 | 525,20 | |
| Outras operações de disposição | - | - | - | - | 117,33 | 117,33 | - | - | - | - | - | - | |
| Resíduos não perigosos | Total | - | 44.134,99 | 44.137,99 | - | 17.530,22 | 17.530,22 | - | 19.132,20 | 19.132,20 | - | 16.937,52 | 16.937,52 |
| Incineração (sem recuperação de energia) | - | 17,68 | 17,68 | - | 0,03 | 0,03 | - | 0,02 | 0,02 | - | - | - | |
| Incineração (com recuperação de energia) | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Aterro industrial | - | 44.117,31 | 44.117,31 | - | 17.530,19 | 17.530,19 | - | 19.132,18 | 19.132,18 | - | 16.937,52 | 16.937,52 | |
| Outras operações de disposição | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | |
Medidas adotadas para gestão dos impactos significativos
A gestão ambiental é pautada pelas diretrizes estabelecidas pela ISO 14001, que certifica a maior parte das unidades da Companhia. Além disso, a Política de Sustentabilidade da Klabin (itens 7.8; 7.9; 7.16; e 7.18) estabelece: a busca por tecnologias e soluções eficientes; a potencialização da circularidade; a prevenção de poluição por meio da redução de impactos da geração de resíduos sólidos; e o atendimento à legislação e às normas aplicáveis ao produto, meio ambiente, saúde e segurança.
Todas as operações da companhia são submetidas periodicamente por auditorias internas e externas (ISO 14.001). Além de serem realizados, constantemente, o monitoramento e acompanhamento por ações das diretrizes e políticas internas, legislações federais (Lei n° 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos), estaduais e municipais relacionadas a resíduos sólidos para evidenciar a conformidade.
Indicadores ambientais também são um dos pilares que compõem a remuneração variável dos colaboradores e da alta direção.
O tema também faz parte dos Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS), com a meta de zerar a destinação de resíduos industriais para aterros até 2030. Ela foi internalizada no planejamento estratégico das unidades e é acompanhada mensalmente por indicadores de performance e monitoramento da geração e da destinação adequada dos resíduos, além da definição de ações para a redução da geração ou melhores tecnologias/alternativas de destinação. Em 2025, a Companhia aumentou o percentual de reaproveitamento para 99,49% dos resíduos sólidos industriais gerados em sua operação.
A área de P&D segue trabalhando com as áreas de Sustentabilidade e Meio Ambiente nas unidades industriais com o objetivo de encontrar alternativas para a não destinação dos resíduos em aterros, através do Plano Integrado de Gestão de Resíduos. Destaca-se o avanço da Unidade Itajaí (SC), mais uma unidade Klabin que atingiu o marco de Aterro Zero. Além do ótimo resultado, outras unidades fabris avançaram no aumento da taxa de reaproveitamento, onde, resíduos de depuração de aparas, lodo de caixa de areia, borra de cola/tinta, resíduos perigosos, lodo biológico e dregs, foram desviados de aterros.
As unidades da Klabin participam continuamente do Programa Superar, que adota uma metodologia de gestão baseada no modelo TPM (Total Productive Management). Entre os aspectos tratados no programa, estão o consumo de energia, água e gestão de resíduos. De acordo com o perfil de cada unidade, são realizadas ações de sensibilização/treinamento para alavancar as oportunidades de melhoria identificadas (foco em eficiência operacional).
Resíduos gerados por terceiros
A Klabin define os requisitos de desempenho e requisitos legais na contratação de terceiros para o gerenciamento de resíduos. Para a verificação, além do acompanhamento de rotina e das operações de transporte e destinação de resíduos, os contratados passam por auditorias ambientais frequentes, realizadas por profissionais da Companhia, com o objetivo de identificar capacitação técnica, oportunidades de melhoria e adequação ao atendimento dos requisitos da Klabin e/ou legais.
Coleta e monitoramento de dados, normas e ferramentas
As unidades da Klabin realizam de forma contínua a gestão e o inventário de resíduos sólidos, considerando características como quantidade, custos, receitas, destinação final e classificação, conforme a ABNT NBR 10.004. O controle dos materiais é realizado por meio de pesagens em balanças, com registros consolidados em uma plataforma corporativa de indicadores ambientais.
Essa plataforma, integrada a ferramentas e softwares que promovem inovação e produtividade na gestão ambiental, apoia o direcionamento de esforços para a valorização dos resíduos gerados e possibilita análises críticas periódicas sobre volumes e destinações. O reporte dos inventários de resíduos segue rigorosamente as normas e legislações dos órgãos ambientais estaduais e federais.
Análise de desempenho
A Klabin mantém uma planta de processamento de resíduos sólidos na Unidade de Ortigueira (PR), responsável pela transformação e reutilização de cerca de 90% dos resíduos gerados nas unidades mais representativas da Companhia. Alinhado ao compromisso KODS, o Plano Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos tem viabilizado diversos estudos de viabilidade técnica e ambiental para a expansão das modalidades de coprocessamento, compostagem e outras formas de recuperação, contribuindo diretamente para o aumento da taxa de reaproveitamento de resíduos.
Entre os destaques operacionais, estão:
Unidade de Goiana (PE): ampliação do envio para coprocessamento de resíduos da depuração de aparas, lodo de caixa de areia, borra de cola/tinta e resíduos Classe I, além da destinação do lodo do leito de secagem para compostagem;
Unidade de Lages (SC): encaminhamento de resíduos Classe I para coprocessamento;
Unidade de Feira de Santana (BA): destinação de lodo biológico para compostagem;
Unidade de Correia Pinto (SC): destinação de dregs para coprocessamento;
Unidade de Itajaí (SC): desde setembro de 2025, desvia 100% dos resíduos industriais de aterros, com destaque para a viabilização do coprocessamento de resíduos não recicláveis, consolidando-se como mais uma unidade Aterro Zero;
Unidades de Angatuba (SP), Correia Pinto (SC), Monte Alegre (PR), Otacílio Costa (SC) e Ortigueira (PR): índices superiores a 99% de reaproveitamento e reciclagem de resíduos industriais;
Unidade de Rio Verde (GO): desde fevereiro de 2023, mantém o reaproveitamento e/ou coprocessamento de 100% dos resíduos industriais gerados, sem envio para aterros.
A economia circular é um dos pilares estratégicos da agenda de sustentabilidade da Klabin, sendo integrada de forma transversal ao negócio e sustentada pelo compromisso, estabelecido na Política de Sustentabilidade, de potencializar a circularidade por meio de parcerias para novos modelos de negócio e do design ecoeficiente de produtos e processos. Essa abordagem considera de forma sistêmica a operação das unidades industriais, o desenvolvimento de produtos e materiais sob princípios de circularidade, a destinação pós-uso e a atuação conjunta com a cadeia de valor, maximizando práticas de redução, reuso e reciclagem de produtos e de subprodutos dos processos industriais. Em 2025, a Companhia avançou no fortalecimento da governança do tema, com a consolidação do Procedimento Corporativo de Economia Circular e a atuação do Grupo de Trabalho (GT) de Economia Circular, promovendo maior integração entre projetos e direcionamento das frentes prioritárias de atuação.
Percentual de produtos cobertos por Avaliações de Ciclo de Vida (LCA)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| LCAs completas (%) | 100 | 100 | 100 | 100 |
| LCAs simplificadas (%) | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Outras ferramentas reconhecidas externamente (%) | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Total (%) | 100 | 100 | 100 | 100 |
Atualmente, 100% dos tipos de produtos produzidos pela companhia (sacos, papelão ondulado, papel e celulose) apresentam estudos completos de Avaliação do Ciclo de Vida (LCA) conduzidos conforme o Product Life Cycle Accounting and Reporting Standard, do GHG Protocol, com abordagem do berço ao portão, abordagem que considera todas as etapas desde a extração de matérias-primas até a saída do produto da fábrica, ou seja: comprovando a sustentabilidade do processo produtivo. Na produção de embalagens, a etapa mais significativa do processo é a fabricação de papel e celulose, que é 100% própria.
Avaliação de Impacto do Ciclo de Vida contempla uma série de impactos ambientais, incluindo: depleção de recursos abióticos (fósseis e minerais), uso do solo, escassez hídrica, potencial de acidificação, emissões de material particulado, ecotoxicidade, eutrofização, potencial de aquecimento global (pegada de carbono), depleção da camada de ozônio, formação de ozônio fotoquímico, toxicidade humana e radiação ionizante.
A metodologia adotada baseia-se nos requisitos das normas ISO 14040:2006 (Princípios e Estrutura da Avaliação do Ciclo de Vida) e ISO 14044:2006 (Requisitos e Diretrizes), além do método Environmental Footprint (EF) 3.0. Para a avaliação da pegada de carbono são utilizadas as metodologias do GHG Protocol Product Standard, ISO 14067 e o método IPCC 2013 GWP 100. Já a pegada hídrica é calculada a partir da norma ISO 14046, que incorpora os métodos de Inventário de Pegada Hídrica e AWARE (Avaliação do Potencial de Escassez Hídrica). Complementarmente é utilizado o PAS 2050, que fornece diretrizes para a quantificação e divulgação consistente dos impactos ao longo do ciclo de vida dos produtos.
Percentual de produtos cobertos por LCA, por negócio
| Unidade de negócio | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Unidade de negócio Papel (%) | 100 | 100 | 100 | 100 |
| Unidade de negócio Celulose (%) | 100 | 100 | 100 | 100 |
| Unidade de negócio Embalagem (%) | 34 | 48 | 57 | 62 |
| Unidade de negócio Reciclados (%) | 67 | 67 | 100 | 100 |
| Unidade de negócio Sacos (%) | 83 | 83 | 64 | 68 |
Em 2025, os estudos de ACV foram ampliados, com destaque para a unidade de embalagens, onde a cobertura do portfólio aumentou de 57% para 62%. Já os produtos de celulose, papel e reciclados alcançaram 100% de cobertura em anos anteriores.
Nos próximos anos, seguiremos expandindo a realização de estudos em unidades ainda não modeladas. Essas análises continuam impulsionando um portfólio mais sustentável, orientando ações para mitigar impactos ambientais e fortalecendo iniciativas semelhantes promovidas por nossos clientes.
Atualmente, todos os negócios da companhia adotam a Análise de Ciclo de Vida (ACV), Pegada Hídrica e Pegada de Carbono para avaliar os produtos do portfólio.
Redução do impacto ambiental de embalagens ao longo do seu ciclo de vida
Como fabricantes de produtos de base renovável, buscamos desenvolver e ofertar no mercado embalagens de fontes renováveis e que sejam recicláveis. Nossos produtos são desenvolvidos de maneira customizada às necessidades de nossos clientes, com alta tecnologia e complexidade a partir da combinação de fibras virgens e recicladas, promovendo o uso racional e maximizado dos recursos naturais. A adoção de materiais renováveis, recicláveis e biodegradáveis oferece ao consumidor as melhores e mais sustentáveis opções para consumo de menor impacto. Os bioprodutos da Klabin são peças-chave para o desenvolvimento de uma economia circular de baixo carbono, em que as demandas em constante transformação da sociedade são atendidas em consonância com os desafios e limites planetários.
Em 2025 registramos mais um ciclo com melhoria na performance ambiental com redução das emissões de CO2eq/t de produto produzido, diminuição do uso específico de água e uma matriz energética com alto percentual de fontes de origem renovável.
Benefícios de eficiência de recursos no uso de produtos para seus clientes e consumidores
O uso mais eficiente dos recursos naturais é um tema prioritário nas operações da Klabin e se traduz em benefícios diretos para clientes e consumidores, por meio de produtos com maior confiabilidade de fornecimento e melhor desempenho ao longo de todo o ciclo de vida. Essa abordagem reforça a capacidade da Companhia de oferecer soluções alinhadas às demandas por sustentabilidade, desempenho e competitividade nos mercados em que atua.
Em 2025, a Klabin apresentou uma matriz energética com 93,4% de fontes renováveis, avanço que contribui para a oferta de produtos com menor pegada de carbono incorporada. Esse desempenho apoia clientes na redução de emissões de escopo 3, no cumprimento de metas climáticas e na disponibilização de soluções com melhor desempenho ambiental ao consumidor final.
Na gestão do uso da água, a Companhia alcançou uma redução de 54% no uso específico de água por tonelada de produto, considerando o ano base de 2004. O aumento da eficiência hídrica fortalece a resiliência operacional e a estabilidade do fornecimento, beneficiando clientes com maior previsibilidade, menor risco de interrupções e cadeias de suprimento mais seguras e confiáveis.
De forma complementar, a redução de mais de 70% nas emissões específicas de CO₂ equivalente por tonelada de produto, considerando como ano-base 2003, conforme a metodologia do GHG Protocol, resulta em materiais e embalagens com menor intensidade de emissões ao longo do ciclo de vida. Esse desempenho agrega valor a marcas e clientes que buscam diferenciação ambiental, transparência em seus indicadores ESG e soluções alinhadas às expectativas de consumidores e mercados internacionais.
Dessa forma, os avanços de performance ambiental das operações industriais se convertem em produtos que utilizam menos recursos ao longo de toda a cadeia de valor, ampliando os benefícios ambientais e econômicos para clientes e consumidores, e reforçando o compromisso da Klabin com a eficiência de recursos e a sustentabilidade de longo prazo.
Critérios ambientais considerados no desenvolvimento de novos produtos
Escolha de matérias-primas ou componentes de baixo impacto ambiental
A Klabin adota como diretriz estratégica a seleção e o desenvolvimento de matérias-primas de baixo impacto ambiental, priorizando fontes renováveis, circulares e com maior eficiência produtiva.
A companhia investe continuamente em pesquisa, desenvolvimento e inovação para o melhor aproveitamento de sua base florestal, explorando novos usos e aplicações para os diferentes componentes da madeira, como celulose, hemiceluloses, lignina e extrativos, de forma a ampliar a eficiência no uso dos recursos naturais e agregar valor aos produtos.
No contexto de produtos com conteúdo reciclado, a Klabin opera duas unidades recicladoras responsáveis pela produção de papéis utilizados, principalmente, no miolo de caixas de papelão ondulado. Esses papéis são fabricados a partir de resíduos pré e pós-consumo, contribuindo com o fortalecimento das cadeias formais de reciclagem.
Adicionalmente, a empresa apresenta avançado no mapeamento e na análise dos insumos adquiridos, com o objetivo de compreender de forma detalhada sua origem e os impactos ambientais associados. Esse processo contempla a avaliação de emissões relacionadas ao transporte, a análise de fatores de emissão, a identificação de oportunidades de substituição por alternativas de menor impacto ambiental e a atuação conjunta com fornecedores estratégicos para a promoção de melhorias ao longo da cadeia de suprimentos. Essa abordagem fortalece a gestão das emissões indiretas de gases de efeito estufa (Escopo 3) e amplia a capacidade da companhia de tomar decisões fundamentadas em critérios ambientais ao longo de todo o ciclo de vida dos insumos.
Operações diretas, produção e fabricação
A Klabin desenvolve continuamente produtos com baixa pegada de carbono, por meio da ampliação do uso de fontes renováveis em sua matriz energética. Considerando o ano-base de 2003, a Companhia alcançou uma redução de 70% nas emissões específicas de gases de efeito estufa dos Escopos 1 e 2 por tonelada de produto, resultado de investimentos estruturais em eficiência energética, modernização industrial e transição para fontes renováveis.
De forma complementar, a Companhia direciona esforços permanentes para a melhoria da performance dos seus produtos, com foco na eficiência dos processos produtivos, na inovação tecnológica e na redução de impactos ambientais ao longo do ciclo de vida.
No contexto da circularidade industrial, a Central de Processamento de Resíduos Sólidos, localizada em Ortigueira (PR), é responsável pelo tratamento dos resíduos industriais das unidades Puma e Monte Alegre, evitando que uma parcela significativa desses materiais seja destinada a aterros. Parte dos resíduos é reaproveitada na geração de energia, enquanto outra parcela é valorizada para aplicação agrícola, incluindo a produção de corretivo de solo, promovendo o retorno de nutrientes ao ciclo produtivo.
A Klabin atua de forma contínua e colaborativa com seus clientes para aprimorar o desempenho mecânico e a proteção física de suas embalagens ao longo das etapas de embalagem, armazenamento, manuseio e transporte. O objetivo é assegurar a integridade dos produtos até o destino final, contribuindo para a redução de perdas e desperdícios ao longo da cadeia logística.
Projetos de engenharia de embalagens fazem parte da atuação recorrente da Companhia, que desenvolve soluções técnicas voltadas à otimização estrutural das embalagens e à adequação às diferentes condições logísticas. Essas iniciativas resultam em casos de benchmarking e boas práticas aplicadas em diferentes mercados e aplicações.
Como consequência, o aprimoramento do desempenho das embalagens contribui para o aumento da eficiência do transporte, por meio do melhor aproveitamento de carga, da redução de avarias e da diminuição da necessidade de retrabalho ou reposição de produtos. Esses fatores colaboram para a redução da intensidade das emissões associadas à distribuição dos produtos ao longo de seu ciclo de vida.
Distribuição, armazenamento e transporte
A Klabin atua de forma contínua e colaborativa com seus clientes para aprimorar o desempenho mecânico e a proteção física de suas embalagens ao longo das etapas de embalagem, armazenamento, manuseio e transporte. O objetivo é assegurar a integridade dos produtos até o destino final, contribuindo para a redução de perdas e desperdícios ao longo da cadeia logística.
Projetos de engenharia de embalagens fazem parte da atuação recorrente da Companhia, que desenvolve soluções técnicas voltadas à otimização estrutural das embalagens e à adequação às diferentes condições logísticas. Essas iniciativas resultam em casos de benchmarking e boas práticas aplicadas em diferentes mercados e aplicações.
Como consequência, o aprimoramento do desempenho das embalagens contribui para o aumento da eficiência do transporte, por meio do melhor aproveitamento de carga, da redução de avarias e da diminuição da necessidade de retrabalho ou reposição de produtos. Esses fatores colaboram para a redução da intensidade das emissões associadas à distribuição dos produtos ao longo de seu ciclo de vida.
Fase de uso – operação e manutenção
A Klabin atua de forma contínua em parceria com seus clientes para aprimorar o desempenho mecânico e a funcionalidade de suas embalagens durante a fase de uso, considerando as etapas de operação, acondicionamento, manuseio e transporte interno. O objetivo é prezar pela proteção adequada dos produtos ao longo de sua utilização, contribuindo para a redução de perdas, desperdícios e retrabalhos até a entrega ao consumidor final.
Projetos de remodelação e otimização de embalagens fazem parte da atuação recorrente da Companhia, com foco na melhoria estrutural, na adequação às condições reais de uso e na eficiência no consumo de materiais. Essas iniciativas resultam em casos de benchmarking aplicados em diferentes segmentos e cadeias de valor.
Um exemplo é o Eukaliner®, um desenvolvimento da companhia que possibilitou a redução da gramatura do papel em mais de 10%, mantendo o desempenho estrutural e a resistência final da embalagem. Essa solução contribui para uma embalagem mais eficiente do ponto de vista ambiental, com menor consumo de recursos naturais, além de benefícios associados à otimização logística em termos de volume e peso ao longo da fase de uso.
Gerenciamento de fim de vida
Ao final do ciclo de vida, os produtos de base florestal da Klabin podem, em geral, ser reintegrados aos processos produtivos por meio da reciclagem, possibilitando seu reaproveitamento na fabricação de novos produtos e contribuindo para a circularidade dos materiais. Adicionalmente, a Companhia desenvolve soluções com atributos de biodegradabilidade, ampliando as alternativas de destinação ambientalmente adequada em contextos específicos de uso.
A Klabin foi a primeira empresa brasileira do setor de celulose e papel a obter a certificação belga OK Compost para embalagens destinadas ao segmento de cimento. Essas embalagens foram avaliadas quanto à biodegradação em condições controladas de compostagem, com comprovação de degradação em até 12 semanas, sem riscos de contaminação ambiental.
Outro exemplo é o Saco Ekomix, uma embalagem composta integralmente por papel, desenvolvida para se dispersar durante o preparo da massa do cimento. Essa solução permite a incorporação do material ao próprio processo produtivo do cliente, eliminando a geração de resíduo pós-uso e reduzindo a necessidade de sistemas de logística reversa para esse tipo de aplicação.
Com uma base robusta de governança, critérios e visão estratégica, a Klabin vem ampliando de forma consistente seu portfólio de iniciativas de economia circular, desenvolvidas tanto internamente quanto em parceria com clientes, fornecedores, cooperativas e demais atores da cadeia de valor, conforme os cases apresentados a seguir:
Ekomix®: embalagem 100% em papel dispersível para cimentos e argamassas, eliminando resíduos e integrando-se ao preparo do concreto. Desenvolvido com um cliente produtor de cimentos, o produto focou em eliminar a necessidade do descarte da embalagem e reduzir os impactos ambientais.
Reciclagem de Embalagens Longa Vida (ELV): parceria estratégica com a Tetra Pak que ampliou a capacidade nacional de reciclagem de fibras e poli-alumínio. A iniciativa reciclou mais de 9mil toneladas até 2024.
Circularidade de aparas com M. Dias Branco: modelo de reaproveitamento de aparas de papel, reintegrando-as à produção de novas embalagens. A solução fecha o ciclo material e fortalece práticas circulares entre indústria e cliente.
Instalação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs): estruturação da coleta seletiva em 52 condomínios na cidade de São Paulo, com educação ambiental e operação conjunta com cooperativas. O projeto amplia a qualidade dos recicláveis e gera renda para catadores.
Planta de Ácido Sulfúrico: produção de ácido sulfúrico a partir de gases não condensáveis gerados no processo industrial de produção de celulose e papel, reduzindo emissões e a necessidade de transporte externo de insumos relevantes para a companhia. Além disso, a produção interna tem garantido autossuficiência para a unidade de Ortigueira, novas fontes de receita (com a venda do volume excedente) e ganhos operacionais.
Planta de Sulfato de Potássio (SOP): Instalação de planta de recuperação do sulfato de potássio, gerado a partir das cinzas das caldeiras, e sua transformação em fertilizante de alto valor, reduzindo a geração de resíduos, a dependência de fornecedores externos e a volatilidade de preços, além de substituir grande parte do NPK utilizado nas florestas. A solução é pioneira no setor global de papel e celulose.
Programa Klabin Transforma – Território Circular: o programa é referência na promoção da inclusão produtiva de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, melhoria de infraestrutura e aumento de renda. O Programa adota uma abordagem transversal nos municípios em que está inserido com um trabalho de engajamento e capacitação do poder público, educação ambiental da população, mapeamento de grandes geradores que possuem potencial de fornecimento de materiais para as cooperativas além de construção do arcabouço legal necessário para amadurecimento da coleta seletiva.
Produção de Material Condicionante de Solo: produzido a partir de resíduos de dregs, grits e cinzas para substituir o calcário utilizado no manejo florestal. Além de reduzir o envio de resíduos para aterros, a produção do corretivo ajuda a evitar a extração de recursos naturais e diminui o custo com insumos. O insumo já soma mais de 80 mil toneladas aplicadas nas florestas.
Ekolayer®: embalagem monomaterial e reciclável que elimina o uso de filme plástico, aumentando o shelf-life de produtos e reduzindo impactos ambientais. Reconhecido por inovação, o Ekolayer® representa evolução no design para circularidade.
Dregs para produção de insumos de borracha: no complexo industrial da unidade de Ortigueira a Klabin firmou parceria com a Oxitec para a construção de uma unidade operada pela Oxitec que utiliza os resíduos de dregs para produção de formulações químicas aplicadas na indústria da borracha, oferecendo alternativa aos produtos de origem 100% fóssil.
Pesquisa de satisfação de clientes
| NEGÓCIO | % RECEITA KLABIN* | META (1 a 5) | RESULTADO** |
| Celulose | 31% | 4 | 4,4 |
| Papéis | 33% | - | 4,7 |
| Embalagem | 33% | - | 4,2 |
| Total | 97% | 4 | 4,3 |
* Dados de receita obtidos a partir das Demonstrações Financeiras Klabin
** Os resultados foram parametrizados conforme escala própria de cada pesquisa
A Klabin realiza pesquisas anuais de satisfação e percepção específicas para cada um dos seus segmentos de negócios, para identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria em produtos, processos e operações. Indicadores de qualidade, segurança, qualificação, suporte técnico e sustentabilidade (incluindo avaliação do ciclo de vida) são sistematicamente incorporados a essas avaliações. Para 97% dos negócios representativos por receita (Celulose, Papéis e Embalagens), a Companhia obteve uma pontuação geral de 4,3, considerando uma escala de 1 a 5, superando a meta estabelecida de pelo menos 4,0.
O feedback dos clientes, novas ideias e insights também são coletados por meio de vários canais de engajamento, incluindo visitas comerciais e técnicas, bem como consultas específicas. Para abordar melhor essa questão e promover novas oportunidades, a empresa estabeleceu uma meta KODS 2030, de desenvolver pelo menos 10 iniciativas de economia circular em parceria com seus clientes.
Valores investidos em P&D para o desenvolvimento de novos produtos e realização de convênios com outras organizações (R$ mil)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
| P&D+I Industrial | 43.626,00 | 35.623,00 | 28.367,36 | 26.197.979,08 |
| P&D+I Florestal | 20.235,00 | 24.332,00 | 21.660,95 | 21.079.764,67 |
| Total | 63.861,00 | 59.955,00 | 50.028,31 | 47.277.743,75 |
Nos últimos anos, a economia circular consolidou-se como um dos temas centrais das agendas de sustentabilidade corporativa, em resposta aos desafios relacionados ao uso intensivo de recursos naturais, à poluição, à geração de resíduos e à necessidade de transição de modelos lineares para soluções mais resilientes e regenerativas.
Com o objetivo de endereçar esses desafios de forma estruturada, a Klabin vem adotando uma abordagem transversal de economia circular, integrada à sua estratégia de negócios. Essa abordagem considera de forma sistêmica como as unidades industriais operam, como produtos e materiais são desenvolvidos sob princípios de circularidade, como os produtos são tratados após o uso e como a circularidade é viabilizada em parceria com a cadeia de valor, incluindo clientes, fornecedores, cooperativas e demais atores relevantes.
A atuação da Companhia tem como base o compromisso estabelecido em sua Política de Sustentabilidade, que busca potencializar a circularidade por meio do desenvolvimento de parcerias para novos modelos de negócio e do design ecoeficiente de produtos e processos, maximizando práticas de redução, reuso e reciclagem de produtos e de subprodutos dos processos industriais.
Essa visão estratégica se reflete diretamente na forma como a Companhia gerencia seus recursos, começando pelos florestais. A Klabin é referência mundial em manejo responsável, mantendo 41% de sua área florestal destinada à conservação e à manutenção da biodiversidade. Numa cadeia integrada, a madeira para produção de celulose, para a confecção de papéis e embalagens ou vendida ao mercado vem de florestas plantadas de pínus e eucalipto.
Uso de recursos: ativos florestais
As florestas plantadas da Klabin apresentam um dos maiores índices de produtividade do mundo para os gêneros Eucalyptus e Pinus, sendo o rendimento florestal medido pelo volume de madeira ou hectares ou por toneladas de celulose por hectare. Em linha com a Agenda Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS), através de metas para gestão voltadas à manutenção e aumento de produtividade, a Companhia visa manter sua posição de destaque, reduzindo a necessidade de novas áreas plantadas e mantendo a conservação de áreas nativas.
Para sustentar esses ganhos, a Klabin desenvolve programas de melhoramento genético para ambos os gêneros que planta, utilizando metodologias adaptadas para as particularidades de cada um. Para o gênero Eucalyptus são realizados projetos voltados para produção de material genético melhorado e seleção de híbridos de eucalipto de alta produtividade em celulose, em que são avaliados o crescimento de centenas de clones em desenvolvimento, a qualidade da madeira e a tolerância a pragas e doenças. Já para o gênero Pinus, o programa foca em desenvolvimento de famílias oriundas de polinização controlada, clones de alta produtividade e qualidade de madeira, destinados à utilização em plantios operacionais por meio da propagação vegetativa.
Para eucalipto foram recomendados, em 2025, seis novos clones para plantios operacionais, que apresentam produtividade 20% superior em relação à base florestal existente. A Klabin conta hoje com 12 clones (patentes) protegidos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que compõem a base florestal dos planos 2023-2035 de evolução da produtividade, além de oito novos clones que foram submetidos para proteção no MAPA.
Para pinus, foram selecionados oito novos clones obtidos via embriogênese somática, atualmente em fase de escalonamento da produção de plântulas em laboratório, visando a implantação dos primeiros plantios operacionais. Esses materiais apresentam potencial produtivo estimado em 10% superior em comparação às famílias de polinização controlada atualmente utilizadas em escala operacional, representando avanço relevante em ganhos genéticos e incremento de produtividade florestal.
Outro pilar de sustentação dos ganhos de produtividade obtidos pelos programas de melhoramento genético e manejo silvicultural é a manutenção da sanidade florestal. Nesse contexto, a Klabin mantém uma agenda contínua de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltada ao monitoramento, prevenção e manejo integrado de pragas e doenças em plantios de Eucalyptus e Pinus. Para isso, são desenvolvidos projetos que contemplam estudos sobre bioecologia, dinâmica populacional, monitoramento e estratégias de controle para pragas de relevância econômica, incluindo formigas-cortadeiras e, insetos exóticos com potencial de ocorrência e estabelecimento nas áreas de atuação da Companhia.
Como destaque, desde 2020, a empresa está desenvolvendo um projeto para obtenção de produto de base biológica destinado ao controle de formigas-cortadeiras em florestas plantadas, além de pesquisas envolvendo controle biológico e uso de inimigos naturais. Essas novas tecnologias de manejo vêm sendo conduzidas com o objetivo de ampliar alternativas sustentáveis para o controle de pragas florestais.
Nos últimos anos ainda foram intensificadas as ações de monitoramento de pragas e doenças emergentes, bem como a cooperação técnica com instituições nacionais e internacionais de pesquisa, visando fortalecer a capacidade de prevenção, detecção precoce e resposta rápida frente a novos riscos fitossanitários. Essas iniciativas contribuem diretamente para a manutenção da produtividade florestal, redução de perdas econômicas e aumento da resiliência dos plantios frente às mudanças ambientais e climáticas.
Esse trabalho é sustentado por especialistas dedicados às áreas de melhoramento genético de eucalipto e pínus, biotecnologia e clonagem, nutrição e silvicultura, ecofisiologia, proteção florestal e qualidade da madeira. A Klabin também está constantemente atenta às pesquisas relacionadas a espécies transgênicas e novas rotas biotecnológicas. Em conformidade com diretrizes relacionadas à certificação das florestas, a Companhia não as utiliza em seus processos.
Além da madeira própria, a Companhia investe no desenvolvimento dos produtores da região por meio do Plante com a Klabin. O programa beneficia toda a cadeia produtiva, proporcionando: distribuição de renda ao não concentrar toda a disponibilidade de madeira sob posse da empresa; desenvolvimento de empresas prestadoras de serviços de silvicultura e colheita; e diversificação econômica para o produtor dentro de uma mesma propriedade.
Eficiência operacional
A Klabin implementa em seus processos de planejamento de abastecimento os conceitos de S&OP (Sales and Operation Planning), S&OE (Sales and Operation Execution) e Torre de Controle (conceito que busca prover a integração e inteligência logística). Estas iniciativas contribuem para um planejamento colaborativo, já que envolve todas as áreas do setor florestal além dos pontos focais estratégicos das unidades fabris. Essa forma de trabalhar aumenta a previsibilidade e acurácia dos planos em relação aos indicadores financeiros e de sustentabilidade, além de melhorar a aderência do orçamento às diretrizes estratégicas.
Circularidade: gestão de resíduos
No que se refere à gestão de resíduos, a Klabin prioriza a eficiência no uso de recursos e o reaproveitamento de subprodutos em suas operações. Sempre que a recuperação interna não é viável, os resíduos são encaminhados para reciclagem externa, seguindo procedimentos rigorosos de segregação e controle.
Em 2020, a Companhia assumiu o compromisso público de eliminar o envio de resíduos industriais para aterros até 2030, meta que vem sendo perseguida de forma estruturada por meio do Plano Integrado de Gestão de Resíduos.
O Plano Integrado de Gestão de Resíduos consiste em um conjunto de ações estruturadas, coordenadas pela área corporativa, que estabelece um acompanhamento periódico com 100% das unidades industriais. Esse modelo apoia a identificação de rotas alternativas de destinação, o aprimoramento contínuo da segregação na origem, a conscientização das equipes operacionais e o desenvolvimento de planos de ação específicos, construídos em parceria com a área de Pesquisa e Desenvolvimento. Complementarmente, o Plano é acompanhado pelo monitoramento mensal da taxa de reaproveitamento de resíduos, por meio de um painel corporativo de indicadores ambientais, que apoia a gestão e a tomada de decisão.
De forma integrada, a Companhia investe continuamente em tecnologias de incorporação e valorização de resíduos, mantendo uma linha estruturada de pesquisa e desenvolvimento voltada à eliminação ou minimização de impactos ambientais, em alinhamento com as melhores práticas do setor e com os princípios da economia circular.
Essa abordagem tem resultado em práticas consistentes de reaproveitamento, tanto internamente quanto ao longo da cadeia de valor. Entre os exemplos, destacam-se o manejo de florestas de eucalipto e pínus, com o aproveitamento de cascas e outros resíduos florestais para alimentação de caldeiras de energia e vapor; a reutilização de lodos na agricultura; o reaproveitamento de dregs e grits na produção de insumos agrícolas e corretivos de solo; e o uso de sobras de papel (refiles) das fábricas e de aparas provenientes do mercado para a produção de papel reciclado. Os lodos de efluentes e os rejeitos do preparo de aparas também são direcionados para cadeias de reciclagem e recuperação.
O crescimento da produção industrial, seja por meio de aquisições ou da ampliação da capacidade produtiva, implica aumento no volume de resíduos gerados, o que torna desafiador manter elevados índices de reaproveitamento. Para estruturar a reciclagem pré e pós-consumo, a Klabin opera unidades de papel reciclado nas regiões Sudeste e Nordeste, que absorvem refiles, sobras de papelão ondulado, materiais provenientes de clientes e insumos de operadores de coleta, fornecendo matéria-prima reciclada de alta qualidade para as fábricas de embalagens e contribuindo para o uso eficiente de recursos naturais e para a circularidade dos materiais.
Como resultado desses esforços, a Klabin mantém uma planta de processamento de resíduos sólidos na Unidade de Ortigueira (PR), responsável pela transformação e reutilização de cerca de 90% dos resíduos gerados nas unidades mais representativas da Companhia e possui, atualmente, duas unidades com destinação de resíduos para aterro zero. Alinhado ao compromisso KODS, o Plano Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos tem viabilizado diversos estudos de viabilidade técnica e ambiental para a expansão das modalidades de coprocessamento, compostagem e outras formas de recuperação, contribuindo diretamente para o aumento da taxa de reaproveitamento de resíduos.
Entre os destaques operacionais, estão:
Unidade de Goiana (PE): ampliação do envio para coprocessamento de resíduos da depuração de aparas, lodo de caixa de areia, borra de cola/tinta e resíduos Classe I, além da destinação do lodo do leito de secagem para compostagem;
Unidade de Lages (SC): encaminhamento de resíduos Classe I para coprocessamento;
Unidade de Feira de Santana (BA): destinação de lodo biológico para compostagem;
Unidade de Correia Pinto (SC): destinação de dregs para coprocessamento;
Unidade de Itajaí (SC): desde setembro de 2025, desvia 100% dos resíduos industriais de aterros, com destaque para a viabilização do coprocessamento de resíduos não recicláveis, consolidando-se como mais uma unidade Aterro Zero;
Unidades de Angatuba (SP), Correia Pinto (SC), Monte Alegre (PR), Otacílio Costa (SC) e Ortigueira (PR): índices superiores a 99% de reaproveitamento e reciclagem de resíduos industriais;
Unidade de Rio Verde (GO): desde fevereiro de 2023, mantém o reaproveitamento e/ou coprocessamento de 100% dos resíduos industriais gerados, sem envio para aterros.
A Companhia segue com o desafio de manter, escalar e consolidar os projetos e iniciativas atuais, ampliar de forma contínua a identificação de novas oportunidades de circularidade e avançar no desenvolvimento do Plano de Uso de Recursos e Circularidade, que apresentará o diagnóstico atual da Klabin, a estratégia de atuação e o nível de ambição da Companhia em relação ao tema, fortalecendo a economia circular como um pilar estratégico de longo prazo.
Uso de recursos: ativos industriais e Circularidade
O ano de 2025 marcou uma evolução significativa da agenda de economia circular na Klabin, especialmente a partir do fortalecimento da governança e da estruturação do tema em nível corporativo. Nesse contexto, destacam-se os avanços obtidos com a consolidação do Procedimento Corporativo de Economia Circular, que estabelece critérios técnicos e estratégicos para a avaliação, priorização e classificação dos projetos, e com o avanço do Plano de Uso de Recursos e Circularidade, que amplia a visão estratégica e sistêmica sobre o uso de materiais e recursos ao longo da cadeia de valor.
De forma complementar, a Companhia manteve e amadureceu a atuação do Grupo de Trabalho (GT) de Economia Circular, fórum multidisciplinar que reúne áreas de negócios, operações, inovação, sustentabilidade, suprimentos, gestão de riscos, comercial e desenvolvimento de produtos. O GT atua como instância permanente de articulação técnica e estratégica, promovendo maior integração entre projetos, acompanhamento de indicadores, avaliação da maturidade das iniciativas e direcionamento das frentes prioritárias de atuação.
Ainda em 2025, o P&D Industrial demonstrou diversos avanços, atuando de forma integrada com as áreas Florestal, Celulose, Papéis, Embalagens e Sustentabilidade e, assim, elevando a eficiência operacional, aprimorando a qualidade dos produtos e ampliando a geração de valor. Entre os destaques de pesquisa e desenvolvimento, estão:
Florestal: avanços em programas de qualidade da madeira e inteligência de processos, com melhorias nos processos produtivos e industriais, evolução de modelos de predição e maior integração entre automação, Centro de Tecnologia Klabin (CTK) e pesquisa florestal, aprimorando a tomada de decisões e reduzindo a variabilidade. Também foram realizados projetos de abastecimento voltados para aplicações específicas, reforçando o alinhamento entre a base florestal e as demandas industriais
Celulose: avanços na melhoria de processo, destacando-se o Benchmarking Celulose e simulações laboratoriais, apoiando no desenvolvimento de novos grades e na ampliação do portfólio de soluções para mercados premium. Além disso, o suporte técnico às unidades e clientes contribuiu para a aceleração de processos de homologação.
Papéis e embalagens: ampliação de soluções com barreiras renováveis e substituição de plásticos, com avanços em papéis seláveis, White Top Liner, Sack Kraft com barreiras biodegradáveis e cartão com barreira resinosa, e desenvolvimento de propriedades mecânicas e melhorias em produtos como Klafold.
Biomateriais: destacou-se a lignina, que avançou em homologações e aplicações de maior valor agregado, e a Celulose Microfibrilada (MFC), consolidada como plataforma tecnológica em mercados como tintas, barreiras, concreto e têxteis.
Sustentabilidade, circularidade e energia renovável: foram realizados projetos de valorização de resíduos, novos materiais cerâmicos, formulações de tintas e briquetes florestais, além de estudos em combustíveis renováveis, bio-óleo e processos catalíticos, resultando na ampliação da circularidade e na evolução da matriz energética verde.
Sustentabilidade, circularidade e energia renovável: foram realizados projetos de valorização de resíduos, novos materiais cerâmicos, formulações de tintas e briquetes florestais, além de estudos em combustíveis renováveis, bio-óleo e processos catalíticos, resultando na ampliação da circularidade e na evolução da matriz energética verde.
Parcerias estratégicas: A Klabin também ampliou sua presença em consórcios e programas globais de P&D, fortalecendo conexões com centros internacionais em barreiras renováveis, química do pinus, filmes avançados e biomateriais, acelerando o acesso a tecnologias emergentes e contribuindo para a geração de valor financeiro e sustentável.
Como resultado desse fortalecimento da governança e dos avanços em pesquisa e desenvolvimento, da mensuração de impactos e do mapeamento estruturado de oportunidades, foram aprovados mais seis projetos KODS de economia circular em 2025, com foco na recuperação de materiais para reinserção nos ciclos produtivos, na geração de impacto financeiro positivo e, em alguns casos, na redução do fator de emissão em comparação às soluções convencionais (“business as usual”).
Em 2024, a Klabin adquiriu o ativo florestal e terras da Arauco no Paraná, com o chamado projeto Caetê — 150 mil ha de terras, sendo 85 mil ha produtivos —, cujo principal impacto econômico será a redução do custo de madeira de terceiros.
Atualizado e verificado em: 17/08/2026