Materialidade
Materialidade
Temas KODS (Materialidade desde 2019)
| Temas com metas públicas | Demais temas relevantes |
| Desempenho socioambiental de fornecedores | Aumento do rendimento florestal |
| Desenvolvimento local e impacto nas comunidades | Certificação florestal |
| Diversidade | Conduta ética e integridade |
| Ecossistemas e Biodiversidade | Cultura Klabin |
| Mudanças do clima | Desempenho econômico |
| Produtos e parcerias com a cadeia de valor e circularidade | Desenvolvimento do capital humano |
| Resíduos | Disponibilidade de madeira |
| Saúde e segurança ocupacional | Gestão da inovação |
| Segurança cibernética | Gestão de riscos |
| Uso de água | Gestão e engajamento de profissionais |
| Uso de energia | Produção e logística |
| Usos múltiplos da madeira |
A Agenda 2030 da Klabin é revalidada anualmente pelos órgãos internos de governança. A pauta das reuniões do Comitê e Comissão Fixa de Sustentabilidade é definida de acordo com o risco e a urgência do tema e o progresso dos compromissos. As reuniões ocorrem pelo menos bimestralmente.
Desde a criação da Agenda KODS, a análise da adequação de todos os novos projetos da empresa é realizada sistematicamente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Klabin, dos processos de controles internos de auditoria, da atualização periódica da Matriz de Riscos, e das contribuições dos sponsors técnicos e área corporativa de Sustentabilidade. Em conjunto, a companhia incluiu a performance de algumas metas como KPIs-gatilho de algumas dívidas da Companhia (acesse Finanças Sustentáveis) e o processo de verificação do cumprimento da agenda é auditado por terceira parte. Além dos temas da Agenda 2030, todos os riscos e devidas recomendações provenientes da Devida Diligência em Direitos Humanos conduzida pela Klabin também são internalizadas pelo monitoramento oficial de Riscos da Klabin.
Abordagem financeira e de riscos para temas KODS
Desde 2020, a Klabin é TCFD Supporter, em compromisso de seguir as recomendações do TCFD (Taskforce on Climate-related Financial Disclosures) que avalia não apenas o impacto climático na performance financeira de longo prazo da empresa, mas também os efeitos das atividades Klabin sobre a sociedade e o meio ambiente.
Nos anos seguintes, o processo foi estendido a outros temas relevantes, como Água e Biodiversidade. Em 2023, a Klabin avançou ao incorporar, além do Plano de Transição Climática, elementos de gestão integrada do solo, da água e da biodiversidade, acelerando a transição rumo a um futuro sustentável. Considerando esse avanço e o fato de que, no Brasil, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa decorre de mudanças no uso da terra associadas ao desmatamento, a Klabin publicou seu primeiro Plano de Transição para a Natureza, conforme seu compromisso como Adopter do TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures), desde 2025.
Principais avanços de governança associados à Agenda 2030 da Klabin
A obrigatoriedade de vínculo das metas individuais de todos os gestores e executivos à agenda KODS, compondo 20% de sua remuneração variável;
A recorrência de reuniões da Comissão Fixa de Sustentabilidade, que regularmente, apoiada por dashboard interno de progresso das metas, acompanha e delibera sobre recalibrações e desafios ligados à agenda;
A revisão de um Índice de Sustentabilidade, antes ligado apenas à remuneração variável dos executivos, para o incentivo financeiro de curto e longo prazo ligados à Agenda KODS para todos os colaboradores da Klabin;
Revisões pontuais em termos das metas e timelines (e.g. Clima e meta net-zero aprovada pela SBTi);
A publicação de guias específicos temáticos para estratégias de resiliência a partir da identificação de riscos e oportunidades, como o Plano de Transição Climática e o Plano de Transição para a Natureza.
Ampliação da abordagem: dupla materialidade
A regulação de normas internacionais como os European Sustainability Reporting Standards (ESRS), associados à CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), estabelecida pela União Europeia e o IFRS S1, publicado pelo ISSB (International Sustainability Standards Board), representa um marco importante na consolidação e padronização das práticas globais de reporte.
No Brasil, a Resolução CVM nº 193, de 2023, incorpora as normas internacionais de divulgação de informações de sustentabilidade emitidas pelo ISSB (IFRS S1 e S2). Ela estabelece diretrizes para divulgações de sustentabilidade de companhias abertas, com adoção voluntária a partir de 2024 e obrigatória a partir de 2026 (ano base).
Considerando o cenário regulatório e as boas práticas de mercado, a Klabin iniciou, ainda em 2024, a revisão dos seus temas KODS adotando como referencial metodológico as orientações de dupla materialidade apresentadas pela EFRAG (European Financial Reporting Advisory Group).
Realizado entre fevereiro de 2024 e junho de 2025, o processo da nova materialidade foi estruturado pelas seguintes etapas:
Análise de convergência dos temas KODS com os tópicos obrigatórios setoriais (ESRS);
Análise de materialidade financeira (riscos e impactos) para Klabin;
Consulta e análise de impacto a stakeholders e meio ambiente;
Definição dos temas duplamente materiais, materiais e não materiais;
Validação da nova materialidade Klabin;
Monitoramento de indicadores e controles internos para asseguração limitada;
Revisão periódica da materialidade.
Análise de convergência dos temas KODS com tópicos obrigatórios
Com base nos requisitos de divulgação (“disclosures”) de cada tópico e subtópico dos ESRS, realizou-se análise de convergência com a materialidade vigente da Klabin, com o objetivo de consolidar sobreposições e simplificar a apresentação dos temas materiais da companhia.
Como resultado, foram redefinidos 12 temas materiais que seguiram para análise de : 1. Risco efeitos financeiros na Klabin e 2. Impacto para stakeholders e meio ambiente.
Além destes, também foram definidos outros 4 temas transversais e viabilizadores para os negócios e operações da Companhia.
Análise de riscos e oportunidades para Klabin
Na sequência, os 12 temas materiais foram revistos para checar a integração de sua gestão e controles internos à Matriz de Riscos oficial da Companhia.
Cálculo:
Pontuação de probabilidade, considerando a criticidade vulnerabilidade da Companhia, ou seja: ocorrência, maturidade dos controles internos e perspectiva de ocorrência do risco;
Pontuação de severidade, considerando a perspectiva de impacto financeiro e a perspectiva de ocorrência do risco
Premissas:
Metodologia de análise de riscos considerada na Política de Gestão de Riscos da Klabin;
Foi considerado o score do risco de maior criticidade de cada tema;
Indicadores mínimos obtidos a partir da correlação dos riscos de cada um dos 12 temas KODS e com os mais de 200 indicadores obrigatórios;
As oportunidades ainda não constam nesta versão de materialidade.
Abordagem e análise:
Reuniões e workshops com as áreas responsáveis para atualizar a classificação e criticidade de cada risco relacionado aos temas KODS, bem como propor novos riscos, quando necessário.
Análise de impacto nos stakeholders e meio ambiente
Abordagem de cálculo
Consulta a stakeholders para definição da probabilidade dos impactos versus a severidade (escala, dimensão e irremediabilidade ), se e quando materializados.
Conversão de dados primários existentes em um grade de 1 a 4;
Abordagem e análise
Foi realizada uma análise aprofundada dos impactos gerados pelos 12 temas sobre os stakeholders e o meio ambiente. Este processo foi conduzido utilizando dados primários de fontes confiáveis e ferramentas reconhecidas, além de uma consulta específica com o fim de checar a materialidade de alguns temas não considerados definitivos.
A análise considerou para determinados temas, por exemplo, diagnósticos externos, dados de clima organizacional através de consulta aos colaboradores, matrizes de aspectos e impactos socioambientais, Devida Diligência de Direitos Humanos, e relatórios técnicos alinhados às recomendações do TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) e TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures).
Complementarmente, foram realizadas 28 entrevistas com representantes de stakeholders externos, sendo: fornecedores críticos, clientes significativos de todos os negócios, associações setoriais, especialistas do setor, organizações não governamentais, entre outros stakeholders considerados relevantes para a atuação da Klabin. Desta consulta, resultaram as pontuações de probabilidade e severidade associados a 4 dos 12 temas priorizados: Uso de Recursos e Circularidade, Segurança Cibernética, Certificação Florestal e Desempenho Socioambiental de Fornecedores. Os demais temas dispunham de dados primários de consultas anteriores.
Em complemento, as políticas corporativas e o Código de Conduta da Klabin orientam o seu público interno sobre a forma de relacionamento com os seus stakeholders, estabelecendo formas de interação e periodicidade listados abaixo:
| Stakeholder | Tipo de engajamento | Frequência |
| Colaboradores | Reuniões ou contato direto; intranet; Diálogos Diários de Segurança (DDS) | Diária |
| Clientes | Contato por telefone ou e-mail; auditorias; visitas técnicas; presença da equipe da Klabin no cliente (eventual); Portal para clientes | Cotidiana e por demanda |
| Fornecedores | Contato por telefone ou e-mail; reuniões de negociação | Periódica e por demanda |
| Órgãos Reguladores | Visitas técnicas de acompanhamento; contato por telefone ou e-mail; envio de formulários eletrônicos; Relatório de Investidores; Demonstrações financeiras; portal para investidores. | Periódica e por demanda |
| Investidores | Reuniões ou contato direto; site de RI; informações periódicas divulgadas na CV; eventos do mercado de capitais; visitas às operações. | Diária |
| Comunidades | Canais de comunicação (e-mail, 0800, cartas, interação com colaboradores de campo); reuniões presenciais; pesquisa anual com as comunidades | Diária |
Todos os resultados das consultas foram consolidados e integrados à análise de impactos dos temas potencialmente materiais.
Definição da dupla materialidade e demais temas relevantes
Sendo que a avaliação de impacto dos temas é obtida pela perspectiva de severidade x probabilidade (stakeholders); e a materialidade financeira para a Klabin é obtida pela análise de impacto financeiro x vulnerabilidade no ambiente interno (visão da Klabin). Os temas posicionados na área da dupla materialidade são considerados prioritários tanto para a Klabin quanto para seus stakeholders. Estes são os temas de relato razoável completo, para ambas normas reguladoras mencionadas.
As áreas de materialidade, ainda assim, são classificados como de alta importância e requerem metas públicas. A área de não materialidade, até o momento, não apresenta nenhum KODS posicionado. A Klabin ainda está no processo de levantamento e cálculo de oportunidades e impactos positivos para compor a matriz final. Os temas foram reorganizados em 3 pilares estratégicos para a Klabin, distribuídos da seguinte forma:
Validação da nova materialidade Klabin
A dupla materialidade foi avaliada, informada e deliberada pelas seguintes instâncias:
Comissão Fixa de Sustentabilidade;
Comissão Fixa de Riscos;
Diretoria Executiva da Klabin.
Comitê de Sustentabilidade;
Comitê de Riscos;
Conselho de Administração.
Monitoramento de indicadores para asseguração
O processo de materialidade passou por verificação externa de terceira parte, sendo apresentado na carta de asseguração disponível no link.
Revisão periódica da materialidade
A nova composição da materialidade da Klabin seguirá com revisões anuais, incluindo a calibragem com os riscos da empresa que integraram os temas materiais, fatos relevantes, atingimento de metas associadas aos temas e encaminhamentos das reuniões da Comissão Fixa e Comitê de Sustentabilidade.
Adaptação Regulatória - IFRS/ISSB
A Klabin está revisando seus processos internos e aprimorando seus sistemas de coleta e análise de dados para atender aos requisitos de divulgação estabelecidos pelas normas IFRS S1 (Divulgação de Informações de Sustentabilidade) e IFRS S2 (Divulgação de Riscos Climáticos). Até a publicação do primeiro relatório com asseguração limitada, os cadernos temáticos para cada tema duplo material, em linha com as novas normas, podem ser encontrados abaixo:
Mudanças do Clima: Plano de Transição Climática Klabin (baseado no TCFD - Taskforce on Climate-related Financial Disclosures)
Ecossistemas e Biodiversidade: Plano de Transição para a Natureza (baseado no TNFD - Taskforce on Nature-related Financial Disclosures)
Uso de Água: ambos documentos acima endereçam o tema. No entanto, até o início de 2026, o tema terá seu caderno temático próprio (Plano de Gestão de Recursos Hídricos), baseado nos mesmos frameworks.
Adaptação Regulatória - ESRS
A Klabin tem acompanhado a implementação das normas ESRS (European Sustainability Reporting Standards) pela União Europeia e a necessidade de reporte por empresas não europeias. A partir disto, reestruturou seu roadmap de Sustentabilidade a partir do conceito de dupla materialidade. Esta abordagem proativa permite à Klabin não apenas cumprir com futuras demandas regulatórias, mas também identificar oportunidades para aprimorar processos internos e práticas de gestão sobre os temas considerados relevantes para a companhia.
Temas materiais e métricas para criação de valor do negócio
| Tema Material | Mudanças Climáticas | Saúde e Segurança Ocupacional | Biodiversidade |
| Case de negócio | A Klabin é uma empresa do setor florestal, e os riscos das mudanças climáticas influenciam diretamente parâmetros operacionais cruciais, como o rendimento florestal, além de riscos operacionais e financeiros desde o plantio, a colheita e o preparo do solo. Do ponto de vista das partes interessadas, o tema foi identificado como prioritário devido aos impactos potenciais que as operações da empresa podem gerar. Portanto, o tema é considerado duplamente relevante, e a empresa priorizou, nos últimos anos, investimentos em ações de mitigação e adaptação para lidar com riscos e impactos negativos, conforme descrito em nosso Plano de Transição Climática. Além do pipeline de projetos e investimentos planejados para a descarbonização, a Klabin também tem metas públicas (KODS 2030) para reduções de emissões baseadas na ciência e faz parte de várias iniciativas climáticas globais, como a Business Ambition for 1.5°C da ONU. A empresa está engajando sua cadeia de valor para melhorar seus relatórios de inventário de emissões e divulgar metas alinhadas com a ciência. |
A Política de Proteção à Vida foi lançada em 2022 e revisada em 2024 e tem como objetivo promover uma cultura justa que cuida do bem-estar dos colaboradores e da estratégia de negócios, transformando falhas em experiências de aprendizado que impulsionam processos e atividades mais seguros em toda a Klabin. Esse tema é de extrema relevância para a empresa, pois representa um risco diretamente associado à continuidade das operações, à produtividade e à qualidade de vida de nossos colaboradores e terceiros. Está diretamente ligado à estratégia de negócios e está presente nas metas de longo prazo e na remuneração variável dos executivos da empresa. Em 2025, a Klabin concluiu sua avaliação de dupla materialidade. Embora o tema saúde e segurança não tenha sido classificado como dupla materialidade, continua sendo uma questão relevante em termos de impacto para a empresa. Isso reflete o compromisso contínuo da Klabin com a melhoria constante das práticas internas de segurança. |
Devido ao seu negócio com base na atividade florestal, a Klabin é pioneira na implementação do plantio em mosaico: um sistema que combina áreas de florestas nativas preservadas, que correspondem a quase metade de nossa área florestal, com florestas plantadas de pinus e eucalipto de diferentes idades. Como a qualidade das florestas plantadas também depende da qualidade das florestas nativas e de seus recursos naturais, a Biodiversidade é um tema relevante para a empresa e possui o maior conjunto de metas para 2030 dentro da Agenda de Desenvolvimento Sustentável da Klabin. A perda da biodiversidade ameaça a capacidade dos ecossistemas de fornecer recursos e serviços (por exemplo, dispersão de pólen e sementes, controle natural de pragas, regulação da água e do clima, conservação do solo e dos nutrientes, etc.) essenciais para sustentar os altos rendimentos das plantações da Klabin. Em 2025, a Klabin concluiu sua avaliação de materialidade dupla, e o tema foi classificado como uma questão de dupla materialidade — o que significa que é considerado uma prioridade tanto para a empresa quanto para seus stakeholders. |
| Impacto no negócio | Riscos | Riscos | Riscos |
| Estratégia do negócio | A empresa tem um histórico de investimentos e adoção de tecnologias de baixo carbono, o que permitiu uma redução de mais de 70% na intensidade de GEE (Escopos 1 e 2) entre 2003 e 2024. Além disso, por ser de base florestal, a Companhia mantém um balanço de carbono positivo, o que, apesar das diferenças metodológicas no cálculo (notadamente entre o GHG Protocol e o SBTi), resulta em uma remoção de carbono sempre superior ao total de emissões, implicando oportunidades financeiras para um possível mercado regulado. Em 2024, a Klabin teve novas metas aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi), relacionadas às emissões de Escopo 3 e ao cenário mais ambicioso alinhado com a limitação do aumento da temperatura global em 1,5 °C. Também foi estabelecida uma meta de Net Zero de longo prazo, abrangendo as emissões de Escopo 1, 2 e 3 até 2050. Em 2025, a empresa atualizou seu Plano de Transição Climática, alinhando-o aos padrões da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD). |
A gestão deste tema está descrita no Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional e está estruturada em três pilares: 1. Instalação: Garantir a segurança e a confiabilidade dos equipamentos. Melhorar e manter o ambiente de trabalho proporcionado aos nossos profissionais; 2. Método: Melhorar continuamente a forma como lidamos com a segurança em nossa rotina. Manter uma visão crítica dos nossos procedimentos de prevenção e mitigação de acidentes, criando e revisando políticas, diretrizes e requisitos; e 3. Pessoas: Valorizar as boas práticas e incentivar os funcionários a cuidarem uns dos outros. Treiná-los em normas e procedimentos e aproximar a liderança da rotina. O Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional é orientado pela ISO 45001 em todas as unidades fabris e florestais, com diretrizes e procedimentos focados na prevenção de perdas e na melhoria contínua dos processos para preservar a vida, a saúde e a integridade física das pessoas. | A Klabin vem avaliando os impactos desse risco por meio do Programa de Monitoramento Contínuo da Fauna e da Flora. Isso permite compreender o comportamento das espécies e adotar medidas de prevenção e mitigação, como redução de acidentes rodoviários, ações de reflorestamento e pesquisas científicas. A Klabin possui um centro de pesquisa em biodiversidade em seu Parque Ecológico, com o objetivo de monitorar e restaurar a qualidade da floresta por meio da restauração da vida selvagem. Também é responsável por trazer soluções tecnológicas para acelerar e ampliar o programa de Monitoramento da Biodiversidade, que inclui o rastreamento de espécies. Além disso, uma das metas de longo prazo desse tema está vinculada a um Título Vinculado à Sustentabilidade, aumentando o compromisso da empresa com sua Agenda 2030 e seu roteiro financeiro e estratégico. Em 2025, a Klabin revisou seu Plano de Transição para a Natureza, alinhado com as diretrizes da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), dividido em 6 programas com o objetivo de apoiar a empresa na obtenção de um Impacto Líquido Positivo sobre a Biodiversidade de forma integrada. |
| Meta de longo-prazo | Em 2024, a Klabin teve novas metas aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi), relacionadas às emissões de Escopo 3 e ao cenário mais ambicioso alinhado com a limitação do aumento da temperatura global em 1,5 °C. Também foi estabelecida uma meta de Net Zero de longo prazo, abrangendo as emissões de Escopo 1, 2 e 3 até 2050 (em comparação com o ano base (2022). As metas incluem emissões industriais e energéticas: Meta de curto prazo (até 2030) - Reduzir as emissões absolutas de Escopo 1, 2 e 3 em 42%; Meta de longo prazo (até 2050) - Reduzir as emissões absolutas de Escopo 1, 2 e 3 em 90%.” A Klabin aguarda a publicação pela Science Based Targets initiative (SBTi) de uma metodologia específica para o setor de papel e celulose, que está em desenvolvimento, para definir e submeter uma meta FLAG consistente com as diretrizes técnicas e alinhada com suas operações. A Companhia reconhece a importância dessa meta para o uso da terra, florestas e agricultura, e mantém o compromisso de definir uma meta alinhada com sua ambição climática. O cumprimento dessas metas representa 10% da remuneração variável de diretores, gerentes, coordenadores e especialistas, a fim de impulsionar o progresso interno nessa frente. |
Na Klabin, a segurança é um valor fundamental da Companhia. Por isso, sua relevância e a busca contínua por melhorias são inegociáveis. Dada a materialidade do tema, a Klabin estabeleceu as seguintes metas de longo prazo: i. Zero vidas alteradas de funcionários próprios e contratados; ii. Manter a taxa de frequência de acidentes (funcionários próprios e contratados) abaixo de 1; iii. Manter a taxa de gravidade de acidentes com funcionários próprios e contratados abaixo de 50; iv. Alcançar um nível mais avançado (Generativo/Sustentável) na metodologia Hearts and Minds ou equivalente. O cumprimento dessas metas representa 10% da remuneração variável de diretores, gerentes, coordenadores e especialistas, a fim de impulsionar o progresso interno nessa frente. |
Nossos objetivos/metas até 2030 são: (i) reintroduzir duas espécies extintas e reforçar outras quatro espécies ameaçadas nas florestas até 2030; (ii) doar 1 milhão de mudas nativas; (iii) ter pelo menos 6 parcerias de pesquisa por ano; (iv) manter ou aumentar o número de espécies nativas dependentes das florestas; (v) mapear 100% dos hotspots onde a fauna é atropelada e realizar ações para reduzir as ocorrências. |
| Prazo da meta | 2030 | 2030 | 2030 |
| Progresso | Redução de 13,2% nas emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em comparação com o ano base (2022); Redução de 17,4% nas emissões absolutas de Escopo 3 em comparação com o ano base (2022); |
i. 4 vidas transformadas; ii. Taxa de frequência de acidentes: 1,82 iii. Taxa de gravidade: 220 iv. Porcentagem de unidades: 3% |
i. 2 espécies: Jacutinga (Aburria jacutinga) - Reitrodução a fauna; Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) - Reforço populacional. ii. 32% de hotspots de atropelamento de fauna mapeados. iii. 76% de espécies de fauna dependentes de florestas de alta qualidade ambiental. iv. 10 parcerias/pesquisas por ano baseadas em estudos de conservação da natureza e biodiversidade. v. 610 mil de mudas de árvores nativas para recuperação de áreas degradadas em áreas de parceiros |
| Remuneração de executivos | No programa anual de incentivos de curto prazo, com início em 2024, as metas corporativas e individuais são utilizadas para medir o desempenho de cada executivo, sendo que as metas corporativas compreendem: indicadores financeiros (70% do peso total), segurança (10% do peso total), indicadores ESG (10% do peso total) e metas individuais (10% do peso total). As metas relacionadas às mudanças climáticas estão vinculadas aos 10% relacionados aos indicadores ESG. | No programa anual de incentivos de curto prazo, com início em 2024, as metas corporativas e individuais são utilizadas para medir o desempenho de cada executivo, sendo que as metas corporativas compreendem: indicadores financeiros (70% do peso total), segurança (10% do peso total), indicadores ESG (10% do peso total) e metas individuais (10% do peso total). As metas relacionadas às mudanças climáticas estão vinculadas aos 10% relacionados aos indicadores ESG. | No programa anual de incentivo de curto prazo, com início em 2024, as metas corporativas e individuais são utilizadas para medir o desempenho de cada executivo, sendo que as metas corporativas compreendem: indicadores financeiros (70% do peso total), segurança (10% do peso total), indicadores ESG (10% do peso total) e metas individuais (10% do peso total). Como as metas de biodiversidade da empresa fazem parte da agenda 2030, os gerentes responsáveis pelo tema estabeleceram metas vinculadas a 10% da meta individual para esse tema. |
Temas materiais e métricas para partes interessadas externas
| Tema material para partes interessadas externas | Biodiversidade Certificação Florestal, Água, Mudanças Climáticas |
Desenvolvimento local |
| Categoria: Biodiversidade | Categoria: Impacto e desenvolvimento da comunidade | |
| Causa do Impacto | Operações Cadeia de Suprimentos (> 50% das atividades do negócio) |
Operações (> 50% das atividades do negócio) |
| Partes interessadas afetadas | Meio Ambiente, Funcionários externos (por exemplo, cadeia de abastecimento, prestadores de serviços) |
Sociedade |
| Tópico de relevância para partes interessadas externas | Ambos positivos e negativos: Em 2025, a Klabin revisou seu Plano de Transição para a Natureza, que visa alcançar um ganho líquido em biodiversidade até 2050, juntamente com metas intermediárias em 2030 e 2040. O trabalho de estruturação do plano envolveu uma equipe multidisciplinar e especial atenção às tendências de mercado e práticas reconhecidas internacionalmente. Utilizando a abordagem LEAP (Localizar, Avaliar, Analisar e Preparar para relatar), a Companhia identificou riscos, dependências de ativos ambientais e impactos nos serviços ecossistêmicos e nas atividades de negócios. O documento apresenta locais de alta prioridade para a implementação do plano com base em metodologias globais e opiniões de especialistas internos e externos. A análise das dependências e impactos em relação aos serviços ecossistêmicos foi baseada em entrevistas com membros das equipes técnicas e operacionais da Klabin, bem como com outros especialistas do setor e do tema. Também foram identificados impactos negativos e positivos potenciais para cada serviço ecossistêmico de alta prioridade. Com base na análise dos riscos, impactos financeiros e processos de gestão da Companhia relacionados ao tema – combinada com a consulta às partes interessadas –, a Klabin identificou a questão como duplamente relevante, ou seja, considerada prioritária tanto em termos de risco financeiro quanto de impacto para as partes interessadas. |
A presença da Klabin, especialmente em territórios florestais com indústria papeleira, afeta a dinâmica local, enquanto a empresa e seus fornecedores locais dependem de um bom relacionamento e de uma sociedade politicamente robusta para obter aceitação social e licença social para operar. A Klabin mantém uma agenda econômica, social e ambiental com as comunidades onde atua. Com o Programa de Apoio à Gestão Pública, a Klabin trabalha para garantir que os municípios prioritários (ver critérios abaixo) para as operações da empresa alcancem progressos significativos por meio de treinamento e consultoria para melhorar o planejamento e a aplicação dos recursos públicos provenientes dos impostos gerados pela atividade da empresa. O objetivo da iniciativa é promover a gestão pública participativa em municípios que apresentam índices de desenvolvimento abaixo da média em comparação com municípios semelhantes. |
| Métrica | Aumento de áreas de restauração de produtores participantes de programas de conservação florestal como Matas Legais e Matas Sociais. | Porcentagem de territórios com gestão participativa incentivada; Aumento da pontuação no Índice de Progresso Social (IPS) |
| Valoração de Impacto | A Companhia conduziu uma avaliação de dupla materialidade em linha com outros aspectos materiais. Alguns exemplos de indicadores relevantes são: aumento de qualidade do solo, disponibilidade de água e aumento na riqueza/abundância de biodiversidade. | O Índice de Progresso Social (IPS) é uma metodologia de análise de dados sociais e ambientais desenvolvida para mensurar a qualidade de vida de comunidades, cidades, países e regiões. É uma ferramenta utilizada em todo o mundo, sendo adaptada para a realidade de cada território. A metodologia de construção do IPS prevê a utilização de três dimensões compostas por quatro componentes cada uma, totalizando 12 componentes: 1. Necessidades Humanas Básicas: nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pública. 2. Fundamentos do Bem-Estar: acesso ao ensino básica, acesso à informação e comunicação, saúde e bem-estar, e qualidade ambiental. 3. Oportunidades: direitos pessoais, liberdade pessoal e de escolha, inclusão social e acesso ao ensino superior. |
| Métrica do impacto | Impactos positivos compartilhados:
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Melhoria da qualidade de vida nos municípios prioritários. Por exemplo, município de Telêmaco Borba apresentou aumento de 58.2 para 64.5 de 2021 para 2022 no IPS. Mais informações disponíveis em main.d3l595nivztlei.amplifyapp.com |
Estrutura da Governança da Sustentabilidade
A Klabin mantém uma estrutura de governança consolidada para gerenciar a execução estratégica e operacional dos temas relacionados à sustentabilidade. Esta estrutura é composta por 1. comitês de assessoramento do Conselho de Administração, 2. comissões fixas formadas por executivos, de assessoramento à Diretoria Executiva, 3. diretoria estatutária de Tecnologia industrial, Inovação e Sustentabilidade e políticas corporativas e controles internos voltados à gestão integrada de riscos para sustentabilidade.
O Conselho de Administração é responsável pela supervisão final das questões ambientais, sociais e de governança (ESG), com apoio de comitês dedicados, como o Comitê de Sustentabilidade e o Comitê de Auditoria e Partes Relacionadas (ambos formados por conselheiros). Estes comitês asseguram que os riscos, impactos e oportunidades em sustentabilidade sejam adequadamente considerados na formulação da estratégia empresarial e nas decisões corporativas. Em complemento, a gestão executiva em sustentabilidade possui uma Comissão Fixa de Sustentabilidade formada por executivos da companhia e que tem por responsabilidade acompanhar a execução das ações previstas para a área. Além disso, no âmbito da Diretoria Executiva, a empresa possui uma Diretoria Estatutária de Sustentabilidade (C-Level) que é responsável pela execução da agenda de sustentabilidade de toda a companhia e fazer o reporte direto ao CEO.
O detalhamento dos órgãos de governança e os seus regimentos internos, bem como das políticas corporativas estão disponíveis no site de RI (https://ri.klabin.com.br/) da companhia e na Política de Sustentabilidade da Klabin.
Certificações
Em 2022, a Política de Sustentabilidade da Klabin foi atualizada e, por isso, foram realizados treinamentos nas unidades e também por meio da Klabin Business School. O treinamento da Política de Sustentabilidade abrange todos os novos funcionários (durante o processo de integração) e treinamentos diretos e indiretos por meio da sede de cada unidade industrial.
| CERTIFICAÇÃO ISO 14001 | ||||
| Funcionários Próprios | Funcionários Terceiros | Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) | Percentual de Unidades | |
| Número de Funcionários nas Unidades | 16.662 | 3.889 | 20.551 | 100% |
| Total de Funcionários | 16.662 | 3.889 | 20.551 | |
| Percentual de Funcionários cobertos pela certificação | 100% | 100% | 100% | |
Todas as unidades da Klabin em operação durante o período de avaliação são certificadas pela norma ISO 14001 de gestão ambiental. Além das informações referentes às auditorias e certificações, destaca-se que as operações florestais da Klabin são certificadas pelos selos FSC® e PEFC, que atestam o manejo florestal responsável, com base em dez princípios, incluindo: uso eficiente de múltiplos produtos e serviços florestais, bem-estar dos colaboradores e das comunidades, conservação da biodiversidade, plano de manejo detalhado, além do monitoramento e avaliação dos impactos ambientais e sociais. Adicionalmente, a Klabin possui outras certificações de qualidade, como American Institute of Baking (AIB), ISEGA, FSSC 22000, ISO 9001 e ISO 45001.
| CERTIFICAÇÃO ISO 9001 | ||||
| Funcionários Próprios | Funcionários Terceiros | Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) | Percentual de Unidades | |
| Número de Funcionários nas Unidades | 16.529 | 3.877 | 20.406 | 91% |
| Total de Funcionários | 16.662 | 3.889 | 20.551 | |
| Percentual de Funcionários cobertos pela certificação | 99% | 99% | 99% | |
| CERTIFICAÇÃO ISO 45001 | ||||
| Funcionários Próprios | Funcionários Terceiros | Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) | Percentual de Unidades | |
| Número de Funcionários nas Unidades | 9.093 | 2.776 | 11.869 | 32% |
| Total de Funcionários | 16.662 | 3.889 | 20.551 | |
| Percentual de Funcionários cobertos pela certificação | 54% | 71% | 57% | |
| CERTIFICAÇÃO ISO 50001 | ||||
| Funcionários Próprios | Funcionários Terceiros | Total de Funcionários (Próprios + Terceiros) | Percentual de Unidades | |
| Número de Funcionários nas Unidades | 2.281 | 1.091 | 3.372 | 5% |
| Total de Funcionários | 16.662 | 3.889 | 20.551 | |
| Percentual de Funcionários cobertos pela certificação | 14% | 28% | 16% | |
GESTÃO DO TEMA
Desde 2018, a evolução da cultura organizacional é conduzida de forma estruturada e alinhada à estratégia do negócio. Após a atualização da Missão, Visão e direcionadores culturais em 2024, o ano de 2025 foi marcado pela consolidação da Atitude Klabin no cotidiano da Companhia, fortalecendo a conexão entre cultura, clima e performance.
O contexto de negócios exigiu disciplina operacional, foco em eficiência e decisões alinhadas à sustentabilidade financeira. A Companhia avançou em sua agenda estratégica, com destaque para projetos relevantes, como a reforma da caldeira e a integração florestal do Projeto Caetê, demandando forte alinhamento entre pessoas, processos e resultados. Para garantir maior clareza e aderência ao contexto do negócio, foi implementado o Plano Estratégico de Cultura, estruturado em três frente, desenvolvimento, rituais e comunicação.
Após a Pesquisa de Clima de 2024, foi estabelecida uma governança dos planos de ação. Em 2025, o monitoramento junto às lideranças indicou elevado nível de responsabilização, com ampla comunicação dos resultados, implementação de planos de trabalho e acompanhamento de suas evoluções, reforçando o papel da liderança na gestão do clima e na sustentação da cultura.
Como parte do acompanhamento entre os ciclos de Pesquisa de Clima, foi realizada a Pesquisa Pulse de Cultura, com amostra representativa da Companhia. Os resultados apontaram avanços na colaboração e na capacidade de adaptação, ao mesmo tempo em que indicaram oportunidades de evolução em eficiência e protagonismo.
O desenvolvimento das pessoas permaneceu na pauta de 2025. O Ciclo de Performance envolveu mais de 11,5 mil profissionais e seguiu como instrumento para alinhar expectativas, fortalecer feedbacks e apoiar o desenvolvimento individual.
Visão Klabin | O que queremos, como nos imaginamos no futuro
“Oferecer soluções sustentáveis, capazes de atender às transformações da sociedade, por meio de produtos de base florestal de usos múltiplos, renováveis, recicláveis e biodegradáveis.”
Missão Klabin | Por que existimos
“Gerar valor para acionistas, colaboradores(as) e sociedade, a partir do uso responsável e eficiente dos nossos ativos florestais e industriais, promovendo desenvolvimento sustentável.”
A Klabin é representada por quatro Valores e quatro Competências que unem a cultura à estratégia de negócios.
Valores | O que forma a nossa identidade
Meio Ambiente, Respeito, Segurança e Solidez
Competências | O que realiza a nossa estratégia
Eficiência, Adaptabilidade, Time e Protagonismo
Engajamento de profissionais (pesquisa de clima)
A Klabin realiza sua Pesquisa de Clima de forma bianual e, nos intervalos entre uma edição e outra, conduz a Pesquisa Pulse de Cultura. O objetivo da Pulse de Cultura é captar a percepção dos colaboradores sobre a evolução cultural da companhia, abordando temas que, em grande parte, também são tratados na Pesquisa de Clima.
Em 2025, a Klabin realizou a Pesquisa Pulse de Cultura em formato 100% online e confidencial, fortalecendo sua agenda de escuta contínua e a experiência do colaborador. A partir desse ano, foi adotada uma nova estratégia: a contratação de uma plataforma própria de pesquisas, que possibilita a realização de pesquisas pulse a qualquer momento e para diferentes públicos.
A Pesquisa Pulse de Cultura 2025 foi conduzida integralmente nessa nova plataforma, ampliando a autonomia da companhia na definição metodológica e na elaboração das perguntas. O estudo buscou avaliar a evolução da cultura Klabin (Atitude Klabin) em suas quatro competências culturais — Protagonismo, Eficiência, Adaptabilidade e Time. Mais de 4.000 colaboradores participaram da pesquisa, garantindo uma representatividade amostral aproximada de 30% do público elegível, com abrangência em todos os negócios e localidades, além de recortes demográficos por cargo.
A favorabilidade geral alcançou 80%, e a compreensão das competências apresentou médias de 7,8 em Protagonismo, 7,9 em Eficiência, 8,2 em Adaptabilidade e 8,0 em Time, em uma escala de 0 a 10. Percebeu-se uma correlação entre clima e cultura, de forma que, as unidades que apresentaram maiores notas em Cultura também indicaram as ações de Clima mais recorrentes e estruturadas.
| Favorabilidade (%) | ||||
| Perfil de colaboradores | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Geral | 81 | 81 | 78 | 79 |
| Mulheres | 80 | 80 | 77 | 79 |
| Homens | 81 | 81 | 78 | 80 |
| Não binário | 78 | 78 | 68 | -** |
| Nascido entre 1946 e 1964 | 86 | 86 | 84 | 84 |
| Nascido entre 1965 e 1979 | 82 | 82 | 79 | 79 |
| Nascido entre 1980 e 2000 | 80 | 80 | 77 | 79 |
| Nascidos após 2000 | - | - | 79 | 80 |
| Meta Geral | 89 | 89 | 77 | 72 |
**Entre o grupo amostral de respondentes, nenhum se autodeclarou não binário.
Evolução da percepção dos gerentes sobre cultura Klabin
Em 2025, a Klabin aprofundou a mensuração e a sustentação de sua cultura organizacional com foco especial na percepção e no papel das lideranças. Na Pesquisa Pulse de Cultura, aplicada de forma 100% online e confidencial, a representatividade amostral das lideranças alcançou 80% versus 72% de não lideranças. A percepção geral de evolução da Cultura Klabin entre lideranças foi de 7,7 refletindo avanços consistentes nas quatro competências da Atitude Klabin: Eficiência (7,4), Protagonismo (7,4), Time (7,8) e Adaptabilidade (8,1).
Os resultados também reforçaram a relação direta entre cultura e clima organizacional: quanto mais as lideranças praticam comportamentos alinhados à Atitude Klabin, mais positivas são as percepções de engajamento, autonomia e clareza nos times. Destaca-se que as competências Adaptabilidade e Time apresentaram as melhores avaliações, evidenciando maior colaboração entre áreas, capacidade de resposta a mudanças e fortalecimento do trabalho coletivo.
Em contrapartida, Eficiência e Protagonismo seguem como focos prioritários de evolução, especialmente no que se refere à remoção de barreiras, agilidade na tomada de decisão e fortalecimento da autonomia com responsabilidade.
Como parte estratégica da sustentação cultural, mais de 525 gerentes e coordenadores participaram do Workshop “Todo Líder Klabin é Líder de Cultura”, com carga horária de 8 horas. O programa foi concebido como um espaço estruturado de escuta, reflexão e alinhamento, aprofundando o papel da liderança como exemplo, coach e mobilizador da cultura no dia a dia. Essa iniciativa reforçou a responsabilidade das lideranças na criação de ambientes coerentes entre discurso e prática, contribuindo para a evolução sustentável da cultura e para a melhoria contínua do clima organizacional.
Ciclo de Performance e sucessão
A Avaliação de Performance tem como objetivo garantir maior alinhamento dos(as) colaboradores(as) aos objetivos estratégicos da companhia por meio da identificação, mensuração e desenvolvimento, assegurando que as pessoas certas estejam nos lugares certos para impulsionar a estratégia do negócio.
Em 2025, a Performance avançou de forma consistente a partir de mudanças relevantes nos processos de avaliação. Passaram a ser adotados dois eixos integrados: Resultados, que analisa entregas como metas e projetos, e Atitude Klabin, que avalia como a aplicação das competências contribuiu para os resultados do negócio.
Foi consolidada a metodologia de avaliação da Performance Operacional – que abrange cerca de 7.000 colaboradores operacionais dos negócios de Embalagens, Reciclados, Florestal e das áreas corporativas de apoio – e da Performance Administrativa – com cerca de 4.500 colaboradores. Ambos os processos foram acompanhados por um ciclo estruturado de pós-avaliação, ampliando o uso de indicadores como base para decisões de gestão de pessoas.
Também foi implementado o Programa de Melhoria de Performance, que tem como foco o apoio estruturado a colaboradores com desempenho abaixo do esperado, além de ter-se avançado de forma consistente no planejamento de sucessão para toda a liderança (Comitê de Sucessão), fortalecendo a governança do tema, o mapeamento de posições críticas e a preparação de lideranças para desafios presentes e futuros. Complementarmente, foi elaborado um Guia de Reconhecimento, apoiando as lideranças na criação de rituais contínuos de valorização e engajamento.
Como resultado dessas ações, atualmente 78% das posições das diretorias e 61% das posições de gerência são preenchidas internamente, reforçando a efetividade do processo de formação e retenção de talentos.
GESTÃO DO TEMA
A Klabin adota um modelo de gestão integrada que conecta planejamento comercial, produção, estoque e logística por meio de um processo de S&OP (Sales and Operations Planning) consolidado e continuamente aprimorado. Atualmente, esse processo está plenamente integrado entre todos os negócios da Companhia, proporcionando uma visão de ponta a ponta da cadeia produtiva e permitindo decisões mais ágeis, assertivas e alinhadas à demanda de mercado.
Na logística, o planejamento integrado orienta a definição das soluções mais eficientes para cada mercado e produto, considerando aspectos econômicos, operacionais e ambientais. Para isso, a Companhia busca continuamente a combinação mais adequada entre diferentes modais de transporte, utilizando, por exemplo, navios dedicados para determinados fluxos de celulose, modal ferroviário, além do rodoviário para transporte de produtos ao porto de Paranaguá via contêineres, de acordo com as características de cada destino e as necessidades dos clientes.
Esse modelo fortalece a resiliência da cadeia de suprimentos, amplia a capacidade de resposta às oscilações do mercado e contribui para a otimização dos recursos financeiros, naturais, tecnológicos e de infraestrutura, próprios e de parceiros de negócios. Como resultado, a Klabin amplia sua competitividade, reduz desperdícios, aprimora sua eficiência operacional e reforça seu compromisso com uma produção cada vez mais sustentável.
GESTÃO DO TEMA
A estratégia de inovação da Klabin desempenha um papel essencial na concretização de sua Aspiração, com foco em eficiência operacional e novas soluções, focados em geração de valor para clientes e acionistas.
A governança do tema é liderada pela Comissão de P&D+i (Comissão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) formada por diretores responsáveis por deliberar sobre os projetos prioritários. Além disso, comitês específicos em cada unidade de negócio definem ações alinhadas às suas realidades e desafios.
Neste sentido, acompanhando o momento da Companhia, em 2026 a área passa por uma reestruturação nos programas de governança. Esse processo ainda está em andamento, e a nova estrutura será estabelecida assim que oportuno. Nela, permanecem inclusas iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação que se apoiavam em diferentes mecanismos de colaboração, como pitch days para atração de startups, desafios abertos, parcerias com universidades, e centros de pesquisa, além de projetos cocriados com clientes e fornecedores.
A Importância da Agenda de Riscos, Oportunidades e Valoração de Temas de Sustentabilidade
A Klabin reconhece que fatores ambientais, sociais e de governança podem influenciar de forma significativa sua capacidade de gerar valor ao longo do tempo. Nesse contexto, a identificação, avaliação e gestão de riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade constituem elementos fundamentais para o fortalecimento da estratégia corporativa, da resiliência dos negócios e da tomada de decisão baseada em fatores financeiros e não financeiros.
Em linha com as diretrizes do International Sustainability Standards Board (ISSB), a Companhia busca ampliar a integração entre os temas de sustentabilidade e o planejamento empresarial, avaliando como mudanças nas condições ambientais, sociais, regulatórias, tecnológicas e de mercado podem impactar seus resultados, sua posição financeira e suas perspectivas futuras. Essa abordagem permite compreender não apenas os riscos potenciais ao negócio, mas também as oportunidades associadas à transição para uma economia mais resiliente, de baixo carbono e positiva para a natureza.
A agenda de riscos e oportunidades é complementada pela valoração dos temas materiais de sustentabilidade, que busca traduzir potenciais impactos em efeitos financeiros sobre receitas, custos, investimentos, ativos, passivos e fluxos de caixa. Esse exercício contribui para aumentar a transparência, apoiar a alocação eficiente de capital e fortalecer a capacidade da Companhia de antecipar tendências, gerir incertezas e capturar oportunidades estratégicas.
Ao conectar sustentabilidade, gestão de riscos e desempenho financeiro, a Klabin reforça sua visão de longo prazo e sua capacidade de adaptação em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico. Essa integração permite que investidores, financiadores e demais stakeholders compreendam de forma mais clara como questões de sustentabilidade podem influenciar a criação, preservação ou erosão de valor empresarial ao longo dos diferentes horizontes temporais analisados.
Metodologia de Priorização de Riscos para IFRS S1 e S2
Para fins de reporte das Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, a Klabin adota uma metodologia de priorização de riscos baseada na integração entre referências setoriais, análise de dependências da natureza, materialidade corporativa e gestão de riscos empresariais. Essa abordagem busca identificar os riscos com maior potencial de influenciar a estratégia, o desempenho operacional, os fluxos de caixa e a geração de valor da Companhia em horizontes temporais de curto, médio e longo prazo.
O processo parte do universo de riscos corporativos levantados e geridos através da Matriz de Riscos Klabin, aplicaram-se filtros sucessivos para definir os temas prioritários para análise financeira e divulgação conforme os requisitos das normas IFRS S1 e IFRS S2.
Riscos relacionados aos temas SASB
O primeiro filtro considera os riscos associados aos tópicos de sustentabilidade definidos pelo ção de valor no setor.
Riscos associados às dependências da natureza
O segundo filtro incorpora os riscos identificados a partir das dependências da Klabin em relação aos serviços ecossistêmicos relatados no Plano de Transição da Natureza. A análise considera fatores essenciais para a continuidade das operações e da cadeia de valor, como disponibilidade hídrica, provisão de biomassa, controle biológico, manutenção de habitats e mitigação de eventos climáticos extremos.
Temas Duplo-Materiais
Na sequência, são priorizados os riscos associados aos temas classificados como Duplamente Materiais no processo de materialidade da Companhia (especificamente Água, Clima e Biodiversidade). Esses temas representam questões capazes de gerar impactos significativos sobre as pessoas e o meio ambiente e, ao mesmo tempo, produzir efeitos relevantes para o negócio, fortalecendo a conexão entre sustentabilidade e desempenho corporativo.
Riscos Altos e Críticos
Por fim, são priorizados os riscos classificados como Altos ou Críticos na Matriz Corporativa de Riscos da Klabin. Esse critério direciona a análise para eventos com maior potencial de afetar a execução da estratégia, a continuidade operacional, a posição financeira ou as perspectivas futuras da Companhia.
Resultado da Priorização
A combinação dos filtros de relevância setorial (SASB), dependências da natureza, dupla materialidade e criticidade corporativa permite identificar um conjunto de riscos prioritários para avaliação de impactos financeiros, cenários, medidas de mitigação e estratégias de adaptação. Esses riscos constituem a base para as divulgações relacionadas à governança, estratégia, gestão de riscos e métricas requeridas pelas normas IFRS S1 e IFRS S2.
Com o estabelecimento da EUDR (Regulamento Europeu para Produtos Livres de Desmatamento), a Klabin adequou seus processos para assegurar conformidade ao regulamento, reforçando a transparência e a rastreabilidade na cadeia produtiva.
O EUDR exige que empresas que exportam produtos derivados de madeira para a União Europeia comprovem que suas matérias-primas não estão associadas ao desmatamento e à degradação florestal. A Klabin já cumpre esses requisitos ao utilizar madeira proveniente de florestas de pínus e eucalipto plantadas especificamente para a produção de celulose e papel, e certificadas por instituições reconhecidas internacionalmente.
Para saber mais sobre o posicionamento da Companhia em relação a conformidade com a EUDR, acesse EUDR-Klabin
A temática de direitos humanos engloba assuntos de ordem ambiental, social e de governança, como práticas trabalhistas, de saúde e segurança, diversidade e não discriminação, relacionamento com comunidades, meio ambiente e proteção de dados. Em função da interdisciplinaridade do tema, a gestão de Direitos Humanos na Klabin é feita de forma transversal, apoiada por um conjunto completo de normativos:
Código de Conduta
Código de Conduta do Fornecedor
Manual Anticorrupção
Política de Sustentabilidade
Política de Diversidade e Empregabilidade
Política de Direitos Fundamentais nas Relações de Trabalho
Política de Responsabilidade Socioambiental na Contratação de Fornecedores
Política de Proteção à vida
Política de Segurança Cibernética.
Todos esses compromissos se baseiam em marcos internacionalmente reconhecidos, como os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos; a Carta Internacional de Direitos Humanos (que considera a Declaração Universal de Direitos Humanos e os Pactos da ONU sobre Direitos Civis e Políticos, e Direitos Econômicos e Sociais); as convenções da Organização Internacional do Trabalho; e convenções sobre diversidade biológica, meio ambiente e clima. Também são consideradas norteadoras as diretrizes do Pacto Global e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.
Em 2025, a Klabin reforçou sua gestão do tema com o início das atividades da primeira analista Klabin de Direitos Humanos. Ao longo do ano, não houve relato de nenhum caso ou violação de Direitos Humanos envolvendo a Companhia.
COMUNIDADES TRADICIONAIS
Total de área florestal em terras indígenas (em acres)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| 0 | 0 | 0 | 0 |
Número de comunidades tradicionais identificadas (buffer de 5km das áreas de manejo florestal da Klabin)
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| 172 | 172 | 177* | *60 |
A Klabin realiza o mapeamento, identificação e caracterização de todas as comunidades tradicionais – quilombolas, faxinalenses e povos indígenas – situadas em suas áreas de influência. Esse trabalho passou por diferentes etapas nos últimos anos:
2019: foi realizada a identificação e caracterização de 81 comunidades tradicionais identificadas no buffer de 10km das áreas de manejo florestal da Klabin, no Paraná;
2020: em razão da expansão da base florestal da Klabin, em 2020 foi conduzido um novo trabalho de identificação das comunidades tradicionais presentes no buffer de 10km das áreas de manejo florestal da companhia, dessa vez abrangendo os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. O resultado foram 80 novas comunidades identificadas para posterior caracterização.
2022: após uma pausa de dois anos em função da pandemia da Covid-19, começou o trabalho de caracterização das 80 novas comunidades identificadas anteriormente.
2023: dada a continuidade da expansão florestal, 16 novas comunidades foram identificadas.
2024: foi concluído o processo de caracterização, totalizando 177 comunidades, sendo 19 Terras Indígenas, 55 comunidades quilombolas e 103 comunidades faxinalenses (com 15 agregados em sistema Faxinal*).
Em 2025, após revisão metodológica do processo de análise territorial, a Klabin passou a adotar o recorte de 5 km de buffer das áreas de manejo florestal para o mapeamento de comunidades tradicionais, com o objetivo de aumentar a precisão da análise de impacto e fortalecer a gestão do relacionamento territorial. Em função dessa mudança, os dados deixam de ser diretamente comparáveis com a série histórica anterior (baseada em 10 km), passando a refletir de forma mais aderente as comunidades situadas na área de influência direta das operações.
A distribuição em 2025 foi:
Povos Indígenas - 14
Comunidades Quilombolas – 41
Faxinais - 5
No relacionamento com todas as comunidades identificadas e caracterizadas, a empresa respeita a legislação brasileira e segue as recomendações da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), garantindo o direito ao consentimento livre, prévio e informado (CLPI). Em 2025, não houve casos de violação de direitos dos povos indígenas e/ou comunidades tradicionais.
* Os estudos, realizados a partir de dados provenientes de bases oficiais e de levantamentos primários, possibilitaram uma análise aprofundada acerca da presença dos faxinais no território de atuação da Klabin no Paraná. Do total de 104 faxinais inicialmente identificados, 16 mantêm o status de faxinal agregado, sendo que, destes, apenas 5 estão localizados no buffer de 5 km das áreas de manejo. Os demais, ao longo dos anos e em decorrência de diversos fatores externos, perderam suas características de tradicionalidade. Considerando o conjunto mais amplo do território de atuação, verificou-se a presença de 89 comunidades tradicionais situadas em um raio de até 10 km das áreas de manejo florestal da companhia. Com base no aprimoramento metodológico adotado e na definição de uma análise mais precisa, considerando o buffer de 5 km, foram identificadas 60 comunidades tradicionais. Ressalta-se, contudo, que todos os dados referentes à série histórica permanecem devidamente registrados e disponíveis nas bases cartográficas da companhia.
Relacionamento com públicos de interesse sobre direitos humanos, direitos indígenas e comunidade local
A área de Responsabilidade Social e Relações com a Comunidade da Klabin atua de forma corporativa, apoiando todas as unidades da Companhia, com o objetivo de fortalecer o relacionamento com seus públicos de interesse e partes potencialmente impactadas; prevenir, mitigar e, quando necessário, reparar impactos decorrentes de suas operações; e promover iniciativas que contribuam para o desenvolvimento local nos territórios onde a empresa está presente.
Nesse contexto, suas principais frentes de atuação são:
Atuação preventiva na identificação e gestão de potenciais impactos sociais associados às operações florestais e industriais da Klabin;
Identificação de oportunidades para o engajamento com comunidades locais e promoção do desenvolvimento territorial;
Promoção e fortalecimento do diálogo entre a Klabin, o poder público, as comunidades locais e tradicionais e demais públicos de interesse.
Devida diligência em direitos humanos na Klabin
A devida diligência em direitos humanos na Klabin é conduzida de forma estruturada e contínua, com base nos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU. O processo abrange 100% das operações da companhia e está integrado às suas práticas de governança e gestão de riscos, contemplando toda a cadeia de valor, comunidades impactadas e novas relações comerciais (aquisições e joint ventures).
Em 2021, a Klabin iniciou a primeira etapa da devida diligência em direitos humanos, conduzida por uma consultoria independente. Desde então, o processo vem sendo continuamente aprimorado e implementado, estruturando-se em seis etapas principais:
Em 2025, foi realizada uma revisão integral contínua dos controles e ações, à luz da nova régua de avaliação de maturidade e suficiência, da Due Diligence em Direitos Humanos. Além disso os controle e planos de ação passaram por uma atualização e iniciou-se o processo de atualização da devida diligência de direitos humanos com entrevistas conduzidas, análise documental e com o apoio de uma consultoria externa.
Cada uma das etapas da devida diligência está descrita a seguir:
1. Compromisso Político
Embora a Klabin ainda não possua uma política exclusiva de direitos humanos, o tema está presente em diversas diretrizes corporativas, como:
Código de Conduta
Código de Conduta do Fornecedor
Manual Anticorrupção
Política de Sustentabilidade
Política de Diversidade e Empregabilidade
Política de Direitos Fundamentais nas Relações de Trabalho
Política de Responsabilidade Socioambiental na Contratação de Fornecedores
Política de Proteção à vida
Política de Segurança Cibernética
Todos esses compromissos se baseiam em marcos internacionalmente reconhecidos, como os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos; a Carta Internacional de Direitos Humanos (que considera a Declaração Universal de Direitos Humanos e os Pactos da ONU sobre Direitos Civis e Políticos, e Direitos Econômicos e Sociais); as convenções da Organização Internacional do Trabalho; e convenções sobre diversidade biológica, meio ambiente e clima. Também são consideradas norteadoras as diretrizes do Pacto Global e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.
2. Avaliação de risco e impacto
Mapeamento de riscos de direitos humanos
Foi elaborado um mapeamento de riscos de direitos humanos, com o objetivo de identificar os principais riscos inerentes de impacto sobre os direitos humanos relacionados ao negócio da Klabin, considerando suas atividades e operações próprias, bem como suas relações comerciais. A identificação dos riscos se baseou no mapeamento dos detentores de direitos que poderiam ser impactados.
O diagnóstico considerou os riscos previamente definidos para cada uma das cadeias de suprimentos envolvidas: madeira, cavacos, logística e outros bens e serviços. As comunidades locais foram consideradas todas aquelas potencialmente impactadas pelas operações da cadeia de valor da Klabin, incluindo produtores florestais, industriais, logística e fornecedores florestais da Companhia.
Como resultado desse mapeamento de riscos, foi gerada a seguinte tabela demonstrando os riscos associados a diferentes públicos.
| Detentores de Direitos | Subgrupos inclusos | Riscos Inerentes |
| Colaboradores próprios e terceiros | Mulheres, negros, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQI+, dentre outros | • Saúde e segurança • Liberdade de associação e negociação coletiva • Discriminação e assédio • Jornadas de trabalho • Salário digno • Privacidade |
| Trabalhadores da cadeia de suprimentos | Mulheres, negros, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQI+, dentre outros; Menores de idade | • Saúde e segurança • Liberdade de associação e negociação coletiva • Discriminação e assédio • Jornadas de trabalho • Salário digno • Trabalho infantil • Trabalho forçado |
| Comunidades locais | Mulheres, negros, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQI+, dentre outros; Menores de idade Comunidades indígenas e tradicionais | • Segurança das comunidades • Acesso à terra e aos meios de subsistência¹ • Impactos sobre povos indígenas e comunidades tradicionais • Impactos ambientais • Conflitos envolvendo forças de segurança² • Exploração sexual infantil • Impacto sobre o acesso à infraestrutura pública |
| Clientes | - | • Segurança do produto • Privacidade |
Nota 1: Inclui meeiros, caseiros, posseiros
Nota 2: Inclui defensores ambientais e de direitos humanos
Avaliação da capacidade de gestão
Essa etapa foi intensificada em 2025, com a condução de uma avaliação comparativa entre as práticas da Klabin e os requisitos internacionais. Como resultado, foi estruturado um processo contínuo de atualização periódica dos riscos identificados, fortalecendo a governança.
A avaliação foi integrada ao sistema de gestão de riscos da companhia, ampliando a tabela de impactos para incluir temas de direitos humanos além de Saúde e Segurança. A classificação dos riscos seguiu um framework baseado nos critérios de severidade dos UNGPs, considerando:
Escala: gravidade do impacto
Grau de reparabilidade: facilidade de retorno à situação anterior ao impacto
Escopo: número de indivíduos potencialmente afetados
Como desdobramento, foi realizado um cruzamento entre o risco inerente e a capacidade de gestão da companhia, resultando em recomendações e planos de ação de curto, médio e longo prazo, com base nas lacunas identificadas e na priorização das ações.
| Curto-prazo | Médio-prazo | |
| Sistema de gestão | Compromisso político | - |
| Avaliação de risco e impacto | - | |
| Avaliação de risco e impacto | - | |
| Adoção de medidas de prevenção e mitigação | - | |
| Monitoramento da eficácia | - | |
| Relatoria | - | |
| Mecanismo de reclamação e denúncia | - | |
| Temas específicos | Saúde e segurança* | Trabalhadores da cadeia de suprimentos |
| Liberdade de associação coletiva* | Acesso à terra e aos meios de subsistência | |
| Discriminação e assédio* | Salário digno* | |
| Jornada de trabalho* | Conflitos envolvendo forças de segurança | |
| Segurança das comunidades | ||
| Povos indígenas e comunidades tradicionais | ||
| Impactos sobre a infraestrutura pública | - |
|
| Exploração sexual infantil | - |
*Temas que incluem colaboradores diretos e indiretos.
Em 2025, a Klabin priorizou a atualização da maturidade das recomendações e controles, com a verificação do status de implementação e do cumprimento dos planos de ação. Os riscos também foram revisados com os respectivos sponsors, incluindo a atualização dos planos de ação para os riscos críticos.
3. Adoção de medidas de prevenção e mitigação - integração nos processos internos
Com base nos riscos mapeados e na análise da capacidade de gestão, são recomendadas medidas para prevenir e mitigar possíveis violações de direitos humanos, integrando essas ações aos processos internos da companhia:
| Saúde e Segurança | Cobertura | Indicadores |
| 100% das operações cobertas | Taxa de frequência de acidentes com afastamento (próprios e contratados); número de vidas mudadas; taxa de gravidade de acidentes com empregados próprios e contratados; nível das unidades na metodologia Hearts and Minds. |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
A Klabin possui um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (SGSSO) que abrange todas as operações, incluindo colaboradores próprios e terceiros. Complementarmente, seis unidades industriais são certificadas pela ISO 45001, enquanto as plantações próprias das unidades florestais são certificadas no FSC® Manejo, que avalia aspectos de saúde e segurança dos colaboradores envolvidos nestas atividades. A conformidade dos procedimentos com o SGSSO e com os requisitos da ISO 45001 e do FSC é avaliada periodicamente por meio de auditorias.
Também, existem procedimentos para:
Identificação contínua de perigos, avaliação de riscos e determinação dos controles necessários;
Oferta de treinamentos em SSO de acordo com a função e exigências legais;
Registro, investigação e análise de acidentes e incidentes;
Identificação do potencial para emergências e procedimentos para resposta.
| Liberdade de associação e negociação coletiva | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Percentual de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
Todos os colaboradores próprios são cobertos por acordos coletivos. Adicionalmente, o Código de Conduta inclui a liberdade de associação sindical a todos os colaboradores.
| Diversidade e inclusão | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Percentual de mulheres na liderança; Percentual de pessoas colaboradoras pertencentes aos grupos de minorias que avaliam positivamente as condições de respeito e igualdade no ambiente de trabalho |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
Desde 2019, são desenvolvidas campanhas, treinamentos, workshops, palestras e rodas de conversa sobre temas como racismo, equidade de gênero, vieses inconscientes, linguagem inclusiva e assédio. A maioria das atividades tem como público-alvo todos os funcionários próprios e terceiros, possibilitando a abordagem do tema para diversos níveis hierárquicos.
A Companhia também promove capacitação para grupos de acolhimento e para as equipes de Gente & Gestão (que são diretamente envolvidas nesses casos), com o acompanhamento da área de Integridade e de um professor e consultor em Antropologia.
Paralelamente, há procedimentos direcionados para endereçar denúncias de assédio e discriminação via Canal de Ouvidoria.
| Cadeia de suprimentos | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Percentual de fornecedores críticos contemplados pelo Programa de Gestão Sustentável da Cadeia de Fornecimento |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
O Código de Conduta e as Diretrizes de Responsabilidade Socioambiental para a Contratação de Fornecedores estabelecem os padrões mínimos referentes a direitos humanos para os fornecedores. Para contratos, Klabin conta também com o Caderno de Requisitos Mínimos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional para a Contratada.
Em 2025, foi iniciado o projeto de Avaliação de Riscos de Direitos Humanos por Categoria de Compras, conduzido em parceria entre as áreas de Governança de Sustentabilidade e Suprimentos, com o apoio de consultoria externa.
| Trabalho análogo à escravidão e/ou infantil | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Número de fornecedores identificados como causadores de impactos sociais negativos reais e potenciais |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
Por ser signatária do Pacto Nacional a Favor da Erradicação do Trabalho Escravo, a Klabin se compromete com o cruzamento de sua base de Fornecedores ativos e inativos, múltiplas vezes ao ano, com os nomes listados no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão (popularmente conhecido como “Lista Suja do Trabalho Escravo”). Assim, caso haja algum apontamento, a Companhia toma as seguintes ações:
Identificação do fornecedor e serviço prestado (data, local, entre outros dados);
Notificação formal à parte demandando esclarecimentos e declaração sobre as medidas corretivas implementadas (e sugestões de aprimoramento, caso necessário).
A partir dessa etapa, é avaliado se o fornecedor será monitorado ou se o fornecimento será interrompido.
Em 2025, não foram registrados casos de fornecedores da cadeia da Klabin que tenham sido citados na “Lista Suja do Trabalho Escravo”.
| Comunidades | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Número de casos ou violações de Direitos Humanos envolvendo a Companhia |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
A Klabin conta com um procedimento de gestão de conflitos com comunidades, que estabelece um comitê interno para endereçamento das reclamações consideradas procedentes. Além disso, a Companhia mantém o Fale com a Klabin, canal dedicado para atender demandas, queixas e reclamações da comunidade.
| Comunidades tradicionais (quilombolas indígenas, faxinalenses, etc) | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Número de casos de violações de direitos de povos indígenas e comunidades locais |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
A Klabin mapeia todas as comunidades tradicionais de suas áreas de influência de acordo com os procedimentos descritos no indicador “Número de comunidades tradicionais identificadas (buffer de 5km das áreas de manejo florestal da Klabin)”.
Em linha com as diretrizes do IFC e do BID e com os requisitos do FSC e PEFC, a Companhia identifica, caracteriza e estabelece medidas para salvaguardar os direitos costumeiros das comunidades tradicionais localizadas em um raio de 5 km de suas áreas operacionais. Para além dessas áreas de influência, ainda são consideradas as rotas associadas à operação de transporte de madeira, de maneira a identificar comunidades potencialmente impactadas através de tráfego, poeira, ruído e riscos a segurança. O levantamento prévio é realizado com base em fontes secundárias oficiais, como FUNAI, INCRA, IBGE e Fundação Cultural Palmares, entre outras. Essas informações subsidiam o planejamento das caracterizações em campo e garantem atendimento à legislação brasileira de licenciamento ambiental
Como premissa, a Klabin realiza, a cada dois anos, a revisão da base florestal, visando identificar a existência de comunidades tradicionais no buffer delimitado e, quando necessário, realizar a identificação e caracterização aprofundada de novas comunidades, mantendo as bases de dados atualizadas.
Com maior confiabilidade das informações e melhor conhecimento sobre a presença de povos tradicionais no território, torna-se possível estabelecer proximidade e diálogo mais qualificado e sensível com essas comunidades, quando necessário. Nos casos de uso compartilhado de estradas, a Companhia conduz processos de diálogo para esclarecimentos sobre as operações realizadas.
A Klabin tem como premissa evitar o manejo e a operação dentrodos territórios de povos indígenas e comunidades tradicionais. Por este motivo, ainda não foi necessária a aplicação do Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI). Em caso de necessidade de aplicação, a empresa possui planos e procedimentos para essa ação, partindo da premissa básica de verificação dos Protocolo de Consulta das Comunidades para segui-los. Na inexistência desses protocolos, o formato de consulta é estabelecido com as lideranças das comunidades.
A equipe de Responsabilidade Social e Relações com Comunidades também avalia áreas florestais prospectadas para negociação, com o objetivo de assegurar as boas práticas da Companhia em relação às comunidades tradicionais, inclusive declinando negociações de áreas limítrofes ou que possam gerar impactos aos modos de vida dessas populações.
As informações são disponibilizadas anualmente no site da Companhia: Klabin – Resumo Público (https://klabin.com.br/sustentabilidade/estrategia/resumo-publico).
| Engajamento com partes interessadas | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Índice de aceitação da Klabin nas comunidades locais |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
A atuação da Responsabilidade Social e Relações com a Comunidade da Klabin está descrita com mais detalhes no indicador “Relacionamento com públicos de interesse sobre direitos humanos, direitos indígenas e comunidade local".
| Meio Ambiente | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Número de multas e sanções não monetárias associadas a questões ambientais |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
Todas a unidades operacionais da Klabin operam de acordo com um Sistema de Gestão Ambiental que inclui:
Meios para registro de anomalias ambientais dentro das unidades;
Registro do ocorrências e reclamações de partes interessadas, com a devida análise da ocorrência e monitoramento dos requisitos legais aplicáveis;
Levantamento de aspectos e impactos ambientais de todas as operações;
Ações de mitigação, como o manejo florestal hidrossolidário e em mosaico;
Programas de monitoramento ambiental nas regiões do entorno.
| Proteção de dados | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Percentual de colaboradores diretos e indiretos incluídos na linguagem digital |
As ações tomadas são consideradas suficientes? Sim
A Klabin possui uma estrutura de governança voltada à proteção de dados, com monitoramento sistemático constante e políticas e procedimentos de segurança cibernética baseados em normativas ISO, na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e no Marco Civil da Internet. Essas informações são disponibilizadas a todos os colaboradores por meio de uma Cartilha de Segurança Cibernética e de treinamentos sobre o tema.
Fornecedores que têm acesso a dados da Klabin e de seus colaboradores são informados a respeito de suas responsabilidades por meio do contrato e também preenchem um formulário de Compliance com a LGPD.
| Combate à exploração sexual de crianças e adolescentes | Cobertura | Indicador |
| 100% das operações cobertas | Ações e municípios priorizados para o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes |
A identificação dos riscos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes foi realizada no processo de Devida Diligência em Direitos Humanos, por meio de entrevistas com equipes da Klabin, análise de documentos internos e públicos, além de pesquisas em fontes abertas sobre o setor.
A Klabin estabelece, em seu Código de Conduta de Fornecedores, a diretriz de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, que deve ser cumprida por colaboradores, terceiros, fornecedores e demais elos da cadeia de valor. O código é incorporado aos contratos e abordado em treinamentos específicos.
A Companhia é signatária, desde 2016, do Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, vinculado ao Programa Na Mão Certa, da Childhood Brasil. Também integra a Coalizão Paranaguá, iniciativa em parceria com o município que reúne empresas no enfrentamento desse tema.
A atuação inclui o reforço de campanhas de sensibilização por meio de comunicação interna e ações presenciais com colaboradores e motoristas diretos e indiretos. Em 2025, foram realizadas duas ações de conscientização na região do Porto de Paranaguá, com a participação de cerca de 60 colaboradores em cada iniciativa.
As ações tomadas são consideradas suficientes? Parcial.
Atualmente, a Klabin realiza ações pontuais nos territórios por meio da área de Responsabilidade Social e Relações com a Comunidade.
Como resultado da devida diligência em direitos humanos, a área desenvolve um programa estruturado e abrangente de prevenção e mitigação, incorporado ao planejamento anual por impacto.
Está em andamento também a condução de uma avaliação de risco crítico para 20 categorias de compras de matérias-primas, considerando também o risco de exploração sexual infantil vinculado às atividades e relações comerciais da empresa.
4. Monitoramento da eficácia
A fase seguinte consiste na definição e implementação de indicadores-chave de desempenho (KPIs) voltados ao monitoramento da eficácia das ações adotadas para prevenir e mitigar riscos relacionados aos direitos humanos. Esses KPIs são integrados aos KODS da companhia, melhor alinhando compromissos estratégicos e os resultados operacionais.
5. Relatoria
O reporte dos temas referentes aos direitos humanos é divulgado no Relatório de Sustentabilidade e Painel ASG.
6. Mecanismos de reclamação e denúncia
A companhia também disponibiliza canais acessíveis e seguros para denúncias e reclamações, voltados a públicos internos, externos e comunidades impactadas. Mais informações estão disponíveis na seção Conduta Ética e Integridade do Painel ASG.